4/5/2020 20:03
VEJA TAMBÉM
- Corinthians é multado em valor considerável após incidente envolvendo Neymar
- MELOU! Empresários de Breno Bidon encerram negociações com clube europeu
- Corinthians terá que reestruturar ataque sem Yuri Alberto na Libertadores
Notícias mais lidas
"Os clubes terão de se modernizar digitalmente", diz Amir Somoggi
Em live nesta segunda-feira, CEO da Sports Value diz que novo coronavírus exigirá que futebol nacional evolua seu marketing nas redes sociais e produção de conteúdo
O desafio dos clubes brasileiros para driblar a pandemia do novo coronavírus passará por uma transformação digital. Em live nesta segunda-feira promovida pela empresa Patrocínio Brasil, o consultor de gestão e marketing esportivo Amir Somoggi apontou que caberá a a cada time mostrar que tem condições de melhorar suas ações de marketing e engajamento nas redes sociais.
LEIA TAMBÉM: Com fim das férias, Corinthians intensifica treinos e espera deixar grupo "homogêneo"
- O legado da COVID-19 é a digitalização, que é uma forma de tentar sobreviver a crise. Já vemos as estratégias de conteúdo em diversas áreas, mas a tendência é que, a partir de agora, passe a ser cobrada dos clubes brasileiros uma "digitalização" - e, em seguida, detalhou:
- Para convencer o patrocinador, não bastará oferecer uma omoplata ou outro espaço na camisa. A marca vai perguntar sobre os conteúdos no site oficial do clube. Caso ofereça só um banner, o candidato a patrocinador vai notar que os clubes estão parados no tempo. É isto que está acontecendo atualmente no futebol nacional: há um universo digital, mas com clubes geridos por pessoas com mentalidade das décadas de 1970, 1980... - completou.
O CEO da Sports Value apontou que este cenário já é visto no exterior.
- O marketing de conteúdo está em qualquer reunião de patrocinadores. Há a busca por tornar o Real Madrid, o Barcelona cada vez mais relevantes. Atualmente, o garoto escolhe entre o Cristiano Ronaldo e Marvel, por exemplo. Os clubes perceberam a necessidade de ofertar uma experiência de consumo - disse.
Amir destacou que a visão em torno do futebol também trouxe mudanças.
- O dia do jogo passa a ser como ir a um show, é uma experiência, independentemente do clube ganhar ou perder. Os times brasileiros perderam uma grande oportunidade neste período do novo coronavírus. Por que não abriram espaço em suas redes sociais para que fisioterapeutas sugerissem uma série de exercícios, não criaram algum tipo de engajamento mais forte ou até um seriado sobre um momento histórico? - declarou.
O consultor de gestão e marketing esportivo também vê na "digitalização" a possibilidade dos clubes expandirem ainda mais seu mercado. E cita a visão europeia para evitar o contraste.
- Há uma necessidade de romper fronteiras. O Barcelona sabe de sua importância local, só se fala catalão no Camp Nou, ela aborda temas polêmicos como a independência da Catalunha, mas ao colocar o John Malkovich para narrar seu documentário, mostra o desejo de internacionalizar sua marca. O Real Madrid também tem sua força local e se volta para o exterior da mesma forma, com pré-temporadas em outros países - afirmou.
Aos seus olhos, os clubes brasileiros deixam exemplos de como não conseguiram construir um legado para expandir suas respectivas marcas.
- O Corinthians foi disputar o Mundial de Clubes em uma "invasão" repleta de torcedores e o clube não construiu nada relevante em cima disso. Não é uma questão de conteúdo, é visão de negócio. O São Paulo é tricampeão mundial, ganhou três Brasileiros consecutivos e faturou R$ 21 milhões em patrocínios em 2019. Muito menos que o Manchester City, clube que nunca venceu a Liga dos Campeões e que até pouco tempo não tinha nenhuma projeção! - disse.
Amir Somoggi apontou que há ainda desafios que cercam as negociações dos clubes com potenciais patrocinadores.
- Muitas vezes, as marcas têm receio de ser associadas a um dirigente que seja exemplo de má gestão ou que fale um monte de besteiras. Um caso recente foi o desafio do papel higiênico entre jogadores,que aconteceu numa época na qual as pessoas estavam estocando papel. Porém, os patrocinadores gostam de valores positivos. É uma negociação delicada - declarou.
