8/11/2020 08:00
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Mancini admite problemas no Corinthians e diz: "Não adianta ficar sonhando com coisas irreais"
Para técnico, Timão tem que se impôr mais nos jogos e foi "distante do ideal" contra o Atlético-GO
O técnico Vagner Mancini mais uma vez demonstrou franqueza e reconheceu problemas do Corinthians após o empate por 1 a 1 com o Atlético-GO, em Goiânia, pela 20ª rodada do Brasileirão.
LEIA TAMBÉM: [COMENTE] Como você avalia o desempenho do Corinthians no empate contra o Atlético Goianiense?
Embora veja margem para evolução, o comandante alvinegro admitiu a dificuldade em ter ambições maiores do que escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
– A nossa meta, óbvio, é somar o máximo de pontos possíveis. Estou incomodado com o Corinthians na parte média da tabela, acho que a equipe pode brigar por algo a mais no campeonato, mas nós temos que falar a verdade: o Corinthians acabou, ao longo do primeiro turno, desperdiçando pontos importantes e agora estamos tendo que correr atrás. Quem está correndo atrás tem um desgaste muito maior – disse o técnico, que ainda prosseguiu:
– Hoje foi o início do segundo turno, e temos totais possibilidades de fazer um grande segundo turno. Obviamente, dentro do que é possível, pois todos nós enxergamos futebol e é importante que você vislumbre aquilo que pode acontecer. Não adianta ficar sonhando com coisas irreais, sou verdadeiro nas cobranças e nas metas que passo aos jogadores para que cada um deles possa elevar o seu limite para que o Corinthians pare de oscilar no campeonato e construa uma campanha sólida daqui para frente – opinou Mancini.
Para o treinador, o Corinthians precisa se impôr mais diante dos adversários e também criar mais. No jogo deste sábado, o Timão finalizou a gol apenas duas vezes.
– Acho que nós tivemos um fluxo melhor de jogo na segunda etapa. Eu vi um Corinthians muito abaixo no primeiro tempo, melhorou na segunda etapa, mas não o suficiente. Essa melhora se deu ao fato de que deixamos o time mais leve na segunda etapa, o jogo fluiu melhor. A vinda do Ramiro para o meio-campo melhorou a atuação dele na partida e a criação de jogadas.
– Os atletas (que entraram no segundo tempo) vão melhorar muito a partir do momento que tivermos um tempo maior de treinamento. Desde que cheguei foi pouco tempo de um jogo para o outro, isso atropela alguns processos. Eu tinha a possibilidade de entrar com o Cantillo, que daria um jogo mais aberto, mas sobrecarregaria um pouquinho pela formação da equipe. Então, optei pela entrada de mais um volante de marcação, e isso tornou a equipe pesada na criação de jogadas. Acho que foi um ponto importante que levamos, mas um Corinthians distante do ideal – analisou.
Em sete jogos no comando do Timão, Mancini tem três vitórias, dois empates e duas derrotas. Ele conseguiu recuperar a equipe na classificação do Brasileirão, mas acabou eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil para o América-MG.
O Corinthians volta a campo agora no próximo sábado, diante do Atlético-MG, na Neo Química Arena.
Confira abaixo outros trechos da entrevista de Vagner Mancini:
Luan
– No meu ver, o Luan fez um bom jogo, mas ainda distante do Luan que todos sabemos que ele pode ser. Mas temos que entender que o atleta vinha fora de jogo há um certo tempo. Hoje ele jogou os 90 minutos, foi melhorando ao longo do jogo, teve bons momentos, assim como teve distante daquele Luan que conhecemos. O atleta precisa de jogo, de ajustes, de uma participação bem ofensiva no esquema para poder render. Isso acho que vai vir com o passar do tempo. É importante ele jogar para mostrar o futebol que tem.
Preparação para o jogo
– O tempo foi muito escasso. Jogamos na quarta-feira de noite, tivemos o treino na quinta e na sexta de manhã, onde não tínhamos completo o período de 48 horas de recuperação porque tínhamos viagem. Foi na base de conversa, de vídeo, pouca coisa dentro do campo. A partir do momento que nós entendemos como seria o jogo, fui passando o que tinha de informação do Atlético-GO, porque conheço bem. Tivemos uma certa vantagem nesse ponto, mas do outro lado tinham atletas que sabem como eu penso.
