30/6/2021 09:29
VEJA TAMBÉM
- Corinthians é multado em valor considerável após incidente envolvendo Neymar
- MELOU! Empresários de Breno Bidon encerram negociações com clube europeu
- Corinthians terá que reestruturar ataque sem Yuri Alberto na Libertadores
Notícias mais lidas
Como são as opções da Liga para receber investidores e multiplicar receitas
Em reunião em São Paulo, a Liga de clubes das Série A e B deu seus primeiros passos para traçar um plano para multiplicar receitas do Brasileiro. O projeto pode incluir a presença de investidores para fazer aportes bilionários aos clubes em troca de participação na liga. Por isso, a entidade se abriu a discutir com consultorias financeiras e de direitos de TV, especialistas em marketing esportivo e fundos. Em paralelo, negocia com a CBF uma transição transparente.
De concreto, o encontro na segunda-feira firmou a adesão de todos os 40 clubes das Séries A e B. E estabeleceu que em 90 dias estará pronta para ser votada a estrutura jurídica da Liga que, provavelmente, será feita por meio de uma associação civil com os times como sócios.
Ao mesmo tempo, a Liga abriu a reunião para ouvir propostas dos grupos KPMG e Dream Factory; da empresa Codajas, do advogado Flávio Zveiter e do ex-executivo da Coca-Cola Ricardo Fort; a empresa Livemode (especializada em direitos de TV) e a consultoria Mckinsey. Também será ouvida a consultoria EY, que atua em vários clubes, na reunião do dia 22 de julho.
Por trás desses grupos, há o interesse de fundos internacionais, investidores e empresas de mídia que podem fazer aportes na Liga. Entre eles, estão o CVC e Advent. São grupos que aportam dinheiro em ligas da Europa ou em negócios de entretenimento e esporte em geral. A entrada desses grupos do negócio da Liga dependerá do modelo a ser escolhido pelos clubes. Por enquanto, essas propostas são vistas como ideias iniciais justamente para os clubes decidirem qual será a estrutura. Há uma premissa de plano de negócios longo de até 10 anos para explorar os ativos da Liga.
Atualmente, os Brasileiros das Séries A e B geram em torno de R$ 1,7 bilhão para os clubes, sendo R$ 1,5 bilhão na elite e o restante no contrato da Segundona. A ideia é que, ao se explorar ao máximo o potencial, o Brasileiro possa multiplicar sua receita atual por duas ou três vezes. A Codajas Sports Capital, grupo de Zveiter e Fort, acenou com a ideia de um aporte para se tornar sócio de até 20% da Liga. Para isso, faria um investimento correspondente a esse percentual de um contrato de 10 anos de receita da Liga. Ou seja, poderia fazer um aporte entre R$ 1,5 bilhão e R$ 3 bilhões. A empresa da Liga seria avaliada entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.
A ideia deste grupo é fornecer o know-how para a construção da liga com executivos como Rick Perry, ex-executivo da Premier League e atualmente no controle da outras divisões inglesas. Como sócios, ajudariam com o desenvolvimento para aumentar as receitas. O grupo pretende fazer uma proposta formal para a Liga. Já a KPMG, que auxilia Vasco e Corinthians, propôs uma garantia mínima aos clubes de receita de R$ 1,5 bilhão ao ano.
Ou seja, se comprometia a pagar o que existe atualmente. Em troca, daria um aporte de adiantamento neste mesmo valor aos clubes. Acenou ainda com um fundo para pagamento de dívidas a ser descontado das receitas futuras. Isso serviria para ajeitar as contas dos associados. Haverá cobrança pelos seus serviços.
A Codajas também fez uma proposta de extensão do Brasileiro por dez meses. Mas não deve ser uma discussão no momento porque causaria discórdia com times paulistas que, a princípio, querem preservar seu Estadual. A FPF (Federação Paulista de Futebol) apoia veladamente a Liga. A longo prazo, no entanto, a extensão do Brasileiro por dez meses é vista como essencial por pelo menos três clubes ouvidos pelo blog.
A EY também vai apresentar um modelo de Liga, traçando cenários sobre a estruturação ideal, potencial de crescimento e ideias para formas de maximizar receitas. É possível a associação com fundos que têm contato constante com a empresa para o investimento no Brasil. A EY atua já em assessoria ou consultoria para clubes como o Atlético-MG, Flamengo e Cruzeiro. A LiveMode (que negocia os direitos do Paulista) e a Mckinsey são candidatas a prestadoras de serviços em suas áreas..
