9/3/2019 17:41
VEJA TAMBÉM
- Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians
- Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores
- RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A
Notícias mais lidas
#RespeitaAsMinas: Movimento Alvinegras derruba a velha barreira divisão de arquibancadas entre "eles" e "elas"
A executiva Glaucia Tremura conta como o grupo pode fazer diferença na vida das mulheres
Rua Doutor Luís Aires, 1970. Neste endereço em um bar, antigo “Adega Alvim”, dez mulheres conversavam sobre futebol, com uma paixão em comum: o Corinthians. Elas adotaram um ritual: antes das partidas na Arena, combinavam de se encontrar por lá e seguiam para o estádio.
LEIA TAMBÉM: [ENQUETE] O Corinthians deveria desistir da contratação de Arana?
A diretora comercial Glaucia Tremura, 42 anos, participa deste grupo, que surgiu há três anos. Hoje ela e as amigas são administradoras do “Movimento Alvinegras” e o que era apenas um encontro informal, desde outubro de 2018, tomou uma dimensão maior. “A Alana (uma das amigas) teve a ideia de criar o movimento para a gente desmitificar este ambiente, considerado masculino. Muitas mulheres sempre quiseram frequentar, mas tinham medo de violência e assédio”, contou.
Elas divulgaram nas redes sociais esta ideia e a aceitação foi enorme, algo que, confessam, não esperavam. Em cinco meses, foram criados 12 grupos de conversa na internet, liderados pelas amigas, que já atingem todo o país, com mais de mil integrantes femininas.
“O objetivo maior é auxiliá-las na ida à Arena e compra de ingressos. Nós as buscamos nos pontos de encontro (normalmente nas estações de metrô) e então seguimos a pé juntas”, disse.

Glaucia lamenta que o assunto futebol ainda seja um tabu. “Dificilmente sofremos assédio, mas ainda há muito preconceito, no geral.” A executiva coloca um debate no ar. “Por que os homens não são questionados o porque torcem? Eles torcem e a frase tem ponto final. Nós mulheres precisamos explicar, vem sempre uma pergunta na sequência”. Ela diz que é comum que sejam desafiadas a mostrar o domínio sobre o assunto. “Perguntam para a gente o que é impedimento, por exemplo... Homem não precisa responder coisas deste tipo para ser aceito”, falou.
“É comum perguntarem também se somos corinthianas porque vem de família. Eu costumo responder que quem é corinthiano nasce corinthiano, não se torna”.
Entre elas, o papo é sobre a situação do time, contratações, desempenho dos jogadores, esquema tático, críticas, muitas críticas... “Coitado do Carille, nós nos achamos técnicas”, diverte-se. “Temos um jeito apaixonado de torcer, xingamos e nos emocionamos como qualquer homem naquelas arquibancadas”.
Neste tempo já são muitas histórias, que aconteceram desde o bar em Artur Alvim, até fora do Brasil. Muitas acompanham o elenco em competições internacionais. Glaucia resolveu “importar” alguns torcedores. “Meu chefe é mexicano e quando vem para cá pede para que eu o leve na minha segunda casa. Ficou apaixonado pelo time e pela Arena”.
O movimento Alvinegras quer trazer mais e mais pessoas para o estádio. Incentivar mulheres e também homens, por que não?
“Ouvimos relatos muito lindos. Recebemos um e-mail de uma torcedora que sofreu agressões num relacionamento durante muitos anos e tinha medo de tudo. Nós a apoiamos e ela passou a frequentar a Arena. Este incentivo deu à ela uma força de viver”. No fim, o que vale é a grande paixão pelo Corinthians na mesa de bar, em casa com os filhos, nos estádios, no lugar que quiserem, independentemente de gênero.
Corinthians,Mulheres,#RespeitaAsMinas
LEIA TAMBÉM: [ENQUETE] O Corinthians deveria desistir da contratação de Arana?
A diretora comercial Glaucia Tremura, 42 anos, participa deste grupo, que surgiu há três anos. Hoje ela e as amigas são administradoras do “Movimento Alvinegras” e o que era apenas um encontro informal, desde outubro de 2018, tomou uma dimensão maior. “A Alana (uma das amigas) teve a ideia de criar o movimento para a gente desmitificar este ambiente, considerado masculino. Muitas mulheres sempre quiseram frequentar, mas tinham medo de violência e assédio”, contou.
Elas divulgaram nas redes sociais esta ideia e a aceitação foi enorme, algo que, confessam, não esperavam. Em cinco meses, foram criados 12 grupos de conversa na internet, liderados pelas amigas, que já atingem todo o país, com mais de mil integrantes femininas.
“O objetivo maior é auxiliá-las na ida à Arena e compra de ingressos. Nós as buscamos nos pontos de encontro (normalmente nas estações de metrô) e então seguimos a pé juntas”, disse.

