1/10/2026 16:29

Corinthians não paga acordo e dívida com a União chega a 27 milhões

Corinthians não paga acordo e dívida com a União chega a 27 milhões

O Corinthians enfrenta um momento desafiador em sua gestão financeira, com inadimplência em relação ao acordo de transação tributária firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O clube não efetuou pagamentos referentes à parcela de setembro e a três prestações anteriores, acumulando uma dívida total de aproximadamente R$ 27,3 milhões.



A dívida inicial com a União foi reduzida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões após a negociação, mas a falta de pagamento das parcelas a partir de junho gerou um saldo de débitos previdenciários e não previdenciários que, quando corrigidos pela taxa Selic, impactam diretamente a saúde financeira do clube. O acordo firmado em fevereiro previa que a inadimplência em três parcelas poderia resultar na rescisão do contrato, o que coloca o Corinthians em uma situação delicada.



Em agosto, a PGFN notificou o clube sobre a inadimplência, mas ainda não se pronunciou sobre a possível revogação do acordo. A legislação vigente garante ao clube um prazo de 30 dias pós-notificação para regularizar sua situação ou contestar a rescisão. O Corinthians, por sua vez, manifestou confiança em uma resolução favorável, enfatizando a boa relação com a PGFN.



Se a rescisão ocorrer, o clube terá que arcar com o montante original da dívida, sem descontos, além de retomar as cobranças judiciais e extrajudiciais. Isso também impediria o Corinthians de firmar novos acordos de transação por um período de dois anos, o que complicaria ainda mais sua gestão financeira.



A situação financeira do Corinthians é crítica, com um endividamento total estimado em R$ 2,8 bilhões e um déficit acumulado de R$ 278,7 milhões nos primeiros meses de 2026. O clube já enfrenta atrasos nos pagamentos das contas operacionais e, especificamente, deve valores significativos ao elenco, incluindo direitos de imagem, férias e prêmios relacionados a competições.



A questão da aprovação das contas de 2025 também levantou polêmicas, uma vez que a gestão atual incluiu os efeitos da transação tributária de forma antecipada, apesar do contrato ter sido assinado em 2026. Essa manobra contábil e a atual situação de inadimplência geram incertezas sobre a sustentabilidade financeira do clube no médio e longo prazo.



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