O objetivo dos clubes, neste momento, é mais expandir conhecimento. Nenhuma discussão se aprofundou sobre qual o modelo. Até porque aportes de dinheiro iniciais podem ser interessantes para clubes endividados, mas significam a cessão de ativos futuros da Liga. Alguns dirigentes de times veem como desvantajoso acertar a cessão de direitos antes de ter certeza do potencial. Um conselho está montado com o Red Bull Bragantino, Palmeiras, Bahia, Cruzeiro e Athletico-PR. Advogados de clubes vão dar a estrutura jurídica da Liga, sendo liderados por André Sica, advogado do Palmeiras e Red Bull.
Os clubes anunciaram a organização do Brasileiro já em 2022, mas há uma forte possibilidade de ser adiado para 2023. Há uma avaliação de que não seria possível estruturar tudo a tempo do próximo Nacional. A intenção dos membros da Liga é realizar uma transição de forma harmônica com a CBF. Trata-se de uma incógnita porque a confederação vive uma guerra política interna desde o afastamento do presidente Rogério Caboclo, com tentativas de interferência do ex-presidente Marco Polo Del Nero.
LIGAS, RECEITAS, MARKETING, PUBLICIDADE, CBF, CLUBES, DEL NERO
De concreto, o encontro na segunda-feira firmou a adesão de todos os 40 clubes das Séries A e B. E estabeleceu que em 90 dias estará pronta para ser votada a estrutura jurídica da Liga que, provavelmente, será feita por meio de uma associação civil com os times como sócios.
Ao mesmo tempo, a Liga abriu a reunião para ouvir propostas dos grupos KPMG e Dream Factory; da empresa Codajas, do advogado Flávio Zveiter e do ex-executivo da Coca-Cola Ricardo Fort; a empresa Livemode (especializada em direitos de TV) e a consultoria Mckinsey. Também será ouvida a consultoria EY, que atua em vários clubes, na reunião do dia 22 de julho.
Por trás desses grupos, há o interesse de fundos internacionais, investidores e empresas de mídia que podem fazer aportes na Liga. Entre eles, estão o CVC e Advent. São grupos que aportam dinheiro em ligas da Europa ou em negócios de entretenimento e esporte em geral. A entrada desses grupos do negócio da Liga dependerá do modelo a ser escolhido pelos clubes. Por enquanto, essas propostas são vistas como ideias iniciais justamente para os clubes decidirem qual será a estrutura. Há uma premissa de plano de negócios longo de até 10 anos para explorar os ativos da Liga.
Atualmente, os Brasileiros das Séries A e B geram em torno de R$ 1,7 bilhão para os clubes, sendo R$ 1,5 bilhão na elite e o restante no contrato da Segundona. A ideia é que, ao se explorar ao máximo o potencial, o Brasileiro possa multiplicar sua receita atual por duas ou três vezes. A Codajas Sports Capital, grupo de Zveiter e Fort, acenou com a ideia de um aporte para se tornar sócio de até 20% da Liga. Para isso, faria um investimento correspondente a esse percentual de um contrato de 10 anos de receita da Liga. Ou seja, poderia fazer um aporte entre R$ 1,5 bilhão e R$ 3 bilhões. A empresa da Liga seria avaliada entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.
A ideia deste grupo é fornecer o know-how para a construção da liga com executivos como Rick Perry, ex-executivo da Premier League e atualmente no controle da outras divisões inglesas. Como sócios, ajudariam com o desenvolvimento para aumentar as receitas. O grupo pretende fazer uma proposta formal para a Liga. Já a KPMG, que auxilia Vasco e Corinthians, propôs uma garantia mínima aos clubes de receita de R$ 1,5 bilhão ao ano.
Ou seja, se comprometia a pagar o que existe atualmente. Em troca, daria um aporte de adiantamento neste mesmo valor aos clubes. Acenou ainda com um fundo para pagamento de dívidas a ser descontado das receitas futuras. Isso serviria para ajeitar as contas dos associados. Haverá cobrança pelos seus serviços.
A Codajas também fez uma proposta de extensão do Brasileiro por dez meses. Mas não deve ser uma discussão no momento porque causaria discórdia com times paulistas que, a princípio, querem preservar seu Estadual. A FPF (Federação Paulista de Futebol) apoia veladamente a Liga. A longo prazo, no entanto, a extensão do Brasileiro por dez meses é vista como essencial por pelo menos três clubes ouvidos pelo blog.
A EY também vai apresentar um modelo de Liga, traçando cenários sobre a estruturação ideal, potencial de crescimento e ideias para formas de maximizar receitas. É possível a associação com fundos que têm contato constante com a empresa para o investimento no Brasil. A EY atua já em assessoria ou consultoria para clubes como o Atlético-MG, Flamengo e Cruzeiro. A LiveMode (que negocia os direitos do Paulista) e a Mckinsey são candidatas a prestadoras de serviços em suas áreas..
