12/3/2014 19:59
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Proposta do Bom Senso terá divisão com 430 clubes e estaduais por só um mês
Depois de alguns meses de discussões, o movimento Bom Senso FC concluiu a proposta do novo calendário para o futebol brasileiro que irá apresentar a público e à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na próxima semana. O movimento, que já conta com mais de mil jogadores de todas as divisões do futebol nacional, sugere a criação de uma Série E para o Campeonato Brasileiro e propõe mudanças também no formato dos campeonatos estaduais.
Segundo apurou a BBC Brasil, o calendário idealizado pelo Bom Senso tem o Campeonato Brasileiro começando em fevereiro, logo após uma pré-temporada de um mês, e se estendendo ao longo do ano todo, até o início de dezembro. A novidade, além das datas da competição - que atualmente é disputada de maio a dezembro - seria a quinta divisão, criada para alocar 430 clubes.
A proposta também inclui novidades para os campeonatos estaduais, que hoje começam em janeiro (o que inviabiliza a pré-temporada integral) e duram quatro meses em alguns Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. No novo calendário pensado pelo Bom Senso, as competições regionais teriam um formato de Copa do Mundo, com sete ou oito datas, e aconteceriam durante o mês de julho.
Desta forma, o movimento dos jogadores acredita que conseguirá solucionar o principal problema do calendário do futebol brasileiro: o excesso de jogos para as equipes grandes e a escassez deles para os clubes menores, sem tanta expressão nacional.
O Bom Senso chegou a falar sobre o calendário idealizado pelos jogadores na reunião que teve com o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, nesta segunda-feira, em São Paulo. O ministro recebeu bem a ideia, que agora será apresentada oficialmente na próxima segunda, em um seminário a ser realizado na sede da faculdade Uninove, na Barra Funda, também em São Paulo. O movimento convocou a CBF para o evento, mas não obteve confirmação de presença da entidade por enquanto.
Detalhes da proposta
Desde que surgiu, em setembro do ano passado, o Bom Senso começou a discutir possíveis soluções para reformular a temporada do futebol brasileiro, que respeitassem suas principais reivindicações: o período de férias e de pré-temporada (um mês para cada), o mínimo de 30 e o máximo de 70 jogos disputados por ano, a distribuição melhor do calendário ao longo do ano e pausas nas datas oficiais da Fifa para amistosos de seleção.
Com a criação da Série E, a quinta divisão do Campeonato Brasileiro, o movimento propõe “preencher” o calendário de mais 430 clubes que atualmente não têm compromissos ao longo do ano todo, quando os estaduais se encerram. Assim como as Séries A, B, C e D, a ideia é que a Série E comece a ser disputada em fevereiro e termine em dezembro.
Os detalhes da nova divisão proposta pelo movimento serão apresentados no seminário da próxima segunda-feira. Mas o Bom Senso garante ter encontrado um formato viável economicamente para sustentar a Série E e “empregar” os atletas dos 430 clubes que participarão dela o ano inteiro. As Séries C e D, que existem hoje com 20 e 40 clubes, respectivamente, são subsidiadas pela CBF.
Para manter os tradicionais estaduais no calendário, o Bom Senso sugerirá um formato de Copa para as competições em cada estado. Os times - incluindo os clubes grandes, que seriam mantidos na disputa - seriam divididos em grupos em uma primeira fase, os dois melhores de cada chave avançariam às oitavas e o mata-mata seguiria até a decisão. Sempre em jogos únicos.
Dessa forma, os estaduais teriam 7 ou 8 datas, dependendo de cada região, e ocorreriam somente no meio do ano, entre junho e julho, quando também ocorrem quase que anualmente as competições de seleções, que acabam desfalcando os clubes por um período - Copa América, Olimpíada, Copa das Confederações, etc.
Próximos passos
Com a proposta elaborada e documentada, o Bom Senso irá seguir tentando um diálogo com a CBF para conseguir implantar as mudanças pretendidas no calendário já na temporada de 2015.
O movimento chegou a ser recebido pela entidade máxima do futebol nacional no ano passado e conseguiu alguns avanços - como o aumento da pré-temporada para o ano que vem -, mas ainda não obteve mudanças mais efetivas nas principais reivindicações: o calendário e o fair-play financeiro.
A proposta do fair-play inclui a criação de um sistema de controle de finanças para impedir que os clubes gastem mais do que podem em salários e compras de jogadores, por exemplo. A ideia funciona parcialmente na Europa, onde foi implementada pela Uefa (Federação Europeia de Futebol).
O Bom Senso também sofreu um “desfalque” do ano passado para cá com a saída do seu antigo líder e porta-voz, o zagueiro Paulo André, que saiu do Corinthians recentemente para jogar no Shanghai Snhenhua, da China.
