7/3/2014 13:39
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Mobral? Jd. Leonor? Que nada. Corinthians e São Paulo hoje são amigos
Relação conturbada dos tempos de Andrés e Juvenal ficou para trás, e hoje os dois clubes são amigos
A semana de um Corinthians x São Paulo não tem mais expressões como "mobral inconcluso" para tentar ofender um cartola alvinegro ou "jardim Leonor" para ironizar o suposto cosmopolitismo são-paulino. Os tempos de bicadas entre os dirigentes dos dois clubes, aparentemente, ficaram pra trás. Com Juvenal de saída e Andrés Sanchez cada vez mais distante da atual administração corintiana, ambos os lados acalmaram os ânimos e hoje mantêm uma relação muito mais pacífica.
A maior prova disso é a troca entre Alexandre Pato e Jadson. A negociação foi resolvida em poucas horas e o interesse de ambos pelo jogador rival se sobrepôs a qualquer rivalidade. Por respeito ao contrato, além da falta de dinheiro em caixa, o Corinthians sequer cogitou usar o meia, que seria liberado do compromisso com o ex-clube mediante pagamento de R$ 1 milhão.
Dentro do Parque São Jorge, a explicação é de que a decisão não se deve só à nova relação com o São Paulo, mas admite-se que o clima é bastante diferente do que se viu há alguns anos.
O ápice do exagero ocorreu em 2011. Juvenal se irritou quando o colega disse que o clube do Parque São Jorge contrataria Dagoberto no meio de uma disputa pelo Campeonato Brasileiro e disse que o problema dele era o "mobral inconcluso".
O ataque à escolaridade não caiu bem nem dentro do próprio São Paulo, mas era o reflexo de uma relação que, publicamente, não era boa. Ambos admitiram o exagero e reduziram as farpas, que começaram quando Juvenal reduziu para de 10% para 5% a cota de ingressos para os visitantes no Morumbi, que nunca mais foi utilizado pelo Corinthians após o episódio.
Os dois dirigentes ainda se viram em polos opostos em diferentes situações posteriormente. Andrés era próximo de Ricardo Teixeira, já Juvenal um desafeto. As posições distintas fizeram diferença na troca do Morumbi pelo Itaquerão como sede da Copa do Mundo e no processo de implosão do Clube dos 13.
"A relação com o Corinthians sempre foi boa e acabou interrompida na gestão anterior à do Gobbi. Hoje é muito boa mesmo, desde que o Gobbi assumiu, em função também do desarme dele, que nos recebeu de braços abertos. Encontramos com ele várias vezes na federação, sempre sentamos juntos, ficamos próximos", disse João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol do São Paulo.

Hoje, Andrés está cada vez mais distante da cúpula corintiana. Gobbi está isolado politicamente dentro do clube, mas ao mesmo tempo dominou como nunca a gestão do dia-a-dia. Neste ano, por exemplo, ele e Paulo Nobre movimentaram seus estafes para organizar uma coletiva de imprensa conjunta antes do clássico das duas equipes, pregando paz.
Essa sinalização chegou ao G4. O grupo que reúne os quatro grandes de São Paulo já sofreu bastante com as rusgas, mas recentemente voltou a conversar sobre ações conjuntas longe dos gramados.
"Aquele tempo nos prejudicou bastante. Hoje a coisa está diferente. Os dois lados estão percebendo que fora de campo não têm de ser inimigos, precisam se ajudar. Hoje, com o doutor Gobbi e o doutor Juvenal, as coisas estão caminhando melhor. O São Paulo vai ter um novo presidente daqui a pouco, mas tenho certeza que as coisas vão continuar iguais", disse José Carlos Peres, diretor-executivo do G4.
O caminho político dos dois clubes também já não está mais tão distante. O São Paulo, especialmente por conta de Carlos Miguel Aidar, advogado da CBF e candidato à sucessão de Juvenal, está cada vez mais próximo de Marco Polo del Nero.
Mário Gobbi, por sua vez, segue prometendo voto a Andrés Sanchez caso ele decida se candidatar ou apoiar diretamente algum nome para a CBF. Como isso é cada vez menos provável, porém, o atual mandatário corintiano não deve ficar na situação desconfortável de apoiar o antigo aliado, e também não fará uma oposição solitária a Del Nero.
Todo esse amor não passa despercebido. Prova de que os tempos mudaram foi a reação de Andrés Sanchez, pelo Twitter, quando Gobbi reuniu-se com Paulo Nobre e assinou a troca entre Pato e Jadson no mesmo dia. "Que beleza, nosso Timão em lua-de-mel com um e comer pizza com outro. Viva o futebol, kkk", disse ele pelo Twitter.
A relação com o São Paulo sempre foi especial para Andrés. Em sua gestão, a semana do clássico contra o São Paulo sempre era mais agitada, com uma pressão especial nos jogadores por se tratar de um clássico. Hoje, o espírito não é o mesmo, embora a importância do jogo de domingo não seja pequena.
