Juninho recebe o passe nas costas de Gil, ganha na corrida do zagueiro e faz o gol da vitória por 1 a 0 do América sobre o Corinthians, no primeiro confronto pelas quartas de final da Copa do Brasil. O lance da partida desta quarta (5) repetiu uma rotina feliz para os adversários do Alvinegro: explorar espaços deixados pelo camisa quatro e balançar as redes.
Na partida anterior, contra o Red Bull Bragantino, pelo Brasileirão, foi parecido. Juninho Capixaba aproveitou o deslocamento de Gil, que veio em sua direção, e enfiou a bola no espaço deixado por ele na área. Sasha marcou o gol, e o Bragantino venceu por 1 a 0.
Indecisões, decisões erradas e falta de velocidade transformaram Gil em mapa da mina para os adversários. E Luxemburgo nada faz .
"Você não pode fazer uma falta, o cara bater rápido e a nossa defesa estar desprotegida, não pode. Tem que alguém ficar na p*** da bola e tomar cartão de novo. Você vai deixar seguir e deixar desarrumado? É a origem do que aconteceu. O cara pega, bate a bola e o outro saiu nas costas do Gil. A bola não pode sair rápido, tem que alguém ficar na frente, tomar amarelo e aí a defesa fica ajustada", afirmou Luxa.
O treinador tem razão em apontar a falha coletiva. O beque veterano não é o único responsável.
No entanto, o técnico não resolve o problema, que resulta em lances de gol por trás do camisa quatro. "Difícil falar. Acho que a gente estava bem postado na defesa", disse Gil.
Esse pode ter sido um dos problemas. Porém, não adianta Luxa e Gil terem argumentos pertinentes e a falha se repetir.
Luxemburgo tem a obrigação de apresentar uma defesa mais organizada e fechar a porteira pela qual passam os adversários. Com ou sem Gil no time.
Mas, para a tristeza dos corintianos, o técnico parece longe de corrigir os principais defeitos da equipe. Sua especialidade tem sido falar em evolução do time ou dos atletas, independentemente do que aconteça em campo.
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