Ainda assim, o movimento tem se estruturado cada vez mais e agora busca o apoio da opinião pública para pressionar a CBF por mudanças. Por meio do site bomsensofc.org, os jogadores tentam reunir assinaturas em uma petição que pede à entidade que atenda às demandas do movimento. Até agora, o abaixo-assinado já tem mais de 46 mil nomes.
Segundo apurou a BBC Brasil, o calendário idealizado pelo Bom Senso tem o Campeonato Brasileiro começando em fevereiro, logo após uma pré-temporada de um mês, e se estendendo ao longo do ano todo, até o início de dezembro. A novidade, além das datas da competição - que atualmente é disputada de maio a dezembro - seria a quinta divisão, criada para alocar 430 clubes.
A proposta também inclui novidades para os campeonatos estaduais, que hoje começam em janeiro (o que inviabiliza a pré-temporada integral) e duram quatro meses em alguns Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. No novo calendário pensado pelo Bom Senso, as competições regionais teriam um formato de Copa do Mundo, com sete ou oito datas, e aconteceriam durante o mês de julho.
Desta forma, o movimento dos jogadores acredita que conseguirá solucionar o principal problema do calendário do futebol brasileiro: o excesso de jogos para as equipes grandes e a escassez deles para os clubes menores, sem tanta expressão nacional.
O Bom Senso chegou a falar sobre o calendário idealizado pelos jogadores na reunião que teve com o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, nesta segunda-feira, em São Paulo. O ministro recebeu bem a ideia, que agora será apresentada oficialmente na próxima segunda, em um seminário a ser realizado na sede da faculdade Uninove, na Barra Funda, também em São Paulo. O movimento convocou a CBF para o evento, mas não obteve confirmação de presença da entidade por enquanto.
Detalhes da proposta
Desde que surgiu, em setembro do ano passado, o Bom Senso começou a discutir possíveis soluções para reformular a temporada do futebol brasileiro, que respeitassem suas principais reivindicações: o período de férias e de pré-temporada (um mês para cada), o mínimo de 30 e o máximo de 70 jogos disputados por ano, a distribuição melhor do calendário ao longo do ano e pausas nas datas oficiais da Fifa para amistosos de seleção.
Com a criação da Série E, a quinta divisão do Campeonato Brasileiro, o movimento propõe “preencher” o calendário de mais 430 clubes que atualmente não têm compromissos ao longo do ano todo, quando os estaduais se encerram. Assim como as Séries A, B, C e D, a ideia é que a Série E comece a ser disputada em fevereiro e termine em dezembro.
Os detalhes da nova divisão proposta pelo movimento serão apresentados no seminário da próxima segunda-feira. Mas o Bom Senso garante ter encontrado um formato viável economicamente para sustentar a Série E e “empregar” os atletas dos 430 clubes que participarão dela o ano inteiro. As Séries C e D, que existem hoje com 20 e 40 clubes, respectivamente, são subsidiadas pela CBF.
Para manter os tradicionais estaduais no calendário, o Bom Senso sugerirá um formato de Copa para as competições em cada estado. Os times - incluindo os clubes grandes, que seriam mantidos na disputa - seriam divididos em grupos em uma primeira fase, os dois melhores de cada chave avançariam às oitavas e o mata-mata seguiria até a decisão. Sempre em jogos únicos.
Dessa forma, os estaduais teriam 7 ou 8 datas, dependendo de cada região, e ocorreriam somente no meio do ano, entre junho e julho, quando também ocorrem quase que anualmente as competições de seleções, que acabam desfalcando os clubes por um período - Copa América, Olimpíada, Copa das Confederações, etc.
Próximos passos
Com a proposta elaborada e documentada, o Bom Senso irá seguir tentando um diálogo com a CBF para conseguir implantar as mudanças pretendidas no calendário já na temporada de 2015.
O movimento chegou a ser recebido pela entidade máxima do futebol nacional no ano passado e conseguiu alguns avanços - como o aumento da pré-temporada para o ano que vem -, mas ainda não obteve mudanças mais efetivas nas principais reivindicações: o calendário e o fair-play financeiro.
A proposta do fair-play inclui a criação de um sistema de controle de finanças para impedir que os clubes gastem mais do que podem em salários e compras de jogadores, por exemplo. A ideia funciona parcialmente na Europa, onde foi implementada pela Uefa (Federação Europeia de Futebol).
O Bom Senso também sofreu um “desfalque” do ano passado para cá com a saída do seu antigo líder e porta-voz, o zagueiro Paulo André, que saiu do Corinthians recentemente para jogar no Shanghai Snhenhua, da China.
Ainda assim, o movimento tem se estruturado cada vez mais e agora busca o apoio da opinião pública para pressionar a CBF por mudanças. Por meio do site bomsensofc.org, os jogadores tentam reunir assinaturas em uma petição que pede à entidade que atenda às demandas do movimento. Até agora, o abaixo-assinado já tem mais de 46 mil nomes.
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Postado por
Edson Alan Melo
-
6141 visitas - Fonte: BBC Brasil
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