O Corinthians é o terceiro colocado do Grupo B do Paulista, com um ponto a menos que o vice Ituano. A três rodadas do fim da primeira fase, o clube precisa da vitória no clássico para seguir sonhando com a vaga no mata-mata. Caso contrário, dependerá do próprio São Paulo, que enfrenta os rivais alvinegros nas últimas partidas.
A maior prova disso é a troca entre Alexandre Pato e Jadson. A negociação foi resolvida em poucas horas e o interesse de ambos pelo jogador rival se sobrepôs a qualquer rivalidade. Por respeito ao contrato, além da falta de dinheiro em caixa, o Corinthians sequer cogitou usar o meia, que seria liberado do compromisso com o ex-clube mediante pagamento de R$ 1 milhão.
Dentro do Parque São Jorge, a explicação é de que a decisão não se deve só à nova relação com o São Paulo, mas admite-se que o clima é bastante diferente do que se viu há alguns anos.
O ápice do exagero ocorreu em 2011. Juvenal se irritou quando o colega disse que o clube do Parque São Jorge contrataria Dagoberto no meio de uma disputa pelo Campeonato Brasileiro e disse que o problema dele era o "mobral inconcluso".
O ataque à escolaridade não caiu bem nem dentro do próprio São Paulo, mas era o reflexo de uma relação que, publicamente, não era boa. Ambos admitiram o exagero e reduziram as farpas, que começaram quando Juvenal reduziu para de 10% para 5% a cota de ingressos para os visitantes no Morumbi, que nunca mais foi utilizado pelo Corinthians após o episódio.
Os dois dirigentes ainda se viram em polos opostos em diferentes situações posteriormente. Andrés era próximo de Ricardo Teixeira, já Juvenal um desafeto. As posições distintas fizeram diferença na troca do Morumbi pelo Itaquerão como sede da Copa do Mundo e no processo de implosão do Clube dos 13.
"A relação com o Corinthians sempre foi boa e acabou interrompida na gestão anterior à do Gobbi. Hoje é muito boa mesmo, desde que o Gobbi assumiu, em função também do desarme dele, que nos recebeu de braços abertos. Encontramos com ele várias vezes na federação, sempre sentamos juntos, ficamos próximos", disse João Paulo de Jesus Lopes, vice de futebol do São Paulo.

Hoje, Andrés está cada vez mais distante da cúpula corintiana. Gobbi está isolado politicamente dentro do clube, mas ao mesmo tempo dominou como nunca a gestão do dia-a-dia. Neste ano, por exemplo, ele e Paulo Nobre movimentaram seus estafes para organizar uma coletiva de imprensa conjunta antes do clássico das duas equipes, pregando paz.
Essa sinalização chegou ao G4. O grupo que reúne os quatro grandes de São Paulo já sofreu bastante com as rusgas, mas recentemente voltou a conversar sobre ações conjuntas longe dos gramados.
"Aquele tempo nos prejudicou bastante. Hoje a coisa está diferente. Os dois lados estão percebendo que fora de campo não têm de ser inimigos, precisam se ajudar. Hoje, com o doutor Gobbi e o doutor Juvenal, as coisas estão caminhando melhor. O São Paulo vai ter um novo presidente daqui a pouco, mas tenho certeza que as coisas vão continuar iguais", disse José Carlos Peres, diretor-executivo do G4.
O caminho político dos dois clubes também já não está mais tão distante. O São Paulo, especialmente por conta de Carlos Miguel Aidar, advogado da CBF e candidato à sucessão de Juvenal, está cada vez mais próximo de Marco Polo del Nero.
Mário Gobbi, por sua vez, segue prometendo voto a Andrés Sanchez caso ele decida se candidatar ou apoiar diretamente algum nome para a CBF. Como isso é cada vez menos provável, porém, o atual mandatário corintiano não deve ficar na situação desconfortável de apoiar o antigo aliado, e também não fará uma oposição solitária a Del Nero.
Todo esse amor não passa despercebido. Prova de que os tempos mudaram foi a reação de Andrés Sanchez, pelo Twitter, quando Gobbi reuniu-se com Paulo Nobre e assinou a troca entre Pato e Jadson no mesmo dia. "Que beleza, nosso Timão em lua-de-mel com um e comer pizza com outro. Viva o futebol, kkk", disse ele pelo Twitter.
A relação com o São Paulo sempre foi especial para Andrés. Em sua gestão, a semana do clássico contra o São Paulo sempre era mais agitada, com uma pressão especial nos jogadores por se tratar de um clássico. Hoje, o espírito não é o mesmo, embora a importância do jogo de domingo não seja pequena.
O Corinthians é o terceiro colocado do Grupo B do Paulista, com um ponto a menos que o vice Ituano. A três rodadas do fim da primeira fase, o clube precisa da vitória no clássico para seguir sonhando com a vaga no mata-mata. Caso contrário, dependerá do próprio São Paulo, que enfrenta os rivais alvinegros nas últimas partidas.
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Postado por Willian - 12045 visitas - Fonte: esporte.uol.com.br
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