9/3/2014 09:02
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Antiga, convivência entre Mano e Muricy coleciona vinhos e farpas.
A amizade começou às escondidas, em 2005. Sem que ninguém soubesse
Sem que ninguém soubesse - e achasse absurdo, dada a rivalidade -, os então técnicos de Grêmio e Internacional, vizinhos de condomínio em Porto Alegre, foram apresentados por um amigo em comum e começaram a jantar juntos para debater futebol.
Nove anos depois, Mano Menezes e Muricy Ramalho, agora (e mais uma vez) treinadores de Corinthians e São Paulo, respectivamente, reencontram-se neste domingo.
"Morávamos em flats do mesmo prédio.
Um dia, fomos tomar um vinho no último andar, em um bom restaurante. Lá, é muito difícil os rivais se darem bem, é meio que proibido, porque a rivalidade é muito pesada, não permite.
Mas ninguém nem sabia", diz Muricy, campeão estadual pelo time colorado naquele ano.
O ponto que os uniu foi Sidnei Lobo.
Quando ainda jogava, o hoje auxiliar técnico de Mano foi volante no início de Muricy como treinador, no próprio São Paulo.
Na sexta-feira, antevéspera do clássico no Pacaembu (marcado para 16 horas deste domingo), ele foi citado em entrevista pelos dois amigos como o responsável por aproximá-los na capital gaúcha.
"Estava fácil, com um time na Série B e outro na A. Então, só coisas boas para conversar.
Começou com o Sidnei Lobo, que foi jogador do Muricy. Eles tinham uma relação muito próxima, e foi através dele que conheci o Muricy", contou o comandante corintiano, que, em 2005, recolocou o Grêmio na primeira divisão nacional.
"E, até hoje, entre farpas e outras coisas, (a relação) está indo bem".
Eles trocaram farpas algumas vezes.
No primeiro duelo - em 2009, e não no futebol gaúcho -, Mano degustou o sabor da vitória por 2 a 0 na semifinal do Campeonato Paulista, em pleno Morumbi, e ironizou palpite errado do colega, que havia dito que São Paulo e Palmeiras seriam os finalistas pela vantagem de decidirem a vaga como mandante.
Muricy não gostou, respondeu que "quando se ganha, você deita e rola, pode menosprezar as pessoas, mas costumo respeitar o outro lado".
No ano seguinte, quando Muricy já dirigia o Fluminense, uma arbitragem confusa fez com que eles batessem boca à beira do gramado do Pacaembu.
Após marcação de um pênalti a favor da equipe carioca, o treinador corintiano apontou para o assistente, e o árbitro voltou atrás para confirmar acertadamente o impedimento no lance.
Revoltado, o comandante tricolor acusou o adversário de querer "apitar o jogo" e foi rebatido de forma áspera.
O entrevero ficou no campo. Chamado pouco depois pela CBF a comandar a Seleção Brasileira, Muricy preferiu continuar à frente do Fluminense e levá-lo ao título brasileiro. A segunda opção da safra foi Mano, que aceitou o convite e, seguidas vezes, teve seu trabalho elogiado por Muricy. "Temos outro amigo em comum que a gente encontra às vezes.
É uma convivência boa", avalia o são-paulino, que, assim como o colega corintiano, dispensa os rótulos ruins do futebol.
"A parte boa é se sentar ao lado do adversário e tocar aquela boa flauta sobre o resultado do jogo.
Isso sempre se fez. Esse é o futebol normal para mim. Técnicos não têm tanta relação de amizade, mas, quando temos, falamos de futebol, pois é a nossa vida", reflete Mano, sem se esquecer da parte não tão doce da profissão.
Neste domingo, ele precisa vencer o velho conhecido para manter acesa a esperança de classificação para a fase decisiva do Campeonato Paulista.
Nove anos depois, Mano Menezes e Muricy Ramalho, agora (e mais uma vez) treinadores de Corinthians e São Paulo, respectivamente, reencontram-se neste domingo.
"Morávamos em flats do mesmo prédio.
Um dia, fomos tomar um vinho no último andar, em um bom restaurante. Lá, é muito difícil os rivais se darem bem, é meio que proibido, porque a rivalidade é muito pesada, não permite.
Mas ninguém nem sabia", diz Muricy, campeão estadual pelo time colorado naquele ano.
O ponto que os uniu foi Sidnei Lobo.
Quando ainda jogava, o hoje auxiliar técnico de Mano foi volante no início de Muricy como treinador, no próprio São Paulo.
Na sexta-feira, antevéspera do clássico no Pacaembu (marcado para 16 horas deste domingo), ele foi citado em entrevista pelos dois amigos como o responsável por aproximá-los na capital gaúcha.
"Estava fácil, com um time na Série B e outro na A. Então, só coisas boas para conversar.
Começou com o Sidnei Lobo, que foi jogador do Muricy. Eles tinham uma relação muito próxima, e foi através dele que conheci o Muricy", contou o comandante corintiano, que, em 2005, recolocou o Grêmio na primeira divisão nacional.
"E, até hoje, entre farpas e outras coisas, (a relação) está indo bem".
Eles trocaram farpas algumas vezes.
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Muricy não gostou, respondeu que "quando se ganha, você deita e rola, pode menosprezar as pessoas, mas costumo respeitar o outro lado".
No ano seguinte, quando Muricy já dirigia o Fluminense, uma arbitragem confusa fez com que eles batessem boca à beira do gramado do Pacaembu.
Após marcação de um pênalti a favor da equipe carioca, o treinador corintiano apontou para o assistente, e o árbitro voltou atrás para confirmar acertadamente o impedimento no lance.
Revoltado, o comandante tricolor acusou o adversário de querer "apitar o jogo" e foi rebatido de forma áspera.
O entrevero ficou no campo. Chamado pouco depois pela CBF a comandar a Seleção Brasileira, Muricy preferiu continuar à frente do Fluminense e levá-lo ao título brasileiro. A segunda opção da safra foi Mano, que aceitou o convite e, seguidas vezes, teve seu trabalho elogiado por Muricy. "Temos outro amigo em comum que a gente encontra às vezes.
É uma convivência boa", avalia o são-paulino, que, assim como o colega corintiano, dispensa os rótulos ruins do futebol.
"A parte boa é se sentar ao lado do adversário e tocar aquela boa flauta sobre o resultado do jogo.
Isso sempre se fez. Esse é o futebol normal para mim. Técnicos não têm tanta relação de amizade, mas, quando temos, falamos de futebol, pois é a nossa vida", reflete Mano, sem se esquecer da parte não tão doce da profissão.
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Postado por Willian - 10074 visitas - Fonte: gazetaesportiva.net
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