7/6/2016 08:01
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Graduados da bola: apenas 14 atletas da Série A alcançam ensino superior
Levantamento mostra que pouco mais de 2% dos jogadores da primeira divisão se formaram, estão cursando ou chegaram a estudar em instituições de ensino superior
Escolher uma carreira bem-sucedida, cursar uma universidade e conseguir um bom emprego. Muitas famílias investem tudo o que podem em anos de estudos para a boa formação de seus filhos. Mas há uma classe que segue um caminho alternativo e alcança sucesso e dinheiro rapidamente. Os jogadores de futebol dos grandes clubes costumam ter remunerações elevadas, mas no campo dos livros a adesão é bem pequena.
Com o início do Campeonato Brasileiro, o GloboEsporte.com consultou os 20 clubes da Série A para descobrir quais são os "Graduados da Bola" na elite nacional. Mais de 600 atletas disputam a principal competição nacional, e apenas 14 chegaram ao ensino superior - pouco mais de 2% do montante total (quando foi feita a consulta, o zagueiro Igor Rabello, que cursa educação física, estava no Botafogo, mas ele em seguida foi emprestado para o Náutico).
Mesmo assim, uma parte teve que abandonar os estudos - apenas seis conseguiram concluir o curso escolhido. Uma justificativa habitual para a desistência é a dificuldade em conciliar a carga de treinos, jogos e concentrações com os estudos.
Mas outros insistiram na tentativa de ter uma formação acadêmica melhor. É o caso do zagueiro Paulo André, do Atlético-PR, o único a se aventurar em duas formações superiores diferentes - é graduado em Educação Física e está cursando Administração. Apesar da persistência, o jogador considera muito complicado conciliar os estudos com a carreira de atleta.
– Acredito que a conciliação é muito difícil tanto na formação, devido à vida de alojamento, quanto durante a carreira profissional, devido ao insano calendário de jogos e viagens. Há de se ter muita força de vontade para conseguir concluir os cursos e ter uma vida normal fora dos gramados. Penso que a cognição e a inteligência de jogo, mais do que a educação formal, são fundamentais para o atleta de alto rendimento no futebol que se pretende jogar hoje. Por isso, todo conhecimento adquirido é enriquecedor e contribui com o desempenho
As áreas escolhidas pelos boleiros das universidades não variam tanto. Os cursos de Educação Física, Administração e Direito são os mais comuns aos jogadores. Outra coincidência é que os goleiros aparecem mais vezes nesse universo. Dos 14 jogadores da Série A que são formados, fazem curso superior ou trancaram a faculdade, seis vestem a "camisa 1" - são os casos de Victor (Atlético-MG), Danilo Fernandes (Inter), Fernando Miguel (Vitória), Daniel (Flamengo), Gabriel Gasparotto (Santos) e Rafael (Cruzeiro).
Em relação aos demais trabalhadores do país, que já apresentam um número pequeno de adesão aos cursos superiores, a classe dos boleiros mostra uma realidade que retrata a necessidade de fazer uma opção entre os campos ou os livros. Jovens investem cada vez mais cedo no sonho do futebol, mas muitos ficam pelo caminho e perdem o foco nos estudos.
Clubes como Atlético-MG e Cruzeiro têm parcerias com escolas para os integrantes das categorias de base, porém, mesmo assim, o anseio em ser famoso no esporte divide a atenção dos garotos. E o resultado é que eles formam uma classe muito aquém da média nacional. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2015, 16% dos trabalhadores brasileiros têm ensino superior completo.
Com o início do Campeonato Brasileiro, o GloboEsporte.com consultou os 20 clubes da Série A para descobrir quais são os "Graduados da Bola" na elite nacional. Mais de 600 atletas disputam a principal competição nacional, e apenas 14 chegaram ao ensino superior - pouco mais de 2% do montante total (quando foi feita a consulta, o zagueiro Igor Rabello, que cursa educação física, estava no Botafogo, mas ele em seguida foi emprestado para o Náutico).
Mesmo assim, uma parte teve que abandonar os estudos - apenas seis conseguiram concluir o curso escolhido. Uma justificativa habitual para a desistência é a dificuldade em conciliar a carga de treinos, jogos e concentrações com os estudos.
Mas outros insistiram na tentativa de ter uma formação acadêmica melhor. É o caso do zagueiro Paulo André, do Atlético-PR, o único a se aventurar em duas formações superiores diferentes - é graduado em Educação Física e está cursando Administração. Apesar da persistência, o jogador considera muito complicado conciliar os estudos com a carreira de atleta.
– Acredito que a conciliação é muito difícil tanto na formação, devido à vida de alojamento, quanto durante a carreira profissional, devido ao insano calendário de jogos e viagens. Há de se ter muita força de vontade para conseguir concluir os cursos e ter uma vida normal fora dos gramados. Penso que a cognição e a inteligência de jogo, mais do que a educação formal, são fundamentais para o atleta de alto rendimento no futebol que se pretende jogar hoje. Por isso, todo conhecimento adquirido é enriquecedor e contribui com o desempenho
As áreas escolhidas pelos boleiros das universidades não variam tanto. Os cursos de Educação Física, Administração e Direito são os mais comuns aos jogadores. Outra coincidência é que os goleiros aparecem mais vezes nesse universo. Dos 14 jogadores da Série A que são formados, fazem curso superior ou trancaram a faculdade, seis vestem a "camisa 1" - são os casos de Victor (Atlético-MG), Danilo Fernandes (Inter), Fernando Miguel (Vitória), Daniel (Flamengo), Gabriel Gasparotto (Santos) e Rafael (Cruzeiro).
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Clubes como Atlético-MG e Cruzeiro têm parcerias com escolas para os integrantes das categorias de base, porém, mesmo assim, o anseio em ser famoso no esporte divide a atenção dos garotos. E o resultado é que eles formam uma classe muito aquém da média nacional. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2015, 16% dos trabalhadores brasileiros têm ensino superior completo.
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Postado por Marcos - 3906 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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