O objetivo dos clubes, neste momento, é mais expandir conhecimento. Nenhuma discussão se aprofundou sobre qual o modelo. Até porque aportes de dinheiro iniciais podem ser interessantes para clubes endividados, mas significam a cessão de ativos futuros da Liga. Alguns dirigentes de times veem como desvantajoso acertar a cessão de direitos antes de ter certeza do potencial. Um conselho está montado com o Red Bull Bragantino, Palmeiras, Bahia, Cruzeiro e Athletico-PR. Advogados de clubes vão dar a estrutura jurídica da Liga, sendo liderados por André Sica, advogado do Palmeiras e Red Bull.
Os clubes anunciaram a organização do Brasileiro já em 2022, mas há uma forte possibilidade de ser adiado para 2023. Há uma avaliação de que não seria possível estruturar tudo a tempo do próximo Nacional. A intenção dos membros da Liga é realizar uma transição de forma harmônica com a CBF. Trata-se de uma incógnita porque a confederação vive uma guerra política interna desde o afastamento do presidente Rogério Caboclo, com tentativas de interferência do ex-presidente Marco Polo Del Nero.
LIGAS, RECEITAS, MARKETING, PUBLICIDADE, CBF, CLUBES, DEL NERO
VEJA TAMBÉM
- Corinthians é multado em valor considerável após incidente envolvendo Neymar
- MELOU! Empresários de Breno Bidon encerram negociações com clube europeu
- Corinthians terá que reestruturar ataque sem Yuri Alberto na Libertadores
Postado por
angeli
-
3540 visitas - Fonte: UOL
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
-
4/9/2026
- 14:09: Corinthians é multado em valor considerável após incidente envolvendo Neymar (0)
- 12:49: MELOU! Empresários de Breno Bidon encerram negociações com clube europeu (0)
- 12:09: Corinthians terá que reestruturar ataque sem Yuri Alberto na Libertadores (0)
- 10:48: Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians (0)
- 09:48: Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores (0)
- 07:08: RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A (0)
- 05:09: Ministério Público investiga divergência de R$ 255 milhões no financiamento da Neo Química Arena (0)
-
3/9/2026
- 20:52: Crise financeira do Corinthians se agrava com déficit de R$ 246 milhões e adiamento orçamentário (0)
- 19:51: Dívidas em alta: Corinthians antecipa patrocínio, mas basquete e futebol feminino seguem com pendências (0)
- 18:32: Memphis retorna aos treinos e pode ser chave para Corinthians no duelo decisivo contra Chape (0)
- 18:32: VOANDO! Raniele brilha no Corinthians e se torna o pilar defensivo do Brasileirão com 28 desarmes (0)
- 16:51: RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados (0)
- 16:32: O CRAQUE VOLTOU! Camisa 10 do Corinthians retorna e acirra disputa no ataque do Corinthians (0)
- 16:32: RESPOSTA DO ESTAFE! Bidon fica ou sai? Agente do meia da resposta sobre possível saída (0)
- 15:30: Corinthians reforça laços com a Conmebol e se prepara para batalhas na Libertadores masculina e feminina (0)
- 14:29: BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas (0)
- 13:16: Memphis Depay volta a desfalcar treino com dores no tornozelo (0)
- 12:31: Dirigentes do Corinthians se reunem com presidente da Conmebol no Paraguai (0)
- 10:28: Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena (0)
- 09:08: Incidente com Neymar e criança pode gerar multa pesada ao Corinthians (0)
- 07:08: Aproveitamento do Corinthians despenca sem Yuri Alberto em 2026 (0)
- 07:08: Equipe europeia sinaliza proposta de até R$120 milhões de reais por Breno Bidon (0)
- 04:08: REFORMULAÇÃO: Corinthians volta ao Movimento de Clubes Formadores e reestrutura base (0)



Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena
LEMBRA DELE? Ex-Corinthians vive luta contra as drogas após aposentadoria
Time Europeu anuncia contratação por empréstimo de atacante do Corinthians
RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados
BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas
ESCÂNDALO INTERNO: Promotor revela que Neo Química Arena pode estar 100% quitada
250 MILHÕES IRREGULARES? Investigação pode revelar irregularidade astronômica na Arena Corinthians
BOMBA: Osmar Stabile estuda manobra política para concorrer a presidência do Corinthians
REVOLTANTE! Hostilização de garoto com camisa de Neymar gera repúdio da Gaviões da Fiel
TRANSFERBAN PREOCUPA! Crise financeira: Corinthians lida com dívida de 17 milhões com rival