Segundo ele, há outros caminhos para serem negociados.
- Tão relevante quanto o patrocínio máster da camisa tem de ser um acordo bem feito que traga bons negócios. A companhia aérea oficial, por exemplo, ou outra marca que faça parte do cotidiano do clube - declarou.
O consultor de gestão e marketing esportivo disse que o futebol brasileiro tem um longo caminho a percorrer.
- Temos de repensar o futebol. A CBF é responsável também nisto, assim como a Vivo, a Ambev, e demais patrocinadoras dela poderiam ser vetores de uma melhora no futebol brasileiro. Cabe às lideranças de cada clube, e nisto incluo até mesmo o Flamengo, que é referência em termos de gestão, ficarem cientes de que não é mais uma entidade pública, e sim que não pode mais parar no tempo - afirmou.
Corinthians, CEO, Retorno, Futebol, Digital, Clubes, Timão
LEIA TAMBÉM: Com fim das férias, Corinthians intensifica treinos e espera deixar grupo "homogêneo"
- O legado da COVID-19 é a digitalização, que é uma forma de tentar sobreviver a crise. Já vemos as estratégias de conteúdo em diversas áreas, mas a tendência é que, a partir de agora, passe a ser cobrada dos clubes brasileiros uma "digitalização" - e, em seguida, detalhou:
- Para convencer o patrocinador, não bastará oferecer uma omoplata ou outro espaço na camisa. A marca vai perguntar sobre os conteúdos no site oficial do clube. Caso ofereça só um banner, o candidato a patrocinador vai notar que os clubes estão parados no tempo. É isto que está acontecendo atualmente no futebol nacional: há um universo digital, mas com clubes geridos por pessoas com mentalidade das décadas de 1970, 1980... - completou.
O CEO da Sports Value apontou que este cenário já é visto no exterior.
- O marketing de conteúdo está em qualquer reunião de patrocinadores. Há a busca por tornar o Real Madrid, o Barcelona cada vez mais relevantes. Atualmente, o garoto escolhe entre o Cristiano Ronaldo e Marvel, por exemplo. Os clubes perceberam a necessidade de ofertar uma experiência de consumo - disse.
Amir destacou que a visão em torno do futebol também trouxe mudanças.
- O dia do jogo passa a ser como ir a um show, é uma experiência, independentemente do clube ganhar ou perder. Os times brasileiros perderam uma grande oportunidade neste período do novo coronavírus. Por que não abriram espaço em suas redes sociais para que fisioterapeutas sugerissem uma série de exercícios, não criaram algum tipo de engajamento mais forte ou até um seriado sobre um momento histórico? - declarou.
O consultor de gestão e marketing esportivo também vê na "digitalização" a possibilidade dos clubes expandirem ainda mais seu mercado. E cita a visão europeia para evitar o contraste.
- Há uma necessidade de romper fronteiras. O Barcelona sabe de sua importância local, só se fala catalão no Camp Nou, ela aborda temas polêmicos como a independência da Catalunha, mas ao colocar o John Malkovich para narrar seu documentário, mostra o desejo de internacionalizar sua marca. O Real Madrid também tem sua força local e se volta para o exterior da mesma forma, com pré-temporadas em outros países - afirmou.
Aos seus olhos, os clubes brasileiros deixam exemplos de como não conseguiram construir um legado para expandir suas respectivas marcas.
- O Corinthians foi disputar o Mundial de Clubes em uma "invasão" repleta de torcedores e o clube não construiu nada relevante em cima disso. Não é uma questão de conteúdo, é visão de negócio. O São Paulo é tricampeão mundial, ganhou três Brasileiros consecutivos e faturou R$ 21 milhões em patrocínios em 2019. Muito menos que o Manchester City, clube que nunca venceu a Liga dos Campeões e que até pouco tempo não tinha nenhuma projeção! - disse.
Amir Somoggi apontou que há ainda desafios que cercam as negociações dos clubes com potenciais patrocinadores.
- Muitas vezes, as marcas têm receio de ser associadas a um dirigente que seja exemplo de má gestão ou que fale um monte de besteiras. Um caso recente foi o desafio do papel higiênico entre jogadores,que aconteceu numa época na qual as pessoas estavam estocando papel. Porém, os patrocinadores gostam de valores positivos. É uma negociação delicada - declarou.