– O Corinthians entendeu o jogo na segunda etapa, sofreu no primeiro, mas volto a dizer, um Corinthians longe do que espero que está em evolução. De quarta-feira para cá tivemos o aspecto emocional envolvido, fomos desclassificados da Copa do Brasil em um erro bisonho do árbitro. Isso tudo você tem que tirar do jogador e colocá-lo em campo logo depois. É um trabalho de conversa para todos renderem o que a gente espera.
Gabriel
– É difícil falar sobre a escalação do próximo sábado. É óbvio que tenho vários atletas em mãos. Somente o Araos não teve oportunidade de jogar, mas é um atleta que estava até cotado no dia de hoje. Eu tenho que mexer as peças certas. A escalação depende do estado atlético do jogador. A partir do instante que vejo, diante do América-MG, uma certa dificuldade com Xavier e Éderson, eu tenho que fazer alteração porque o aspecto físico acabou pesando. A manutenção do Xavier talvez não fosse a melhor ideia, tanto que tiro no intervalo. Mas tenho outros jogadores, como o Cantillo, que talvez deixasse o meio-campo muito aberto. Então optei por Xavier e Gabriel.
– Ao longo da semana vamos testar outras formas de jogar, até para que a gente consiga escalar os 11 que estão melhores no momento. Possivelmente temos a volta do Jô daqui a pouco, que vai ajudar muito no aspecto ofensivo. Estou tentando, dentro do elenco, achar uma formação ideal para a partida, o que eu não gosto, gosto de ter uma equipe definida.
Jonatan Cafu
– Sobre o Jonatan Cafu, acho um pouco cedo para que eu fale alguma coisa a partir do momento que o atleta não foi anunciado. Com calma, a gente vai chegar lá, o importante agora é tentar melhorar todos os atletas do elenco.
Postura da equipe
– Eu acho que nós deveríamos estar nos impondo mais em campo, mas a imposição de um time de futebol não está no falar, na parte verbal ou naquilo que as pessoas pensam. Está em entrar em campo e mostrar ao seu adversário o que é capaz de fazer. Eu concordo, acho que nos dois últimos jogos a equipe melhorou no segundo tempo após as modificações. Temos que ligar uma chave para que os atletas entendam a necessidade que nós temos de fazer os dois tempos bem feitos. Hoje talvez a gente pudesse estar falando de mais dois pontos ganhos se a equipe tivesse entrado totalmente concentrada no primeiro tempo. Fez um jogo abaixo e teve que correr atrás. Conseguiu empatar ainda cedo do segundo tempo, mas foi insuficiente para chegar à vitória. Tudo isso a gente enxerga.
– Diante desse cenário de jogos em sequência, pouco tempo para recuperação, é que as trocas estão sendo feitas. Mas, a partir do momento que temos só o Campeonato Brasileiro, temos que equilibrar a parte física, tática e técnica para que a equipe não oscile tanto, o que dá chance ao adversário de chegar e incomodar. Essa imposição deve acontecer a partir do momento que você está confiante e convicto dentro de campo.
Necessidade de reforços
– Eu, como técnico, tenho que testar todas as peças para tentar achar o 11 ideal, mas, ao mesmo tempo, o mercado não oferece muitas coisas. Estamos num ano atípico, abre uma janela num momento diferente, fecha-se uma outra opção também num momento diferente. Temos que tentar conviver com isso. Da parte do treinador, eu tenho que tentar tirar o máximo de cada jogador e é o que eu venho tentando fazer diariamente, encontrando esses atletas nesses jogos em sequência, tentando encontrar os atletas que se encaixam dentro do sistema de jogo.
– A parte defensiva está um pouco mais arrumada, fica mais fácil arrumar. Mas a parte de criação, a parte ofensiva, vem sofrendo mudanças por lesões, suspensões ou queda de rendimento. Quando você arruma uma equipe, normalmente é pelo sistema defensivo, você consegue passar segurança para o jogador da frente elaborar boas jogadas.
