14/2/2017 07:27
VEJA TAMBÉM
- Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians
- Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores
- RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A
Notícias mais lidas
Ele fez um gol contra, salvou o Corinthians e virou andarilho do futebol
A bola que insistentemente rondava a área do Remo na noite de 9 de abril de 1996 já não parecia mais levar perigo ao time paraense nos minutos finais da partida contra o Corinthians. Parecia. Numa fração de segundo, um chute atabalhoado do atacante Castor culminou em um gol contra antológico.
Os 32 mil torcedores presentes ao Estádio Mangueirão, em Belém, assistiram à eliminação da equipe da casa. O Corinthians, salvo pelo improvável lance, conseguiu a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Depois de quase 21 anos, os times podem se reencontrar na competição nacional - basta o Remo empatar com o Brusque na próxima quinta-feira, em Santa Catarina (o time paulista venceu a Caldense na estreia e aguarda o adversário da segunda fase).
A reportagem do UOL Esporte foi atrás do principal personagem daquela partida. E constatou que o ex-jogador Castor teve uma mudança de trajetória no futebol por causa do gol contra marcado a favor do Corinthians.
Em negociação com o Grêmio de Luiz Felipe Scolari, segundo suas palavras, Castor viu a iminente transferência ser descartada. Depois, rodou pelo mundo jogando futebol, aventurou-se na Coreia do Sul e defendeu mais de 15 clubes no Brasil até encerrar a carreira aos 35 anos.
"Tinha 23 anos, era um dos mais jovens do elenco. Sofri muita pressão por ter feito aquele gol contra. Eu estava com tudo certo para ir para o Grêmio. Falaram com o Felipão e o Fábio Koff (ex-presidente do clube gaúcho). Ganharia R$ 9 mil. Tinha acertado tudo, mas infelizmente, com o gol contra, acabei não indo. Entendi a situação e fiquei no Remo", disse Castor, conformado.
O ex-jogador, hoje com 44 anos, ainda mora em Belém e trabalha na área administrativa da Polícia Civil do Pará. Antes, nos primeiros anos após abandonar os gramados, Castor trabalhou no comércio de rações para cachorro e gás de cozinha.
O erro fatal
Passadas duas décadas, Castor ainda tem os detalhes do gol contra vivos na memória. Na ocasião, o Corinthians precisava de um gol para se classificar depois de o Remo abrir o placar no primeiro tempo - no jogo de ida, em Sorocaba, os times empataram sem gol, com direito a pênalti perdido por Edmundo.
O lance era provavelmente o último da partida. Depois de um chute fraco e torto fora da área, a bola sobrou limpa para o volante Bernardo, que bateu mascado para o gol. No rebote, Castor entrou em ação.
"A bola quicou no gramado e saiu de mim. Nessa hora eu chutei com o efeito ao contrário da bola. Era 47 minutos já. Tanto que os diretores invadiram o campo depois porque não precisava de acréscimo", relembrou o camisa 16 do Remo no duelo.
No vestiário, as lágrimas
Castor admite que foi às lágrimas no vestiário do Mangueirão. Houve um pedido de desculpas coletivo. Embora tenha tirado o Remo das quartas da Copa do Brasil, o grupo de jogadores não o culpou, tampouco o treinador Waldemar Carabina.
"Acabou o jogo e entrei no vestiário chorando. Pedi desculpas para o grupo, mas o Carabina não botou a culpa em mim. Ele botou a culpa em outro jogador, o Zedivan, que perdeu um gol sozinho no jogo em São Paulo", ressaltou Castor, que recebeu o apoio de Edmundo e Marcelinho ainda no gramado.
"Eles falaram comigo, me deram uma força. Disseram que isso acontecia, que fazia parte do futebol e que era normal. Pediram para eu levantar a cabeça e que poderia acontecer com qualquer um. Recebi apoio deles", disse.
Castor foi novamente escalado dois dias depois em um jogo do Campeonato Paraense. E marcou um dos gols da vitória do Remo por 6 a 0. "Ele (Carabina) gostava muito mim. Todo mundo gostava de mim, eu trabalhava bastante e não era mala, todo mundo era unido", continuou o ex-atacante, que não escapou das brincadeiras nas semanas seguintes: "No treino de chute a gol falavam que eu tinha de chutar para frente."
Andarilho
Castor precisou lidar com a pressão da imprensa local e dos torcedores do Remo para continuar atuando no clube. "No dia seguinte passei a manhã atendendo telefone, eram jornalistas de todo o Brasil. Expliquei que queria ajudar, queria chutar a bola para escanteio e peguei errado nela. À tarde foi a reapresentação e tinha muita gente da imprensa atrás de mim", disse.
O ex-jogador fez parte da campanha do tetracampeonato estadual da equipe e do sétimo lugar na Série B do Brasileiro. No fim de 1996, achou melhor respirar outros ares, a fim de escapar da perseguição.
"Surgiu no fim do ano uma oportunidade de ir para a Coreia. Fui para lá porque queria ir embora e sair da pressão da torcida. Jogava uma partida mal e lembravam do gol contra. Quis sair", contou.
