"Eu consegui fazer um trabalho que não é tático, foi um pouco tático, mas que não é técnico, mas também é um pouco técnico, que não é físico. Mas o mais importante era eu conseguir trazer o time de uma derrota de 3 a 0 para ter condições de jogar um clássico em condições de poder ganhar, empatar ou até perder, pelo clássico. Entendeu?"
Poderia ser um sketch de comédia. Poderia ser uma cena do seriado Ted Lasso. Poderia ser uma tentativa qualquer de fazer graça com coletivas de treinadores de futebol.
Mas foi a coletiva (real) de Vanderlei Luxemburgo após o empate por 1 a 1 entre Corinthians e São Paulo, na Neo Química Arena, que retornou o Corinthians à zona de rebaixamento do Brasileirão.
Na dúvida se o placar foi bom ou ruim para o time da casa? Veja bem: "A torcida do Corinthians vai ajudar como ajudou. Depois vai vaiar, mas no jogo não vaia [...] A gente sabe que aqui o Corinthians tem que fazer 85%, 90% dos pontos. Isso não é uma realidade e temos que mudar. Falei para os jogadores: "Está bom, empate, a gente não perdeu", mas não podemos ir para casa satisfeitos."
Foi ruim, mas foi bom. Especialmente porque manteve um tabu valioso: a invencibilidade contra o rival no estádio novo (17 partidas). E porque o time agora está "entrando na área", conforme evidenciado pelo primeiro pênalti sofrido em um ano, em Itaquera.
Vale lembrar que Dorival Júnior também tem pouco tempo de trabalho e está invicto no São Paulo.
A coletiva de Luxa do meio da semana, depois de tomar 3 a 0 do Botafogo, seguiu a mesma linha.
"Quantas defesas o Cássio fez no jogo? Não é questão da defesa. Tenho que analisar o gol como saiu, ver a solidez da defesa e ver o que rolou. Quantas vezes ele fez intervenções. É preciso analisar o que aconteceu para tomarmos o gol. Como foi o primeiro gol? De escanteio, estávamos sólidos. Tomamos gol de bola parada. Não há esquema que dê jeito em bola parada. [?] Se fosse uma deficiência defensiva, o goleiro teria feito várias defesas. Não foi ataque contra defesa."
Seria cômico não fosse trágico.
Não apenas pela ausência de sentido ou a presença do absurdo, como afirmar que não há como se defender de bola parada.
É, também, um péssimo exemplo sobre a admissão de erros. A incapacidade, como líder, de dizer: errei, erramos, podia ter sido melhor. Há sempre uma desculpa, por mais esfarrapada ou estapafúrdia que vá soar. Melhor parecer que não está concatenando as ideias direito do que simplesmente assumir a responsabilidade pelos resultados ruins.
Eu venci, nós empatamos, vocês perderam. Ou então ninguém perdeu de verdade, porque a derrota é um conceito subjetivo, uma vez que há evolução no trabalho, afinal entramos na área e nosso goleiro tomou 3 gols, mas não fez nenhuma defesa, percebe?
A única constante de Luxemburgo no Corinthians tem sido o descolamento da realidade.
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1389 visitas - Fonte: UOL
Esse aplicativo tem que bloquear esse cara.
Kkkkkkkkkkkkkkkk série B a vistaso não vai parar na lanterna por que América mg, e Coritiba são igual ou pior que o curintia kkkkkkkkkkkkk