1/5/2014 09:36
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Três meses depois da invasão, falha nas câmeras em invasão segue um 'mistério'
Três meses depois, o Corinthians ainda não sabe o que aconteceu para as suas câmeras de segurança terem parado de funcionar no momento em que dezenas de torcedores invadiram o Centro de Treinamento Joaquim Grava para protestar contra o desempenho ruim do time, no dia primeiro de fevereiro, durante o Paulistão. Os aparelhos foram enviados para a Polícia Civil, que até hoje não deu o resultado da perícia.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, depois que o assunto esfriou, a Polícia decidiu dar atenção para outros crimes considerados mais importantes e acabou deixando de lado o episódio envolvendo o clube paulista. Alguns vândalos chegaram a ficar presos por determinado tempo, mas foram soltos depois de uma determinação judicial que considerou normal a atitude daquele sábado de manhã.
Enquanto aguarda alguma novidade das investigações, o presidente do time do Parque São Jorge, Mario Gobbi, garante que muita coisa mudou desde então. O sistema de câmeras do CT, por exemplo, foi trocado.
"Elas foram submetidas à uma perícia e eu não sei o que deu. Nós trocamos as câmeras, estão lá. Nós não hesitamos em nenhum momento em mostrar o que a gente tinha. Mudamos muita coisa no CT. Especialmente no que diz respeito aos prédios. Como lá é grande, não dá para contratar um monte de seguranças, mas você reforçando e fechando os prédios, o refeitório, o hotel, o vestiário, fica mais fácil. Lamentamos que o desfecho tenha sido esse. Imagina se o presidente do Corinthians tivesse dito que foi uma expressão de paixão, como disse a decisão judicial? Como ele é magistrado...", afirmou o comandante alvinegro, para o ESPN.com.br.
Além dessa decepção, Gobbi lembrou de uma outra: a de encontrar torcedores que tinham sido presos em Oruro (BOL), depois da morte do garoto Kevin Espada. Eles foram libertados depois da articulação conduzida pela diretoria corintiana com o Ministério da Justiça.
"Eu posso dizer para você que nenhuma outra diretoria defendeu e melhorou a vida do torcedor como essa gestão. Defendeu a boa causa. Como no caso de Oruro. Era uma injustiça. Nós nos mobilizamos, especialmente pelo diretor Ronaldo Ximenes, que tem muitos contatos com o Ministério da Justiça. Eles nunca iriam sair de lá. Qual não foi a surpresa de ter visto dois ou três de Oruro na invasão. O Ronaldo parou um deles e lembrou o torcedor, que respondeu: "aquilo é outra coisa, aqui não tem nada a ver". Uma diretoria que se expôs para defende-los, como nós, e eu apanhei de todo mundo por causa disso, porque eu disse que era culposo e não doloso, foi uma decepção muito grande para mim, tanto a sentença do juiz, quanto de ter visto os três", disse o presidente.
O comandante evitou, no entanto, falar sobre a polêmica com o atacante Guerrero, que desmentiu a versão encabeçada pela direção do clube. Segundo o número nove da equipe, diferente do que havia sido dito, não houve nenhuma agressão contra ele.
"Eu fui depor, o jurídico mandou o boletim de ocorrência. Se não houve isso [agressão ao Guerrero], talvez ele tenha esclarecido isso para a Polícia. Foi isso que foi dito no dia. E o que aflorou foi o que o jurídico colocou lá. Cabe não a mim, mas a Polícia investigar o que houve. Nossa parte foi feita. Não ficou nenhum mal estar. É a privacidade dele. Ele tem direito de falar o que ele quiser falar", finalizou.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, depois que o assunto esfriou, a Polícia decidiu dar atenção para outros crimes considerados mais importantes e acabou deixando de lado o episódio envolvendo o clube paulista. Alguns vândalos chegaram a ficar presos por determinado tempo, mas foram soltos depois de uma determinação judicial que considerou normal a atitude daquele sábado de manhã.
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"Elas foram submetidas à uma perícia e eu não sei o que deu. Nós trocamos as câmeras, estão lá. Nós não hesitamos em nenhum momento em mostrar o que a gente tinha. Mudamos muita coisa no CT. Especialmente no que diz respeito aos prédios. Como lá é grande, não dá para contratar um monte de seguranças, mas você reforçando e fechando os prédios, o refeitório, o hotel, o vestiário, fica mais fácil. Lamentamos que o desfecho tenha sido esse. Imagina se o presidente do Corinthians tivesse dito que foi uma expressão de paixão, como disse a decisão judicial? Como ele é magistrado...", afirmou o comandante alvinegro, para o ESPN.com.br.
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Postado por Willian - 4239 visitas - Fonte: ESPN.com.br
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