18/8/2020 15:46
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Sem acerto, negociação entre Caixa e Corinthians pela Arena se arrasta há quase um ano
Justiça volta a dar mais um mês para clube e banco tentarem acordo amigável
A negociação entre Caixa Econômica Federal e o Corinthians para rediscutir o financiamento da Arena continua sem uma solução. Na semana passada, a Justiça deu mais um mês para clube e banco chegarem a um acordo amigável e manteve suspenso o processo movido pela estatal.
As conversas entre Corinthians e Caixa se arrastam há quase um ano. Como o caso foi levado à Justiça, o Timão suspendeu os pagamentos das parcelas mensais do financiamento neste período.
No fim de julho, Pedro Guimarães, presidente da Caixa, apareceu em um vídeo brincando com um torcedor corintiano e ameaçando tirar a Arena do clube caso o financiamento não fosse pago.
Em setembro do ano passado, a Caixa entrou com ação na Justiça cobrando R$ 536 milhões da Arena Itaquera S/A, empresa responsável pelo estádio, que tem o Corinthians como sócio. O banco alega atraso de seis parcelas, de março a agosto de 2019 (entenda mais abaixo).
Desde outubro, Caixa e Corinthians discutem um novo contrato e já tiveram avanços nas tratativas. Foi acordado um prazo de mais quatro anos para quitação (era 2028 e passará a ser 2032), assim como a flexibilização do valor da parcela a ser paga nos meses em que não há jogos no estádio.
Porém, uma divergência ainda impede que o novo contrato seja assinado. A Caixa cobra uma multa de aproximadamente R$ 50 milhões do Corinthians, a qual a diretoria alvinegra não concorda em pagar.
"Há em contrato uma multa pequena (de aproximadamente R$ 5 milhões), que o Corinthians aceita, mas também uma multa judicial, que a gente não aceita. Por quê? Porque isso não passa no Conselho. Você não multa quem você está fazendo acordo" afirmou Matias Romano Ávila, diretor financeiro do clube, em entrevista ao podcast GE Corinthians em março.
A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus deve fazer com que o modelo do financiamento seja revisto novamente. Sem poder contar com receitas de bilheteria, eventos e outros serviços na Arena já há quatro meses, o Corinthians espera receber uma carência da Caixa para pagar o financiamento.
Paralelamente, o Timão aguarda o processo de recuperação judicial da construtora Odebrecht para equacionar a dívida que tem com a empresa. O valor máximo será de R$ 160 milhões, segundo o presidente Andrés Sanchez. Porém, o cartola tem dito a pessoas próximas que o débito será zerado.
O PROCESSO
Ainda em 2018, o Corinthians acertou com a Caixa que pagaria apenas metade dos valores das parcelas do financiamento da Arena nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, em que a arrecadação do estádio é menor. Um novo contrato foi formulado, mas nunca assinado.
Em 2019, porém, a direção do banco mudou com a troca do governo de Michel Temer para o de Jair Bolsonaro.
Mesmo sem o novo contrato ser assinado, o Corinthians passou a fazer pagamentos menores. A partir de março, o clube retomou os pagamentos pelo valor "cheio", mas o banco utilizou esse dinheiro para amortizar os débitos anteriores. Por exemplo: metade do pagamento de março foi usado para completar o pagamento de dezembro.
Além disso, nos meses de junho e julho, em que a Arena recebeu partidas da Copa América, as parcelas não foram pagas. Assim, no entendimento do banco, há seis parcelas em aberto.
Nas contas do Corinthians, com juros e correção, a dívida com a Caixa é de R$ 487 milhões. Já de acordo com banco estatal, o montante é de R$ 536 milhões.
Vale lembrar que o financiamento contraído para a construção da Arena Corinthians foi de R$ 400 milhões.
As conversas entre Corinthians e Caixa se arrastam há quase um ano. Como o caso foi levado à Justiça, o Timão suspendeu os pagamentos das parcelas mensais do financiamento neste período.
No fim de julho, Pedro Guimarães, presidente da Caixa, apareceu em um vídeo brincando com um torcedor corintiano e ameaçando tirar a Arena do clube caso o financiamento não fosse pago.
Em setembro do ano passado, a Caixa entrou com ação na Justiça cobrando R$ 536 milhões da Arena Itaquera S/A, empresa responsável pelo estádio, que tem o Corinthians como sócio. O banco alega atraso de seis parcelas, de março a agosto de 2019 (entenda mais abaixo).
Desde outubro, Caixa e Corinthians discutem um novo contrato e já tiveram avanços nas tratativas. Foi acordado um prazo de mais quatro anos para quitação (era 2028 e passará a ser 2032), assim como a flexibilização do valor da parcela a ser paga nos meses em que não há jogos no estádio.
Porém, uma divergência ainda impede que o novo contrato seja assinado. A Caixa cobra uma multa de aproximadamente R$ 50 milhões do Corinthians, a qual a diretoria alvinegra não concorda em pagar.
"Há em contrato uma multa pequena (de aproximadamente R$ 5 milhões), que o Corinthians aceita, mas também uma multa judicial, que a gente não aceita. Por quê? Porque isso não passa no Conselho. Você não multa quem você está fazendo acordo" afirmou Matias Romano Ávila, diretor financeiro do clube, em entrevista ao podcast GE Corinthians em março.
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Paralelamente, o Timão aguarda o processo de recuperação judicial da construtora Odebrecht para equacionar a dívida que tem com a empresa. O valor máximo será de R$ 160 milhões, segundo o presidente Andrés Sanchez. Porém, o cartola tem dito a pessoas próximas que o débito será zerado.
O PROCESSO
Ainda em 2018, o Corinthians acertou com a Caixa que pagaria apenas metade dos valores das parcelas do financiamento da Arena nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, em que a arrecadação do estádio é menor. Um novo contrato foi formulado, mas nunca assinado.
Em 2019, porém, a direção do banco mudou com a troca do governo de Michel Temer para o de Jair Bolsonaro.
Mesmo sem o novo contrato ser assinado, o Corinthians passou a fazer pagamentos menores. A partir de março, o clube retomou os pagamentos pelo valor "cheio", mas o banco utilizou esse dinheiro para amortizar os débitos anteriores. Por exemplo: metade do pagamento de março foi usado para completar o pagamento de dezembro.
Além disso, nos meses de junho e julho, em que a Arena recebeu partidas da Copa América, as parcelas não foram pagas. Assim, no entendimento do banco, há seis parcelas em aberto.
Nas contas do Corinthians, com juros e correção, a dívida com a Caixa é de R$ 487 milhões. Já de acordo com banco estatal, o montante é de R$ 536 milhões.
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Postado por Carlos Eduardo Silva dos Santos - 2832 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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