A Polícia Militar se pronunciou a respeito da entrada de um homem armado na Neo Química Arena durante a partida entre Corinthians e Flamengo, pela ida da final da Copa do Brasil, alegando que algumas autoridades podem entrar nesse tipo de evento portando armas de fogo. O Timão, por sua vez, está apurando a situação com a PM antes de se manifestar oficialmente.
Em contato com a reportagem da Gazeta Esportiva, a PM alegou que “determinadas autoridades são permitidas, por lei, adentrarem determinados locais portando arma de fogo”, como jogos de futebol e shows musicais. A entidade alegou que juízes, promotores, policiais federais e estaduais, após identificação, possuem seus dados registrados, além de seu armamento.
Ainda segundo a Polícia Militar, “no dia do jogo algumas autoridades armadas adentraram o evento de maneira legal, e tais dados foram compartilhados com a Polícia Civil, para análise e apuração caso exista a necessidade”.
Segundo apuração da Gazeta Esportiva, o Corinthians está em contato com a PM desde quinta-feira para entender o que aconteceu. O clube alega que a responsabilidade da revista é da Polícia Militar, mas que solicitou imagens do monitoramento interno para entender onde o homem em questão estava, se ele fez algo de errado ou se sacou a arma para alguém. O Timão está aguardando receber as imagens para, eventualmente, se posicionar de maneira oficial.
Corinthians e Flamengo empataram em 0 a 0 o primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, em São Paulo. A volta será disputada no dia 19, no Maracanã, às 21h45 (de Brasília).
Confira a manifestação completa da PM sobre o caso:
“A Polícia Militar esclarece que determinadas autoridades são permitidas, por lei, adentrarem determinados locais portando arma de fogo. Tais locais de aglomeração de público, como partidas de futebol, shows musicais, entre outros, tem acesso para autoridades – juízes, promotores, policiais federais e estaduais; que após sua identificação são devidamente registrados os dados destes, além de seu armamento.
No dia do jogo futebolístico em questão, algumas autoridades armadas adentraram o evento, de maneira legal, e tais dados foram compartilhados com a Polícia Civil, para análise e apuração caso exista a necessidade”.