7/7/2026 18:36
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Vistoria técnica aponta risco crítico e sugere demolição de setor da Fazendinha.
Um laudo técnico de 159 páginas contratado pelo Corinthians identificou anomalias críticas e recomendou a demolição total do Setor Oeste da Fazendinha.
A histórica e rústica casa do futebol corintiano está no centro de um ríspido debate de engenharia que mexe com o patrimônio e a segurança no Parque São Jorge. O Corinthians confirma que um relatório técnico de 159 páginas, elaborado pelo engenheiro civil Osmar Meireles dos Santos e anexado à Federação Paulista de Futebol (FPF), detalha um cenário assustador no Estádio Alfredo Schürig. Embora os setores Norte, Sul e Leste tenham recebido sinal verde para seguir operando, a recomendação humana mais drástica do documento joga parado: a estrutura do Setor Oeste precisa ser totalmente demolida, colocando o futuro do complexo totalmente em jogo.
Interditada desde 2018 após vistorias da PM e da FPF constatarem que o espaço não oferecia condições básicas para receber público, a arquibancada Oeste concentra anomalias graves que o clube não conseguiu sanar. O documento admite que pilares, vigas e consoles atingiram um grau de risco crítico. O serviço de inspeção, que custou R$ 6 mil aos cofres alvinegros, escancarou um laboratório de problemas estruturais crônicos: armaduras de aço expostas e oxidadas, corrosão galopante, trincas provocadas por infiltração e deformações excessivas no concreto.
— Há risco iminente de provocar danos contra a saúde e segurança das pessoas. A orientação clara é de não utilização da estrutura para qualquer finalidade e a demolição total — dispara o engenheiro no laudo, desfazendo qualquer impasse sobre a gravidade da situação. Atualmente, o espaço condenado abriga o departamento de remo e um posto policial.
A diretoria do Timão reage como pode para manter o material humano das Brabas e das categorias de base jogando em casa. Para desatar o nó dos refletores — que deixou o estádio na geladeira dos jogos noturnos por quase um ano —, o Departamento de Patrimônio e Obras cobra empenho interno e realizou uma reforma rústica de R$ 400 mil com equipe própria, após recusar orçamentos de terceiros que superavam os R$ 2 milhões. O gramado também passou por manutenção minuciosa entre maio e junho para aguentar o tranco do calendário.
Com a exclusão do setor condenado, a Fazendinha desafia o tempo e passa a ter capacidade máxima de 9.873 lugares. Enquanto os demais setores foram aprovados com poucas restrições elétricas, a alta cúpula alvinegra mantém o silêncio e não revela se acatará a ordem de passar o trator na estrutura condenada. Sem nenhum acordo travado sobre o destino do espaço, o Corinthians corre contra o relógio para que o entulho do passado não soterre o presente das modalidades que dependem do tradicional gramado.
Interditada desde 2018 após vistorias da PM e da FPF constatarem que o espaço não oferecia condições básicas para receber público, a arquibancada Oeste concentra anomalias graves que o clube não conseguiu sanar. O documento admite que pilares, vigas e consoles atingiram um grau de risco crítico. O serviço de inspeção, que custou R$ 6 mil aos cofres alvinegros, escancarou um laboratório de problemas estruturais crônicos: armaduras de aço expostas e oxidadas, corrosão galopante, trincas provocadas por infiltração e deformações excessivas no concreto.
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Com a exclusão do setor condenado, a Fazendinha desafia o tempo e passa a ter capacidade máxima de 9.873 lugares. Enquanto os demais setores foram aprovados com poucas restrições elétricas, a alta cúpula alvinegra mantém o silêncio e não revela se acatará a ordem de passar o trator na estrutura condenada. Sem nenhum acordo travado sobre o destino do espaço, o Corinthians corre contra o relógio para que o entulho do passado não soterre o presente das modalidades que dependem do tradicional gramado.
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Enzo
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