Corinthians, Mancini, Coletiva, Brasileirão, Elenco, Timão
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Embora veja margem para evolução, o comandante alvinegro admitiu a dificuldade em ter ambições maiores do que escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
– A nossa meta, óbvio, é somar o máximo de pontos possíveis. Estou incomodado com o Corinthians na parte média da tabela, acho que a equipe pode brigar por algo a mais no campeonato, mas nós temos que falar a verdade: o Corinthians acabou, ao longo do primeiro turno, desperdiçando pontos importantes e agora estamos tendo que correr atrás. Quem está correndo atrás tem um desgaste muito maior – disse o técnico, que ainda prosseguiu:
– Hoje foi o início do segundo turno, e temos totais possibilidades de fazer um grande segundo turno. Obviamente, dentro do que é possível, pois todos nós enxergamos futebol e é importante que você vislumbre aquilo que pode acontecer. Não adianta ficar sonhando com coisas irreais, sou verdadeiro nas cobranças e nas metas que passo aos jogadores para que cada um deles possa elevar o seu limite para que o Corinthians pare de oscilar no campeonato e construa uma campanha sólida daqui para frente – opinou Mancini.
Para o treinador, o Corinthians precisa se impôr mais diante dos adversários e também criar mais. No jogo deste sábado, o Timão finalizou a gol apenas duas vezes.
– Acho que nós tivemos um fluxo melhor de jogo na segunda etapa. Eu vi um Corinthians muito abaixo no primeiro tempo, melhorou na segunda etapa, mas não o suficiente. Essa melhora se deu ao fato de que deixamos o time mais leve na segunda etapa, o jogo fluiu melhor. A vinda do Ramiro para o meio-campo melhorou a atuação dele na partida e a criação de jogadas.
– Os atletas (que entraram no segundo tempo) vão melhorar muito a partir do momento que tivermos um tempo maior de treinamento. Desde que cheguei foi pouco tempo de um jogo para o outro, isso atropela alguns processos. Eu tinha a possibilidade de entrar com o Cantillo, que daria um jogo mais aberto, mas sobrecarregaria um pouquinho pela formação da equipe. Então, optei pela entrada de mais um volante de marcação, e isso tornou a equipe pesada na criação de jogadas. Acho que foi um ponto importante que levamos, mas um Corinthians distante do ideal – analisou.
Em sete jogos no comando do Timão, Mancini tem três vitórias, dois empates e duas derrotas. Ele conseguiu recuperar a equipe na classificação do Brasileirão, mas acabou eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil para o América-MG.
O Corinthians volta a campo agora no próximo sábado, diante do Atlético-MG, na Neo Química Arena.
Confira abaixo outros trechos da entrevista de Vagner Mancini:
Luan
– No meu ver, o Luan fez um bom jogo, mas ainda distante do Luan que todos sabemos que ele pode ser. Mas temos que entender que o atleta vinha fora de jogo há um certo tempo. Hoje ele jogou os 90 minutos, foi melhorando ao longo do jogo, teve bons momentos, assim como teve distante daquele Luan que conhecemos. O atleta precisa de jogo, de ajustes, de uma participação bem ofensiva no esquema para poder render. Isso acho que vai vir com o passar do tempo. É importante ele jogar para mostrar o futebol que tem.
Preparação para o jogo
– O tempo foi muito escasso. Jogamos na quarta-feira de noite, tivemos o treino na quinta e na sexta de manhã, onde não tínhamos completo o período de 48 horas de recuperação porque tínhamos viagem. Foi na base de conversa, de vídeo, pouca coisa dentro do campo. A partir do momento que nós entendemos como seria o jogo, fui passando o que tinha de informação do Atlético-GO, porque conheço bem. Tivemos uma certa vantagem nesse ponto, mas do outro lado tinham atletas que sabem como eu penso.
– O Corinthians entendeu o jogo na segunda etapa, sofreu no primeiro, mas volto a dizer, um Corinthians longe do que espero que está em evolução. De quarta-feira para cá tivemos o aspecto emocional envolvido, fomos desclassificados da Copa do Brasil em um erro bisonho do árbitro. Isso tudo você tem que tirar do jogador e colocá-lo em campo logo depois. É um trabalho de conversa para todos renderem o que a gente espera.
Gabriel
– É difícil falar sobre a escalação do próximo sábado. É óbvio que tenho vários atletas em mãos. Somente o Araos não teve oportunidade de jogar, mas é um atleta que estava até cotado no dia de hoje. Eu tenho que mexer as peças certas. A escalação depende do estado atlético do jogador. A partir do instante que vejo, diante do América-MG, uma certa dificuldade com Xavier e Éderson, eu tenho que fazer alteração porque o aspecto físico acabou pesando. A manutenção do Xavier talvez não fosse a melhor ideia, tanto que tiro no intervalo. Mas tenho outros jogadores, como o Cantillo, que talvez deixasse o meio-campo muito aberto. Então optei por Xavier e Gabriel.
