O Corinthians tem apenas 12 pontos em 13 jogos no Brasileirão. Percorrido um terço do campeonato, a situação alvinegra preocupa e não se pode ignorar o risco de rebaixamento. Porém, pior do que os resultados e a atual posição na tabela é a falta de ideias da equipe.
Foi assim na derrota por 1 a 0 para o Bragantino, neste domingo, na Neo Química Arena. Com problemas defensivos e muito pouco criativo na frente, o Corinthians teve atuação apática e frustrou as mais de 42 mil pessoas que acordaram cedo para ir a Itaquera.
Após dois meses de trabalho de Vanderlei Luxemburgo, o time, além de não apresentar evolução, parece regredir em alguns aspectos.
Por mais que tivesse problemas, durante o Campeonato Paulista o Corinthians fez boas partidas. Venceu o São Paulo fora de casa, jogou de igual para igual com o Palmeiras, e foi superior ao Santos em empate na Vila Belmiro. Havia conceitos claros: aproximação entre jogadores pelos lados do campo, viradas de jogo, participação ofensiva dos laterais...
Obviamente, não era um primor de time, tanto é que a diretoria entendeu que era necessário trocar o comando após a 17ª partida na temporada. Mas havia uma forma de jogar, um norte, algo que não se enxerga agora.
Quando tem a bola, o Corinthians parece não saber como levá-la ao ataque. Diante do Bragantino, a aposta foi em lançamentos longos para Yuri Alberto e Róger Guedes, que em muitos momentos ficavam isolados e sem opção de passe.
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Róger Guedes em Corinthians x Bragantino — Foto: Marcos Ribolli
Com muitos desfalques, Luxemburgo armou um tripé no meio de campo. Gabriel Moscardo ficou à frente da zaga, tendo à frente Ruan Oliveira pela direita e Maycon pela esquerda. No ataque jogaram abertos Guilherme Biro e Róger Guedes - distante da área, como já avisou que não gosta de atuar, o camisa 10 rendeu pouco.
Mesmo em casa, o Corinthians não conseguiu se impor e nem mesmo reter a bola. A equipe terminou o primeiro tempo com apenas 34% de posse e menos da metade dos passes trocados pelo Bragantino (127 x 302).
Se ofensivamente o time era pobre, defensivamente também havia problemas. Gabriel Moscardo recuava demais em alguns momentos, Maycon tinha que se deslocar para cobrir as costas de Róger Guedes, e abria-se um buraco na intermediária. Foi numa dessas situações que Gil saiu para dar o combate, e o Bragantino explorou o espaço nas costas do zagueiro para abrir o placar.
A pressão que já era grande ficou ainda maior sobre o Corinthians, que ainda não virou nenhum duelo contra times da Série A em 2023.
Na etapa final, Luxemburgo colocou Murillo na lateral esquerda e, assim, liberou Fagner para apoiar mais. Além da mudança tática, o técnico trocou peças, e o Timão teve uma ligeira melhora, mas não o suficiente para chegar ao empate.
Falta muita coisa ao Corinthians: intensidade, combatividade, criatividade, coordenação defensiva... e agora o time não consegue se aproveitar nem mesmo da força da Arena. É preciso reagir. E rápido.
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