Na última quinta (29), Duilio Monteiro Alves disse em entrevista à Band:
"Nós pegamos 2 milhões de euros [R$ 10,5 milhões] com os 40% que nos restavam do Mantuan [negociado com o Zenit] e compramos, entre luvas e comissão, 80% do Matías Rojas por 1,8 milhão de dólares [R$ 8,75 milhões]. Então, proporcionalmente, custou metade da venda do Mantuan".
Claramente, a argumentação do presidente do Corinthians visa tentar convencer o público de que o clube não vende seus jogadores tão barato quanto grande parte da torcida diz indignada.
Só que Duilio não explicou que Mantuan tinha vínculo com o Alvinegro e Rojas estava livre para assinar pré-contrato com outro clube. E foi o que o atleta fez com o time brasileiro. O Racing não colocou preço em Rojas porque não poderia fazê-lo. Mas o Timão colocou em Mantuan.
Assim, o Corinthians gastou para contratar um jogador pelo qual não precisava negociar com outro clube os direitos econômicos, proporcionalmente, de acordo com a argumentação de seu presidente, cerca da metade do que o Zenit pagou por um atleta vinculado ao SCCP.
O dirigente comparou banana com laranja. Os exemplos citados não servem para apontar que o Corinthians vende bem e compra bem. A única conclusão a que chegamos é a de que o Corinthians não gastou pouco em luvas e comissões para ter o meia paraguaio.
Claro que é positivo o presidente corintiano revelar números durante uma entrevista. Mas, em vez de uma comparação que não cabe, faria mais sentido ele explicar como o gasto com Rojas se encaixa na capacidade financeira atual do Corinthians.
Duilio passou boa parte do tempo falando que está saneando as finanças do clube. Então, seria legal ele ser mais didático e detalhar porque Rojas cabe no bolso corintiano. Isso incluindo o salário do meia. Comparar sua contratação com a venda de Mantuan não esclarece nada nesse sentido.
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