– Ao longo da semana vamos testar outras formas de jogar, até para que a gente consiga escalar os 11 que estão melhores no momento. Possivelmente temos a volta do Jô daqui a pouco, que vai ajudar muito no aspecto ofensivo. Estou tentando, dentro do elenco, achar uma formação ideal para a partida, o que eu não gosto, gosto de ter uma equipe definida.
Jonatan Cafu
– Sobre o Jonatan Cafu, acho um pouco cedo para que eu fale alguma coisa a partir do momento que o atleta não foi anunciado. Com calma, a gente vai chegar lá, o importante agora é tentar melhorar todos os atletas do elenco.
Postura da equipe
– Eu acho que nós deveríamos estar nos impondo mais em campo, mas a imposição de um time de futebol não está no falar, na parte verbal ou naquilo que as pessoas pensam. Está em entrar em campo e mostrar ao seu adversário o que é capaz de fazer. Eu concordo, acho que nos dois últimos jogos a equipe melhorou no segundo tempo após as modificações. Temos que ligar uma chave para que os atletas entendam a necessidade que nós temos de fazer os dois tempos bem feitos. Hoje talvez a gente pudesse estar falando de mais dois pontos ganhos se a equipe tivesse entrado totalmente concentrada no primeiro tempo. Fez um jogo abaixo e teve que correr atrás. Conseguiu empatar ainda cedo do segundo tempo, mas foi insuficiente para chegar à vitória. Tudo isso a gente enxerga.
– Diante desse cenário de jogos em sequência, pouco tempo para recuperação, é que as trocas estão sendo feitas. Mas, a partir do momento que temos só o Campeonato Brasileiro, temos que equilibrar a parte física, tática e técnica para que a equipe não oscile tanto, o que dá chance ao adversário de chegar e incomodar. Essa imposição deve acontecer a partir do momento que você está confiante e convicto dentro de campo.
Necessidade de reforços
– Eu, como técnico, tenho que testar todas as peças para tentar achar o 11 ideal, mas, ao mesmo tempo, o mercado não oferece muitas coisas. Estamos num ano atípico, abre uma janela num momento diferente, fecha-se uma outra opção também num momento diferente. Temos que tentar conviver com isso. Da parte do treinador, eu tenho que tentar tirar o máximo de cada jogador e é o que eu venho tentando fazer diariamente, encontrando esses atletas nesses jogos em sequência, tentando encontrar os atletas que se encaixam dentro do sistema de jogo.
– A parte defensiva está um pouco mais arrumada, fica mais fácil arrumar. Mas a parte de criação, a parte ofensiva, vem sofrendo mudanças por lesões, suspensões ou queda de rendimento. Quando você arruma uma equipe, normalmente é pelo sistema defensivo, você consegue passar segurança para o jogador da frente elaborar boas jogadas.
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Postado por
Murillo Ciotti
-
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P melhorar tinha q por o Cantillo. Com Marlon e Luan nunca vai dar certo,seu burro. Pq vc não coloca Cantillo ? Tem algo gontra ?
Jogar fechadinho , o time é bem fraquinho , só não pode cair , o que vier é lucro .
tem que ir em cima do estelionatario Andrés Sanchez que gasta 14 milhões por mês para ter um time desses
Elenco horrível, o cara muda o time joga mal , o cara tira o time continua a mesma coisa , infelizmente esse elenco é MT fraco , Mancini não ten culpa alguma , ainda por cima Deixou o tine taticamente certinho , só não de esta melhor , pq os jogadores são fracos ...
Burro cantillo tem que ser titular pq jogar com tres volantes e muita burrice
Continua fazendo as mesma cagadas dos outros insistindo com luan e ruimiro e fala que os cara tao jogando bem.e cego ou burro.kd o gabriel pereira paassou da ira
O time é ruim mas ele é mas ruim ainda não sabe escala o time deixa o cantllo
Considerações lúcidas, com um elenco limitadicimo não adianta ficar dando falsas esperança para a torcida, Mancine obrigado por sua cinceridade.