8/9/2015 21:47
VEJA TAMBÉM
- Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians
- Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores
- RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A
Notícias mais lidas
Em artigo, Del Nero critica intolerância e "ditadura do erro zero" no futebol
Presidente da CBF utiliza ataques a jornalistas como exemplos da "irracionalidade" no esporte e diz que entidade pretende abrir debate nacional sobre o assunto
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo del Nero, divulgou novo artigo no portal oficial da entidade, mas desta vez usou o espaço para criticar a intolerância no futebol. Na última semana, Del Nero defendeu a arbitragem brasileira contra as intensas críticas que árbitros e auxiliares receberam após a 22ª rodada. Desta vez, o dirigente utilizou exemplos de ataques a jornalistas para exemplificar a "irracionalidade do futebol".
- A intolerância faz vítimas diariamente no futebol. O equívoco deixou de ser admitido como algo humano. Juízes, jogadores, treinadores, diretores – e agora até jornalistas – todos estão no mesmo barco do julgamento coletivo e instantâneo, à deriva da ditadura do erro zero - publicou o presidente da CBF.
No artigo, Marco Polo diz que a CBF pretende abrir um debate "que permita às pessoas envolvidas no futebol a preservação de sua imagem até que se prove o contrário".
“Não se busca o diálogo, mas a ofensa. (...) Entrei aqui para fazer amigos e não para brigar, para ter inimizades. Não faz bem, não quero isso. Vou cuidar da minha vida.”
O desabafo caberia perfeitamente na boca de qualquer pessoa que vive o futebol ou nele milita, por dever de ofício ou paixão. Poderia ser de um atleta bem remunerado ou de um dirigente amador. De um árbitro achincalhado por ter cometido um erro decisivo ou de um treinador chamado de burro por dezenas de milhares de pessoas que não concordam com uma convocação ou substituição.
Mas a frase é de alguém acostumado às penas. Um profissional renomado, consagrado e calejado, com décadas de serviços prestados ao esporte. O jornalista Antero Greco, um dos pontos de lucidez da mídia especializada, foi alvo da irracionalidade que parece ter invadido de vez o nosso futebol.
“Isso machuca, decepciona, entristece. Nos últimos dias, me empenhei em pedir bom senso, ponderação, PAZ, até porque o país anda tenso. Mas, em vez de compreensão, recebi mais xingamentos (...) De repente, virei inimigo, desonesto, mau caráter. Recebi até ameaças. Não é justo isso comigo, com minha família”, escreveu o colunista da “ESPN Brasil” e de “O Estado de S.Paulo” ao abandonar o Twitter.
Greco não foi o primeiro a ver seu nome maculado por indivíduos que julgam sem conhecimento, que destroem nomes sem ao menos dar direito ao contraditório. Antes dele, outros expoentes do jornalismo esportivo, como André Rizek, Ledio Carmona e Marcelo Barreto, todos do Grupo Globo, e Flávio Gomes, do “Fox Sports”, tiveram que enfrentar a barbárie e a fúria de fanáticos e extremistas.
A intolerância faz vítimas diariamente no futebol. O equívoco deixou de ser admitido como algo humano. Juízes, jogadores, treinadores, diretores – e agora até jornalistas – todos estão no mesmo barco do julgamento coletivo e instantâneo, à deriva da ditadura do erro zero.
A emoção que é a alma do futebol não pode ser desculpa para declarações irresponsáveis de dirigentes, técnicos, jornalistas e torcedores que jogam em terceiros suas próprias frustrações. Pessoas que usam microfones ou as redes sociais para, sem qualquer indício ou prova, “denunciar” uma teoria conspiratória de que um campeonato com a história e o equilíbrio do Brasileirão já tem um vencedor antes mesmo de seu terço final.
É um erro chamar de torcedores os selvagens que se escondem atrás da multidão, do anonimato ou da internet para expurgar seus descontentamentos à custa do desassossego de pessoas que apenas estão exercendo seu direito de trabalhar, opinar ou simplesmente se divertir.
