5/7/2023 05:27

Tuma Jr. vê sabotagem à comissão eleitoral do Corinthians; diretor contesta

Tuma Jr. vê sabotagem à comissão eleitoral do Corinthians; diretor contesta

Nomeada no início de junho, a Comissão Eleitoral do Corinthians ainda não fez nenhuma reunião e não definiu o seu presidente. A inércia do grupo e a dificuldade em obter listas de sócios para iniciar o trabalho fizeram o conselheiro Romeu Tuma Júnior pedir seu desligamento do órgão na última segunda (3). Ele fala em sabotagem ao trabalho do grupo. No mesmo dia, Miguel Marques e Silva também deixou a comissão, que precisa ser composta por cinco conselheiros.

A coluna conversou com os dois conselheiros. Miguel, que é desembargador, afirmou que já tinha avisado que se desligaria por causa da dificuldade de conciliar o trabalho com o cargo no órgão. Tuma reclamou da inatividade do colegiado e disparou contra o diretor administrativo do clube, Eduardo Caggiano Freitas, que teria negado seu acesso às listas de sócios.

O conselheiro também afirmou que o clube está dando anistia parcial a associados inadimplentes, o que é vetado pelo estatuto a partir de um ano antes da eleição, que acontecerá em novembro. Ouvido pela coluna, Caggiano respondeu que as afirmações de Tuma não procedem.

"A forma como estão sabotando o trabalho do conselho e da comissão eleitoral torna o pleito uma loteria, deixa o pleito sob suspeita. Para o clube, diante de tudo que está acontecendo, é mais uma mácula que afasta investimento. Afasta a possibilidade de a gente buscar um resgate moral, ético e desportivo no Corinthians. Essa situação, infelizmente, gera essas ações absurdas de violência [como a agressão a Luan]", disse Tuma.

O conselheiro afirma que pediu, em nome do presidente do Conselho Deliberativo, Alexandre Husni, relações de sócios, incluindo a lista dos que estão aptos a votar, para uma funcionária da secretaria do clube, e obteve dela a resposta de que o diretor administrativo vetou a entrega sob a alegação de que o documento só seria enviado em setembro.

Tuma pretendia analisar pagamentos de mensalidades para identificar possíveis indícios de irregularidades, como terceiros quitando débitos de sócios em período eleitoral. "Fiquei sabendo que estão dando anistia [parcial aos sócios]. Para o sócio ficar em dia, ele tem que pagar acho que R$ 1.500. Eles estão cobrando R$ 700. Isso é anistia, não pode", afirmou.

"Faz 35 dias que a comissão foi instalada. Eles não entregam a lista, falam que só vão entregar quando estiver fechada para a votação. Eu informei ao presidente do conselho que não vou ficar na comissão. Está uma desmoralização, a administração está atropelando a gente. Não vou ficar numa comissão que está omissa, não faz nada, está sendo desrespeitada pela administração", disse Tuma.

"Não teve nenhuma reunião ainda, nem o presidente foi escolhido [em votação entre os membros]. Não fizemos nada porque os caras estão sabotando mesmo. Ligo para o presidente [Duilio Monteiro Alves], ele não atende. É a administração que está sabotando", completou o conselheiro. Ele também disse que tentou fazer reuniões da comissão, mas não conseguiu reunir o grupo. A coluna enviou mensagem para Duilio indagando se ele foi procurado por Tuma, mas não obteve resposta. O departamento de comunicação do Corinthians procurou a coluna e afirmou que questões sobre a eleição devem ser tratadas com a comissão eleitoral.

Caggiano contestou as afirmações de Tuma. O diretor alega que o pedido de acesso às listas de sócios deve ser feito pelo presidente da comissão, ou por quem este indicar por escrito. Disse ele: "a diretoria administrativa está à disposição para atender a Comissão Eleitoral em todas as suas necessidades. Até a presente data, não recebi nenhum pedido desta comissão, por e-mail ou por mensagem. Quanto às listas de aptos a voto, existe prazo dentro de nosso estatuto, e a Comissão Eleitoral que definirá como será esta disponibilização, a comissão da última eleição não fez por conflito com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados)". No pleito anterior, Tuma presidiu o órgão.

Segundo o diretor, se houve pedido de um membro da comissão diretamente para uma funcionária do clube, esse não é o caminho correto. "A diretoria administrativa não pode receber pedidos dos cinco [integrantes da comissão], de forma informal e com a LGPD em vigor. Se vier por escrito, com certeza serão atendidos", afirmou Caggiano. Tuma diz que a comissão pode fazer o pedido diretamente para a funcionária e que ela encaminhou a solicitação por escrito para Caggiano.

O diretor também declarou que os preços cobrados dos sócios inadimplentes respeitam as regras estatutárias e que as quantias apontadas por Tuma não estão corretas. "O estatuto prevê que, um ano antes da eleição, não pode ser feito nada abaixo dos valores já publicados para reativação, sendo R$ 1.500,00 para individual e R$ 2.000,00 para familiar. Quando o associado deve até seis meses, ele paga o valor que tem em aberto, acima de sete meses existe a taxa de reativação supracitada", disse o dirigente.

O presidente do Conselho Deliberativo declarou que nesta quarta deve definir os substitutos dos membros que deixaram a comissão. Segundo ele, são os integrantes da comissão que devem marcar as reuniões. Porém, como eles ainda não fizeram isso, o presidente do conselho disse que marcará o primeiro encontro.



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