O delegado Daniel José Orsomarzo, representante da Delegacia de Repressão aos Delitos do Esporte (DRADE DOPE), alega já ter identificado os agressores do meia Luan, do Corinthians. Agora, para um processo ser encaminhado, o atleta precisa procurar as autoridades competentes.
"As providências preliminares já foram tomadas, pessoal já está fotograficamente identificado e agora aguardamos a manifestação de vontade do atleta, do Luan. Trata-se de um crime condicionado à representação, que necessita da vontade dele para prosseguir. Até o momento não fomos procurados, nem pelo jogador como pela assessoria", disse Daniel em entrevista.
Segundo a Lei Penal Brasileira, Luan possui seis meses para processar os autores do crime. Se ele não procurar a polícia, não tem como os agressores serem levados à Justiça.
"No início da manhã, o pessoal da investigação foi até o Motel Caribe para coletar imagens, e poder verificar o que realmente aconteceu. Houve um crime de lesão corporal, a princípio. A agressão em si temos imagens de rede social, como também tenho dos agressores em estabelecimento comercial comemorando. Eles são identificados, mas eles não são processados enquanto Luan não se manifestar. Agora eles vão ser qualificados e aguardamos a vontade do ofendido. A Polícia Militar esteve no local, mas os agressores já tinham saído", finalizou o delegado.
O meia Luan, do Corinthians, foi agredido por torcedores organizados na madrugada desta terça-feira após invasão a um motel localizado na Zona Oeste da capital paulista.
Torcedores corintianos descobriram que Luan estava no estabelecimento na região da Barra Funda, próximo à Federação Paulista de Futebol, e não foram contidos pela segurança, tendo acesso à suíte em que Luan se encontrava.
O meia corintiano estava acompanhado de algumas mulheres e também de amigos. Os relatos são de que Luan recebeu alguns golpes dos torcedores organizados, furiosos com o estilo de vida do jogador.
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