A ira desmedida alveja presidentes de clubes impedidos de sair de casa após uma derrota em um clássico. Fere à queima-roupa árbitros apontados como ladrões antes mesmo do primeiro apito.
A CBF pretende iniciar um debate nacional que permita às pessoas envolvidas no futebol a preservação de sua imagem até que se prove o contrário. É a hora da cruzada pelo respeito não só aos juízes dentro de campo, mas a todos aqueles que torcem e se esmeram por um futebol brasileiro melhor.
O “fair play” que pregamos em campo pode ser seguido por todos os segmentos do esporte, inclusive os torcedores, protagonistas deste espetáculo. No futebol, sempre haverá vencedores e vencidos, faz parte do jogo. Só não podemos mais admitir a agressão, a ameaça a famílias ou a destruição de reputações com a justificativa rasa e primária de que futebol é paixão.
Marco Polo Del Nero
Presidente da CBF
- A intolerância faz vítimas diariamente no futebol. O equívoco deixou de ser admitido como algo humano. Juízes, jogadores, treinadores, diretores – e agora até jornalistas – todos estão no mesmo barco do julgamento coletivo e instantâneo, à deriva da ditadura do erro zero - publicou o presidente da CBF.
No artigo, Marco Polo diz que a CBF pretende abrir um debate "que permita às pessoas envolvidas no futebol a preservação de sua imagem até que se prove o contrário".
“Não se busca o diálogo, mas a ofensa. (...) Entrei aqui para fazer amigos e não para brigar, para ter inimizades. Não faz bem, não quero isso. Vou cuidar da minha vida.”
O desabafo caberia perfeitamente na boca de qualquer pessoa que vive o futebol ou nele milita, por dever de ofício ou paixão. Poderia ser de um atleta bem remunerado ou de um dirigente amador. De um árbitro achincalhado por ter cometido um erro decisivo ou de um treinador chamado de burro por dezenas de milhares de pessoas que não concordam com uma convocação ou substituição.
Mas a frase é de alguém acostumado às penas. Um profissional renomado, consagrado e calejado, com décadas de serviços prestados ao esporte. O jornalista Antero Greco, um dos pontos de lucidez da mídia especializada, foi alvo da irracionalidade que parece ter invadido de vez o nosso futebol.
“Isso machuca, decepciona, entristece. Nos últimos dias, me empenhei em pedir bom senso, ponderação, PAZ, até porque o país anda tenso. Mas, em vez de compreensão, recebi mais xingamentos (...) De repente, virei inimigo, desonesto, mau caráter. Recebi até ameaças. Não é justo isso comigo, com minha família”, escreveu o colunista da “ESPN Brasil” e de “O Estado de S.Paulo” ao abandonar o Twitter.
Greco não foi o primeiro a ver seu nome maculado por indivíduos que julgam sem conhecimento, que destroem nomes sem ao menos dar direito ao contraditório. Antes dele, outros expoentes do jornalismo esportivo, como André Rizek, Ledio Carmona e Marcelo Barreto, todos do Grupo Globo, e Flávio Gomes, do “Fox Sports”, tiveram que enfrentar a barbárie e a fúria de fanáticos e extremistas.
A intolerância faz vítimas diariamente no futebol. O equívoco deixou de ser admitido como algo humano. Juízes, jogadores, treinadores, diretores – e agora até jornalistas – todos estão no mesmo barco do julgamento coletivo e instantâneo, à deriva da ditadura do erro zero.
A emoção que é a alma do futebol não pode ser desculpa para declarações irresponsáveis de dirigentes, técnicos, jornalistas e torcedores que jogam em terceiros suas próprias frustrações. Pessoas que usam microfones ou as redes sociais para, sem qualquer indício ou prova, “denunciar” uma teoria conspiratória de que um campeonato com a história e o equilíbrio do Brasileirão já tem um vencedor antes mesmo de seu terço final.
