17/5/2023 21:06

São Paulo se manifesta após gritos homofóbicos no clássico contra o Corinthians: "É crime"

O clube emitiu uma nota em suas redes sociais  

São Paulo se manifesta após gritos homofóbicos no clássico contra o Corinthians:
Crédito: Foto: Alexandre Schneider / Getty Images

Crédito: Foto: Alexandre Schneider / Getty Images

O São Paulo não fez queixa criminal sobre gritos homofóbicos dos torcedores do Corinthians, porém, se posicionou hoje, 17 de maio, no Dia Internacional Contra a Homofobia.

O clube publicou uma nota em seu Twitter oficial contra as condutas homofóbicas e transfóbicas.

"Condutas homofóbicas e transfóbicas foram, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal no ano de 2019, enquadradas como crime de racismo previsto na Lei 7.716/1989. Na decisão, o STF definiu como crime condutas que "envolvem aversão odiosa à orientação sexual ou à identidade de gênero de alguém". O artigo 20 da referida lei prevê pena de um a três anos de reclusão e multa para quem cometer tais crimes."

Sobre o jogo, durante o segundo tempo do empate em 1 a 1 entre Corinthians e São Paulo, a arbitragem parou o jogo por conta de gritos homofóbicos dos torcedores do Corinthians contra os são-paulinos.

Mesmo assim, o Tricolor tomou a decisão de não prestar queixa criminal contra o arquirrival, com a situação sendo discutida somente no âmbito desportivo.

Assim, após a partida, o presidente do São Paulo, Julio Casares, informou que deve esperar as medidas que a Confederação Brasileira de Futebol deve tomar.

"Os fatos foram relatados pelo árbitro pela súmula e espero que a CBF tome as medidas cabíveis com base no que for documentado", pontua Casares.

O árbitro da partida, Bruno Arleu, relatou na súmula os atos homofóbicos.

"Informo que aos 18 minutos do 2º tempo paralisei a partida por 2 minutos devido gritos homofônicos (seria homofóbicos) da torcida "vamos Corinthians, dessas bichas teremos que ganhar". Sendo informado no som e no telão do estádio para que os gritos cessassem. Mesmo assim, a torcida continuou gritando efusivamente. E após os gritos cessarem, a partida foi reiniciada. Fato esse comunicado ao delegado da partida e ao chefe do policiamento"

Sendo assim, não é a primeira vez que casos de homofobia são relatados pela arbitragem em um duelo entre Corinthians e São Paulo.

No ano passado, o árbitro Wilton Pereira Sampaio escreveu no documento oficial sobre os cantos e ainda pediu para que o delegado da partida pedisse para que parassem.

Na ocasião, o sistema de som da arena do Corinthians foi acionado.

Por fim, neste fim de semana, a comunicação por meio do departamento de multimídia do estádio corintiano foi utilizada, ainda no primeiro tempo, mas o pedido não foi atendido pelos torcedores do Corinthians.

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1134 visitas - Fonte: Torcedores

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Joaquim Antonio     

Kkkk sao bichas mesmo. Tem que assumir

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