O Corinthians vai até o Morumbi, às 16h deste domingo, para encarar o São Paulo pelas semifinais do Campeonato Paulista. Será o segundo confronto entre Vítor Pereira e Rogério Ceni em menos de um mês.
No primeiro jogo, um gol de Calleri aos 51 segundos do primeiro tempo condicionou o restante da partida para a estratégia proposta pelo São Paulo. O Corinthians criou, mas não marcou em cima de um rival bem armado defensivamente.
Para não repetir os erros, o Corinthians de Vítor Pereira terá, primeiramente, que entrar focado em campo. Mesmo assim, algumas tendências do time adversário devem se repetir: marcações individuais e deixar o jogo para Gil criar.
Foco desde o início
A primeira de todas não poderia ser outra. Nos últimos dois jogos contra o São Paulo (relembre o jogo de 2021), o Corinthians sofreu um gol no início e viu o jogo se desenhar a partir do que queria o rival.
Desta vez, Vítor Pereira quer o time concentrado desde o começo. E parece que os jogadores do elenco absorveram a ideia, como mostram nas entrevistas.
"Temos que entrar ligados desde o primeiro segundo para não tomar gol no início, isso muda muito o jogo. É muito importante entrar bem", disse Renato Augusto, após a classificação em cima do Guarani.
Marcações individuais
O São Paulo de Rogério Ceni, contra o Corinthians, na primeira fase do estadual, jogou com uma marcação bem individual em cima de determinados jogadores. Paulinho e Renato Augusto, por exemplo, foram perseguidos por Pablo Maia e Rodrigo Nestor ao longo do jogo.
Com o 1 a 0 logo antes do primeiro minuto de jogo, o Tricolor conseguiu atrasar a marcação para apostar nestes confrontos individuais. Gabriel Sara, por exemplo, tinha a função de colar em Du Queiroz e de fechar a linha de passe para os laterais.
Igor Gomes fechou o lado direito do campo, além do próprio Éder que, por muitas vezes, também bloqueava as linhas de passes para Fagner.
Vítor Pereira e os próprios jogadores terão que encontrar um jeito de fugir desses encaixes individuais que, no primeiro jogo, foram muito proporcionados por conta do gol cedo.
Liberdade para Gil
Em muitos jogos é normal que um zagueiro termine como o jogador que mais completou passes, afinal, o jogo passa por essa posição. O que não é normal, porém, é a diferença ser tão grande. Foi o que aconteceu em São Paulo 1 x 0 Corinthians, pela fase de grupos do Paulistão.
Gil, zagueiro do Timão, terminou o jogo com 88 passes completos e dois incompletos. Seu companheiro de zaga, João Victor, teve 48 completos e três incompletos. A diferença já se mostra grande entre os zagueiros.
Se analisarmos o número de passes de jogadores do meio-campo, também é grande. Paulinho, volante titular naquela partida, completou apenas 49 passes. Du Queiroz, que foi substituído, 39. Renato Augusto, se aproximando para pedir a bola, foi o que mais completou passes: 70.
Tais números não são coincidência, mas sim uma estratégia de Rogério Ceni para o São Paulo ter o Corinthians sob controle. A ideia do treinador tricolor era dar a bola para Gil, jogador da linha defensiva com menos qualidade na saída do jogo.
João Victor, seu parceiro, demonstra bons passes e arrancadas quebrando as linhas adversárias. Fagner, na direita, tem a qualidade de sempre para sair jogando. Piton, mais jovem, também possui essa característica. Por isso, Ceni quis deixar para Gil a bola.
O São Paulo encaixava a marcação, como já analisado acima, nos outros jogadores da linha defensiva. Quando a bola chegava para Fagner, por exemplo, os tricolores subiam.
Para escapar disso, é necessário que os jogadores de frente, como Róger Guedes e Paulinho, atraiam seus marcadores para a defesa, criando espaços no campo ofensivo. Renato Augusto costuma chegar até a frente dos zagueiros para buscar uma saída melhor, seja tabelando ou girando na marcação, e pode ser outra opção.
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