É um erro chamar de torcedores os selvagens que se escondem atrás da multidão, do anonimato ou da internet para expurgar seus descontentamentos à custa do desassossego de pessoas que apenas estão exercendo seu direito de trabalhar, opinar ou simplesmente se divertir.
A ira desmedida alveja presidentes de clubes impedidos de sair de casa após uma derrota em um clássico. Fere à queima-roupa árbitros apontados como ladrões antes mesmo do primeiro apito.
A CBF pretende iniciar um debate nacional que permita às pessoas envolvidas no futebol a preservação de sua imagem até que se prove o contrário. É a hora da cruzada pelo respeito não só aos juízes dentro de campo, mas a todos aqueles que torcem e se esmeram por um futebol brasileiro melhor.
O “fair play” que pregamos em campo pode ser seguido por todos os segmentos do esporte, inclusive os torcedores, protagonistas deste espetáculo. No futebol, sempre haverá vencedores e vencidos, faz parte do jogo. Só não podemos mais admitir a agressão, a ameaça a famílias ou a destruição de reputações com a justificativa rasa e primária de que futebol é paixão.
Marco Polo Del Nero
Presidente da CBF
VEJA TAMBÉM
- Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians
- Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores
- RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A
Postado por
Edson Alan Melo
-
3000 visitas - Fonte: Globo Esporte
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
-
4/9/2026
- 10:48: Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians (0)
- 09:48: Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores (0)
- 07:08: RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A (0)
- 05:09: Ministério Público investiga divergência de R$ 255 milhões no financiamento da Neo Química Arena (0)
-
3/9/2026
- 20:52: Crise financeira do Corinthians se agrava com déficit de R$ 246 milhões e adiamento orçamentário (0)
- 19:51: Dívidas em alta: Corinthians antecipa patrocínio, mas basquete e futebol feminino seguem com pendências (0)
- 18:32: Memphis retorna aos treinos e pode ser chave para Corinthians no duelo decisivo contra Chape (0)
- 18:32: VOANDO! Raniele brilha no Corinthians e se torna o pilar defensivo do Brasileirão com 28 desarmes (0)
- 16:51: RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados (0)
- 16:32: O CRAQUE VOLTOU! Camisa 10 do Corinthians retorna e acirra disputa no ataque do Corinthians (0)
- 16:32: RESPOSTA DO ESTAFE! Bidon fica ou sai? Agente do meia da resposta sobre possível saída (0)
- 15:30: Corinthians reforça laços com a Conmebol e se prepara para batalhas na Libertadores masculina e feminina (0)
- 14:29: BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas (0)
- 13:16: Memphis Depay volta a desfalcar treino com dores no tornozelo (0)
- 12:31: Dirigentes do Corinthians se reunem com presidente da Conmebol no Paraguai (0)
- 10:28: Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena (0)
- 09:08: Incidente com Neymar e criança pode gerar multa pesada ao Corinthians (0)
- 07:08: Aproveitamento do Corinthians despenca sem Yuri Alberto em 2026 (0)
- 07:08: Equipe europeia sinaliza proposta de até R$120 milhões de reais por Breno Bidon (0)
- 04:08: REFORMULAÇÃO: Corinthians volta ao Movimento de Clubes Formadores e reestrutura base (0)



LEMBRA DELE? Ex-Corinthians vive luta contra as drogas após aposentadoria
Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena
Time Europeu anuncia contratação por empréstimo de atacante do Corinthians
RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados
BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas
ESCÂNDALO INTERNO: Promotor revela que Neo Química Arena pode estar 100% quitada
250 MILHÕES IRREGULARES? Investigação pode revelar irregularidade astronômica na Arena Corinthians
BOMBA: Osmar Stabile estuda manobra política para concorrer a presidência do Corinthians
REVOLTANTE! Hostilização de garoto com camisa de Neymar gera repúdio da Gaviões da Fiel
TRANSFERBAN PREOCUPA! Crise financeira: Corinthians lida com dívida de 17 milhões com rival