20/2/2016 08:33
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Família de Kevin ainda espera por renda de amistoso: 'Uma armação'
Morto em 2013 durante jogo do Corinthians na Bolívia, garoto de 14 anos teve jogo de seleções em sua homenagem. Pai diz que nunca foi procurado por autoridades
Pais do garoto Kevin Espada, Carola Beltrán Espada e Limbert Beltrán (Foto: Leandro Canônico)
Três anos depois, a família de Kevin Douglas Beltrán Espada não só mantém a dor da perda de um garoto de 14 anos como também a indignação por não ter tido apoio das entidades envolvidas na morte do torcedor do San José, de Oruro, no já distante 20 de fevereiro de 2013.
Kevin foi atingido no rosto por um sinalizador naval durante o primeiro tempo da partida válida pela Libertadores daquele ano. O artefato foi atirado da arquibancada reservada aos corintianos.
Limbert Beltrán diz não ter recebido até hoje qualquer valor referente à renda de um amistoso entre Brasil e Bolívia, em 6 de abril daquele ano, originalmente destinado a arrecadar fundos para a família do garoto. O Corinthians, que enfrentou o San José naquela noite, também não se responsabilizou pela morte.
A renda foi de aproximadamente 3 milhões de pesos bolivianos (cerca de R$ 1,7 milhão na cotação atual). Dinheiro suficiente para fazer a família de Kevin reconstruir a vida em Cochabamba, cidade onde o garoto morava.
– Não recebemos um centavo sequer da Federação ou de qualquer outra entidade. Fizeram um circo com meu filho, mas a verdade é que tudo não passou de uma armação. Estamos refazendo nossa vida sem a ajuda de ninguém – afirmou Limbert.
A situação da família de Kevin poderia ter melhorado em julho de 2015, quando dois dirigentes da Federação Boliviana de Futebol foram presos por corrupção e desvio da renda daquele jogo – o presidente Carlos Chávez e o secretário Alberto Lozada. Chávez também está envolvido no megaescândalo de corrupção que atingiu a Fifa no ano passado.
Eles não pensam nas pessoas – disse o pai de Kevin, lacônico.
Limbert Beltrán ainda vive em Cochabamba com a família e tenta dar força à família. A única ajuda recebida nos três anos foi uma doação de US$ 50 mil feita pelo Corinthians, ainda em 2013. Nada que amenizasse a dor do pai de Kevin Espada.
– A vida do meu filho vale muito mais do que isso. O dinheiro, na verdade, nem é o problema. A impunidade é que nos deixa tristes até hoje – destacou Limbert.
No futebol boliviano, a segurança pouco mudou desde a morte de Kevin. Apesar de ter proibido oficialmente o uso de sinalizadores dias depois da tragédia, a Federação Boliviana de Futebol não tem fiscalizado com atenção o cumprimento da lei.
Em 2016, o clube local não disputa a Libertadores e frequenta as últimas posições da tabela do Campeonato Boliviano. Limbert nem quer saber dos jogos do San José. O time de Oruro, antes motivo de alegria, é lembrado com resignação a cada aniversário da perda do filho.
Kevin Espada, torcedor boliviano morto ao ser atingido por sinalizador (Foto: Reprodução SporTV)
Três anos depois, a família de Kevin Douglas Beltrán Espada não só mantém a dor da perda de um garoto de 14 anos como também a indignação por não ter tido apoio das entidades envolvidas na morte do torcedor do San José, de Oruro, no já distante 20 de fevereiro de 2013.
Kevin foi atingido no rosto por um sinalizador naval durante o primeiro tempo da partida válida pela Libertadores daquele ano. O artefato foi atirado da arquibancada reservada aos corintianos.
Limbert Beltrán diz não ter recebido até hoje qualquer valor referente à renda de um amistoso entre Brasil e Bolívia, em 6 de abril daquele ano, originalmente destinado a arrecadar fundos para a família do garoto. O Corinthians, que enfrentou o San José naquela noite, também não se responsabilizou pela morte.
A renda foi de aproximadamente 3 milhões de pesos bolivianos (cerca de R$ 1,7 milhão na cotação atual). Dinheiro suficiente para fazer a família de Kevin reconstruir a vida em Cochabamba, cidade onde o garoto morava.
– Não recebemos um centavo sequer da Federação ou de qualquer outra entidade. Fizeram um circo com meu filho, mas a verdade é que tudo não passou de uma armação. Estamos refazendo nossa vida sem a ajuda de ninguém – afirmou Limbert.
A situação da família de Kevin poderia ter melhorado em julho de 2015, quando dois dirigentes da Federação Boliviana de Futebol foram presos por corrupção e desvio da renda daquele jogo – o presidente Carlos Chávez e o secretário Alberto Lozada. Chávez também está envolvido no megaescândalo de corrupção que atingiu a Fifa no ano passado.
Eles não pensam nas pessoas – disse o pai de Kevin, lacônico.
Limbert Beltrán ainda vive em Cochabamba com a família e tenta dar força à família. A única ajuda recebida nos três anos foi uma doação de US$ 50 mil feita pelo Corinthians, ainda em 2013. Nada que amenizasse a dor do pai de Kevin Espada.
– A vida do meu filho vale muito mais do que isso. O dinheiro, na verdade, nem é o problema. A impunidade é que nos deixa tristes até hoje – destacou Limbert.
No futebol boliviano, a segurança pouco mudou desde a morte de Kevin. Apesar de ter proibido oficialmente o uso de sinalizadores dias depois da tragédia, a Federação Boliviana de Futebol não tem fiscalizado com atenção o cumprimento da lei.
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Postado por
Roberta Klesia Goes de Oliveira
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16827 visitas - Fonte: Globo Esporte
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