Glaucia lamenta que o assunto futebol ainda seja um tabu. “Dificilmente sofremos assédio, mas ainda há muito preconceito, no geral.” A executiva coloca um debate no ar. “Por que os homens não são questionados o porque torcem? Eles torcem e a frase tem ponto final. Nós mulheres precisamos explicar, vem sempre uma pergunta na sequência”. Ela diz que é comum que sejam desafiadas a mostrar o domínio sobre o assunto. “Perguntam para a gente o que é impedimento, por exemplo... Homem não precisa responder coisas deste tipo para ser aceito”, falou.
“É comum perguntarem também se somos corinthianas porque vem de família. Eu costumo responder que quem é corinthiano nasce corinthiano, não se torna”.
Entre elas, o papo é sobre a situação do time, contratações, desempenho dos jogadores, esquema tático, críticas, muitas críticas... “Coitado do Carille, nós nos achamos técnicas”, diverte-se. “Temos um jeito apaixonado de torcer, xingamos e nos emocionamos como qualquer homem naquelas arquibancadas”.
Neste tempo já são muitas histórias, que aconteceram desde o bar em Artur Alvim, até fora do Brasil. Muitas acompanham o elenco em competições internacionais. Glaucia resolveu “importar” alguns torcedores. “Meu chefe é mexicano e quando vem para cá pede para que eu o leve na minha segunda casa. Ficou apaixonado pelo time e pela Arena”.
O movimento Alvinegras quer trazer mais e mais pessoas para o estádio. Incentivar mulheres e também homens, por que não?
“Ouvimos relatos muito lindos. Recebemos um e-mail de uma torcedora que sofreu agressões num relacionamento durante muitos anos e tinha medo de tudo. Nós a apoiamos e ela passou a frequentar a Arena. Este incentivo deu à ela uma força de viver”. No fim, o que vale é a grande paixão pelo Corinthians na mesa de bar, em casa com os filhos, nos estádios, no lugar que quiserem, independentemente de gênero.
Corinthians,Mulheres,#RespeitaAsMinas
VEJA TAMBÉM
- Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians
- Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores
- RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A
Postado por
Leonardo Pierrotti
-
3432 visitas - Fonte: Site Oficial
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
-
4/9/2026
- 10:48: Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians (0)
- 09:48: Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores (0)
- 07:08: RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A (0)
- 05:09: Ministério Público investiga divergência de R$ 255 milhões no financiamento da Neo Química Arena (0)
-
3/9/2026
- 20:52: Crise financeira do Corinthians se agrava com déficit de R$ 246 milhões e adiamento orçamentário (0)
- 19:51: Dívidas em alta: Corinthians antecipa patrocínio, mas basquete e futebol feminino seguem com pendências (0)
- 18:32: Memphis retorna aos treinos e pode ser chave para Corinthians no duelo decisivo contra Chape (0)
- 18:32: VOANDO! Raniele brilha no Corinthians e se torna o pilar defensivo do Brasileirão com 28 desarmes (0)
- 16:51: RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados (0)
- 16:32: O CRAQUE VOLTOU! Camisa 10 do Corinthians retorna e acirra disputa no ataque do Corinthians (0)
- 16:32: RESPOSTA DO ESTAFE! Bidon fica ou sai? Agente do meia da resposta sobre possível saída (0)
- 15:30: Corinthians reforça laços com a Conmebol e se prepara para batalhas na Libertadores masculina e feminina (0)
- 14:29: BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas (0)
- 13:16: Memphis Depay volta a desfalcar treino com dores no tornozelo (0)
- 12:31: Dirigentes do Corinthians se reunem com presidente da Conmebol no Paraguai (0)
- 10:28: Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena (0)
- 09:08: Incidente com Neymar e criança pode gerar multa pesada ao Corinthians (0)
- 07:08: Aproveitamento do Corinthians despenca sem Yuri Alberto em 2026 (0)
- 07:08: Equipe europeia sinaliza proposta de até R$120 milhões de reais por Breno Bidon (0)
- 04:08: REFORMULAÇÃO: Corinthians volta ao Movimento de Clubes Formadores e reestrutura base (0)



LEMBRA DELE? Ex-Corinthians vive luta contra as drogas após aposentadoria
Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena
Time Europeu anuncia contratação por empréstimo de atacante do Corinthians
RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados
BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas
ESCÂNDALO INTERNO: Promotor revela que Neo Química Arena pode estar 100% quitada
250 MILHÕES IRREGULARES? Investigação pode revelar irregularidade astronômica na Arena Corinthians
BOMBA: Osmar Stabile estuda manobra política para concorrer a presidência do Corinthians
REVOLTANTE! Hostilização de garoto com camisa de Neymar gera repúdio da Gaviões da Fiel
TRANSFERBAN PREOCUPA! Crise financeira: Corinthians lida com dívida de 17 milhões com rival
Vai Corinthians e Corinthianas