Corinthians e São Paulo empataram por 1 a 1 no último domingo (14), na Neo Química Arena, pela 6ª rodada do Brasileirão. E o Majestoso foi reco de polêmicas, que foram esclarecidas em vídeo nesta terça-feira (16).
Presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Wilson Luiz Seneme afirmou que o gol de Calleri foi bem anulado, apesar do procedimento tomado por Bruno Arleu de Araújo ter sido "equivocado".
Sobre o pênalti de Rafinha em Wesley, Seneme concordou com a marcação por conta do uso da "mão com impacto" do lateral-direito do Tricolor. Além disso, o ex-árbitro elogiou o posicionamento de Bruno Arleu.
Por fim, o presidente da Comissão de Arbitragem revelou as orientações destinadas à arbitragem sobre o protocolo de atuação em casos de cânticos homofóbicos, como os cantados pela torcida do Corinthians no domingo.
Veja abaixo as análises:
"A gente já escuta da cabine. Um dos membros da cabine do VAR dizem que apitou antes. A partir do momento, o árbitro de vídeo não pode intervir. Entendeu que o rebote já havia terminando as ações, mas não tinha. Só de curiosidade, vamos colocar lá na frente a filmagem de dentro da cabine. O da esquerda já fala que apitou antes. Quando recebe a informação que o árbitro apitou antes, o vídeo não pode entrar na possível infração. Na nossa visão, o árbitro de campo acertou ao marcar a infração, mas errou no procedimento. Se não houvesse infração, ele não teria permitido o uso da ferramenta VAR. Teria que ter retardado o uso do apito esperando que a bola entrasse, para depois marcar a falta. Assim, uma possível revisão poderia ser feita."
"Importante nessa jogada, além do exercício de ver o árbitro, olha onde ele está colocado? Olha a proximidade que tem e o ângulo para interpretar. É muito bom. Não é que está interpretando algo que não está vendo. Isso é muito importante para a linguagem da arbitragem. Quando ele fala "mão com impacto", significa que houve uma mão no corpo e impactou o jogador adversário. Se todos os contatos nós marcarmos infração, o jogo não corre. Mas há um limite e uma maneira de fazer o contato. Ombro com ombro eu posso colocar mais força, porque se luta por uma bola com forças iguais. Mas, quando jogo a mão estendido com força contra o corpo do adversário, eu estou impactando o equilíbrio do jogador, se tornando uma infração". Em detalhes, se olharmos o movimento do Rafinha, não é um movimento de ombro com ombro, ele joga a mão e, inclusive, impulsiona o braço para frente para deslocar o atacante. Empurra o jogador para o lado, isso faz com que o adversário não tenha condição de seguir na jogada. Foi atirado para o lado. Muito próximo do lance o árbitro, o que gera mais credibilidade para a decisão que ele toma. A gente pode dizer que é uma jogada de interpretação? A gente pode dizer que sim. Ele dá essa contradição, te dá o direito de interpreta. Mas as orientações que os árbitros recebem são as mesmas. Nesse caso, como tem impacto, tem que ser cobrado o tiro penal."
"Não cabe mais. Aquela cultura antiga, estabelecida que é permitida várias coisas não tem cabimento. Já virou lei penal, existe protocolo da FIFA que nós seguimos e tem que ser respeitado. Através da gestão do presidente Edinaldo, já temos as orientações para realizar esse protocolo. Quando alguém da arbitragem ou do jogo reclama que está sendo xingado, que tem cantos homofóbicos, racismo, isso tudo deve se abrir o protocolo. O primeiro passo, em uma paralisação do jogo, deve ir ao delegado e pedir para que os alto falantes e o telão transmitam uma comunicação para interromper a agressividade. O segundo passo é paralisar o jogo até que os cantos cessem. O primeiro passo de paralisar o jogo e pedir a comunicação foi realizado. Na sequência imediata, antes de começar o jogo, os cânticos aumentaram. A partir daí, o árbitro imediatamente iniciou o segundo passo, que é não reiniciar o jogo. E esperar para que a comunicação e as pessoas tomassem consciência de que o que estava sendo feito não era uma brincadeira, não é mais aceitável. A gente espera que isso não ocorra mais em nenhum lugar do mundo."
"Ou seja, você que está ali para torcer pode prejudicar o seu time. Em um caso como esse, o árbitro relatou, as imagens estão aí, os áudios estão aí. Da maneira que isso ocorreu, as pessoas não dimensionam o quanto podem prejudicar a própria equipe."
Atlético-MG (F) - 17/05, 21h30 - Copa do Brasil
Flamengo (F) - 21/05, 16h - Campeonato Brasileiro
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