Depois que voltou ao Brasil, Castor acertou com o Iraty, do Paraná. Em seguida, começou a jogar em diversas partes do Brasil. "Joguei na Bahia, Amapá, Roraima, Amazonas. Depois rodei aqui em Belém. Joguei em 16 clubes, mas nunca mais joguei no Remo. Encerrei a carreira aos 35 anos", destacou Castor.
Com a possibilidade de um novo confronto entre Corinthians e Remo na Copa do Brasil, Castor diz que não sabe como vai reagir - a partida seria novamente disputada no Mangueirão. "Estou esperando o momento, ainda não pensei muito nisso. Vamos ver o que vou sentir na hora. Talvez eu vá lá", ressaltou.
Os 32 mil torcedores presentes ao Estádio Mangueirão, em Belém, assistiram à eliminação da equipe da casa. O Corinthians, salvo pelo improvável lance, conseguiu a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Depois de quase 21 anos, os times podem se reencontrar na competição nacional - basta o Remo empatar com o Brusque na próxima quinta-feira, em Santa Catarina (o time paulista venceu a Caldense na estreia e aguarda o adversário da segunda fase).
A reportagem do UOL Esporte foi atrás do principal personagem daquela partida. E constatou que o ex-jogador Castor teve uma mudança de trajetória no futebol por causa do gol contra marcado a favor do Corinthians.
Em negociação com o Grêmio de Luiz Felipe Scolari, segundo suas palavras, Castor viu a iminente transferência ser descartada. Depois, rodou pelo mundo jogando futebol, aventurou-se na Coreia do Sul e defendeu mais de 15 clubes no Brasil até encerrar a carreira aos 35 anos.
"Tinha 23 anos, era um dos mais jovens do elenco. Sofri muita pressão por ter feito aquele gol contra. Eu estava com tudo certo para ir para o Grêmio. Falaram com o Felipão e o Fábio Koff (ex-presidente do clube gaúcho). Ganharia R$ 9 mil. Tinha acertado tudo, mas infelizmente, com o gol contra, acabei não indo. Entendi a situação e fiquei no Remo", disse Castor, conformado.
O ex-jogador, hoje com 44 anos, ainda mora em Belém e trabalha na área administrativa da Polícia Civil do Pará. Antes, nos primeiros anos após abandonar os gramados, Castor trabalhou no comércio de rações para cachorro e gás de cozinha.
O erro fatal
Passadas duas décadas, Castor ainda tem os detalhes do gol contra vivos na memória. Na ocasião, o Corinthians precisava de um gol para se classificar depois de o Remo abrir o placar no primeiro tempo - no jogo de ida, em Sorocaba, os times empataram sem gol, com direito a pênalti perdido por Edmundo.
O lance era provavelmente o último da partida. Depois de um chute fraco e torto fora da área, a bola sobrou limpa para o volante Bernardo, que bateu mascado para o gol. No rebote, Castor entrou em ação.
"A bola quicou no gramado e saiu de mim. Nessa hora eu chutei com o efeito ao contrário da bola. Era 47 minutos já. Tanto que os diretores invadiram o campo depois porque não precisava de acréscimo", relembrou o camisa 16 do Remo no duelo.
No vestiário, as lágrimas
Castor admite que foi às lágrimas no vestiário do Mangueirão. Houve um pedido de desculpas coletivo. Embora tenha tirado o Remo das quartas da Copa do Brasil, o grupo de jogadores não o culpou, tampouco o treinador Waldemar Carabina.
"Acabou o jogo e entrei no vestiário chorando. Pedi desculpas para o grupo, mas o Carabina não botou a culpa em mim. Ele botou a culpa em outro jogador, o Zedivan, que perdeu um gol sozinho no jogo em São Paulo", ressaltou Castor, que recebeu o apoio de Edmundo e Marcelinho ainda no gramado.
"Eles falaram comigo, me deram uma força. Disseram que isso acontecia, que fazia parte do futebol e que era normal. Pediram para eu levantar a cabeça e que poderia acontecer com qualquer um. Recebi apoio deles", disse.
Castor foi novamente escalado dois dias depois em um jogo do Campeonato Paraense. E marcou um dos gols da vitória do Remo por 6 a 0. "Ele (Carabina) gostava muito mim. Todo mundo gostava de mim, eu trabalhava bastante e não era mala, todo mundo era unido", continuou o ex-atacante, que não escapou das brincadeiras nas semanas seguintes: "No treino de chute a gol falavam que eu tinha de chutar para frente."
Andarilho
Castor precisou lidar com a pressão da imprensa local e dos torcedores do Remo para continuar atuando no clube. "No dia seguinte passei a manhã atendendo telefone, eram jornalistas de todo o Brasil. Expliquei que queria ajudar, queria chutar a bola para escanteio e peguei errado nela. À tarde foi a reapresentação e tinha muita gente da imprensa atrás de mim", disse.
