Chegou ao fim o mandato de Augusto Melo à frente do Corinthians. Neste sábado, pouco mais de 1.400 sócios votaram a favor do impeachment do presidente em Assembleia Geral no Parque São Jorge e confirmaram a destituição do mandatário. Mas, quais são os próximos passos? Cabe agora ao presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, convocar uma eleição indireta, somente com a participação dos conselheiros, para definir quem será o presidente do clube até o final de 2026, quando se encerraria a gestão Augusto Melo. Não há um prazo estabelecido no estatuto do clube, mas ele promete fazer isso "o mais rápido possível". Associados que já cumpriram pelo menos dois mandatos no Conselho Deliberativo, independentemente de serem conselheiros atualmente, poderão se candidatar para o mandato "tampão". Presidente interino, Osmar Stabile irá se candidatar e é um dos favoritos para vencer o pleito. Ao todo, 1.413 associados votaram a favor do impeachment de Augusto Melo, contra 620. O dirigente deixou o ginásio Wlamir Marques sem falar com a imprensa entre as apurações da quinta e a sexta urna - ao todo, foram 16.
Posteriormente, em nota oficial, o mandatário contestou o resultado da votação e prometeu tomar medidas cabíveis. Ele alega que o rito não foi conduzido de maneira isenta e diz que membros de organizadas que estavam presentes no local "coagiram os votantes". "O presidente Augusto Melo vai contestar as irregularidades da votação deste sábado (9/8) tomando as medidas cabíveis pelas vias adequadas. Entre os absurdos ocorridos neste sábado está a condução da votação por pessoas que estão em campanha contra Augusto Melo, sem isenção para desempenhar essa função. A diretoria interina permitiu que entrassem no clube membros de organizadas que coagiram os votantes e se negou a disponibilizar o registro de entrada dos sócios no clube, para que fosse possível comparar o número de entradas com o número de votos. A apuração das urnas foi controlada pelos adversários do presidente. Na esfera judicial, todas as medidas estão sendo tomadas para provar a inocência de Augusto Melo em relação a acusações falsas que ensejaram a condução de um inquérito nulo pela Polícia Civil", disse a defesa de Augusto Melo, em pronunciamento.
Com a aprovação do impeachment, Augusto Melo deixa a cadeira presidencial, se torna inelegível pelos próximos dez anos e ainda corre o risco de sofrer um processo disciplinar de expulsão do Corinthians. Ele ainda pode ser suspenso temporariamente por conta da invasão ao Parque São Jorge no dia 31 de maio deste ano e ficar impedido de frequentar a sede social do Timão. O caso está sendo analisado pela Comissão de Ética e Disciplina do clube.



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