Segundo ele, há outros caminhos para serem negociados.
- Tão relevante quanto o patrocínio máster da camisa tem de ser um acordo bem feito que traga bons negócios. A companhia aérea oficial, por exemplo, ou outra marca que faça parte do cotidiano do clube - declarou.
O consultor de gestão e marketing esportivo disse que o futebol brasileiro tem um longo caminho a percorrer.
- Temos de repensar o futebol. A CBF é responsável também nisto, assim como a Vivo, a Ambev, e demais patrocinadoras dela poderiam ser vetores de uma melhora no futebol brasileiro. Cabe às lideranças de cada clube, e nisto incluo até mesmo o Flamengo, que é referência em termos de gestão, ficarem cientes de que não é mais uma entidade pública, e sim que não pode mais parar no tempo - afirmou.
Corinthians, CEO, Retorno, Futebol, Digital, Clubes, Timão
VEJA TAMBÉM
- Corinthians é multado em valor considerável após incidente envolvendo Neymar
- MELOU! Empresários de Breno Bidon encerram negociações com clube europeu
- Corinthians terá que reestruturar ataque sem Yuri Alberto na Libertadores
Postado por
Murillo Ciotti
-
3162 visitas - Fonte: LANCE
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
-
4/9/2026
- 14:09: Corinthians é multado em valor considerável após incidente envolvendo Neymar (0)
- 12:49: MELOU! Empresários de Breno Bidon encerram negociações com clube europeu (0)
- 12:09: Corinthians terá que reestruturar ataque sem Yuri Alberto na Libertadores (0)
- 10:48: Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians (0)
- 09:48: Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores (0)
- 07:08: RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A (0)
- 05:09: Ministério Público investiga divergência de R$ 255 milhões no financiamento da Neo Química Arena (0)
-
3/9/2026
- 20:52: Crise financeira do Corinthians se agrava com déficit de R$ 246 milhões e adiamento orçamentário (0)
- 19:51: Dívidas em alta: Corinthians antecipa patrocínio, mas basquete e futebol feminino seguem com pendências (0)
- 18:32: Memphis retorna aos treinos e pode ser chave para Corinthians no duelo decisivo contra Chape (0)
- 18:32: VOANDO! Raniele brilha no Corinthians e se torna o pilar defensivo do Brasileirão com 28 desarmes (0)
- 16:51: RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados (0)
- 16:32: O CRAQUE VOLTOU! Camisa 10 do Corinthians retorna e acirra disputa no ataque do Corinthians (0)
- 16:32: RESPOSTA DO ESTAFE! Bidon fica ou sai? Agente do meia da resposta sobre possível saída (0)
- 15:30: Corinthians reforça laços com a Conmebol e se prepara para batalhas na Libertadores masculina e feminina (0)
- 14:29: BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas (0)
- 13:16: Memphis Depay volta a desfalcar treino com dores no tornozelo (0)
- 12:31: Dirigentes do Corinthians se reunem com presidente da Conmebol no Paraguai (0)
- 10:28: Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena (0)
- 09:08: Incidente com Neymar e criança pode gerar multa pesada ao Corinthians (0)
- 07:08: Aproveitamento do Corinthians despenca sem Yuri Alberto em 2026 (0)
- 07:08: Equipe europeia sinaliza proposta de até R$120 milhões de reais por Breno Bidon (0)
- 04:08: REFORMULAÇÃO: Corinthians volta ao Movimento de Clubes Formadores e reestrutura base (0)



Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena
LEMBRA DELE? Ex-Corinthians vive luta contra as drogas após aposentadoria
Time Europeu anuncia contratação por empréstimo de atacante do Corinthians
RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados
BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas
ESCÂNDALO INTERNO: Promotor revela que Neo Química Arena pode estar 100% quitada
250 MILHÕES IRREGULARES? Investigação pode revelar irregularidade astronômica na Arena Corinthians
BOMBA: Osmar Stabile estuda manobra política para concorrer a presidência do Corinthians
REVOLTANTE! Hostilização de garoto com camisa de Neymar gera repúdio da Gaviões da Fiel
TRANSFERBAN PREOCUPA! Crise financeira: Corinthians lida com dívida de 17 milhões com rival