O ex-jogador fez parte da campanha do tetracampeonato estadual da equipe e do sétimo lugar na Série B do Brasileiro. No fim de 1996, achou melhor respirar outros ares, a fim de escapar da perseguição.
"Surgiu no fim do ano uma oportunidade de ir para a Coreia. Fui para lá porque queria ir embora e sair da pressão da torcida. Jogava uma partida mal e lembravam do gol contra. Quis sair", contou.
Depois que voltou ao Brasil, Castor acertou com o Iraty, do Paraná. Em seguida, começou a jogar em diversas partes do Brasil. "Joguei na Bahia, Amapá, Roraima, Amazonas. Depois rodei aqui em Belém. Joguei em 16 clubes, mas nunca mais joguei no Remo. Encerrei a carreira aos 35 anos", destacou Castor.
Com a possibilidade de um novo confronto entre Corinthians e Remo na Copa do Brasil, Castor diz que não sabe como vai reagir - a partida seria novamente disputada no Mangueirão. "Estou esperando o momento, ainda não pensei muito nisso. Vamos ver o que vou sentir na hora. Talvez eu vá lá", ressaltou.
VEJA TAMBÉM
- Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians
- Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores
- RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A
Postado por
Ana Alice Riberio
-
59760 visitas - Fonte: Uol Esporte
Mais notícias do Corinthians
Notícias de contratações do TimãoNotícias mais lidas
Últimas notícias
-
4/9/2026
- 10:48: Justiça mantém ação penal contra vice-presidente do Corinthians (0)
- 09:48: Yuri Alberto sofre complicação na coxa e deve desfalcar o Corinthians na Libertadores (0)
- 07:08: RETORNO DO TRIO? Diniz cogita reativar ataque com 66% de aproveitamento na Série A (0)
- 05:09: Ministério Público investiga divergência de R$ 255 milhões no financiamento da Neo Química Arena (0)
-
3/9/2026
- 20:52: Crise financeira do Corinthians se agrava com déficit de R$ 246 milhões e adiamento orçamentário (0)
- 19:51: Dívidas em alta: Corinthians antecipa patrocínio, mas basquete e futebol feminino seguem com pendências (0)
- 18:32: Memphis retorna aos treinos e pode ser chave para Corinthians no duelo decisivo contra Chape (0)
- 18:32: VOANDO! Raniele brilha no Corinthians e se torna o pilar defensivo do Brasileirão com 28 desarmes (0)
- 16:51: RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados (0)
- 16:32: O CRAQUE VOLTOU! Camisa 10 do Corinthians retorna e acirra disputa no ataque do Corinthians (0)
- 16:32: RESPOSTA DO ESTAFE! Bidon fica ou sai? Agente do meia da resposta sobre possível saída (0)
- 15:30: Corinthians reforça laços com a Conmebol e se prepara para batalhas na Libertadores masculina e feminina (0)
- 14:29: BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas (0)
- 13:16: Memphis Depay volta a desfalcar treino com dores no tornozelo (0)
- 12:31: Dirigentes do Corinthians se reunem com presidente da Conmebol no Paraguai (0)
- 10:28: Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena (0)
- 09:08: Incidente com Neymar e criança pode gerar multa pesada ao Corinthians (0)
- 07:08: Aproveitamento do Corinthians despenca sem Yuri Alberto em 2026 (0)
- 07:08: Equipe europeia sinaliza proposta de até R$120 milhões de reais por Breno Bidon (0)
- 04:08: REFORMULAÇÃO: Corinthians volta ao Movimento de Clubes Formadores e reestrutura base (0)



LEMBRA DELE? Ex-Corinthians vive luta contra as drogas após aposentadoria
Caixa se manifesta e garante regularidade no financiamento da Neo Química Arena
Time Europeu anuncia contratação por empréstimo de atacante do Corinthians
RETORNO NO ATAQUE! Corinthians ganha reforço e atacante se aproxima do retorno aos gramados
BIDON SAI POR 150 MILHÕES? Corinthians acelera negociação do meia e pede alto pra equlibrar as contas
ESCÂNDALO INTERNO: Promotor revela que Neo Química Arena pode estar 100% quitada
250 MILHÕES IRREGULARES? Investigação pode revelar irregularidade astronômica na Arena Corinthians
BOMBA: Osmar Stabile estuda manobra política para concorrer a presidência do Corinthians
REVOLTANTE! Hostilização de garoto com camisa de Neymar gera repúdio da Gaviões da Fiel
TRANSFERBAN PREOCUPA! Crise financeira: Corinthians lida com dívida de 17 milhões com rival
E esse time do Remo é valente tem jogadores de qualidade por lá, se for o Remo mesmo o adversário e o jogo for lá em Belém vai ser embassado!!!
VOCÊ QUE NÃO ESTÁ SATISFEITO COM SUA OPERADORA DE TV.<br />ESTÁ PAGANDO CARO E TENDO POUCOS CANAIS.<br />NÓS TEMOS SOLUÇÃO <br />QUALQUER LUGAR DO BRASIL <br />INFORMAÇÕES NO WHATSAPP 11949348549