6/1/2016 09:50
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Liderança, gols, entrosamento... O que o Corinthians perde sem "Renadson"
Após Jadson, Timão fica perto de negociar transferência de Renato Augusto para o futebol chinês. Sem a dupla, Tite terá trabalho para reagrupar time na Libertadores
Jadson e Renato Augusto lideraram o Timão na conquista do hexa (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)
A quase certa ida de Renato Augusto para o Beijing Gouan, da China, completa a série de acontecimentos que talvez nem o mais pessimista corintiano esperasse ver no início de 2016. Sem o melhor jogador do Campeonato Brasileiro, o Corinthians se desfaz da dupla “Renadson”, principal responsável pelo hexacampeonato nacional da equipe alvinegra. Quem perde: torcida, Tite e o clube que espera fazer bom papel na Taça Libertadores.
Ainda em dezembro, Jadson foi negociado com o Tianjin Quanjian, da segunda divisão chinesa, enquanto Renato aguardava proposta para renovar com o Timão. Sem a oferta em mãos, ouviu uma sondagem do Schalke 04, da Alemanha, recusou a investida, mas não pôde recusar os R$ 2 milhões mensais oferecidos pelos chineses.
Sem a dupla, o Corinthians prevê uma série de perdas esportivas, cinco delas listadas abaixo pelo GloboEsporte.com. O único ganho é financeiro: com as fatias de direitos econômicos da dupla, o Timão deve receber aproximadamente R$ 23,3 milhões (R$ 17 milhões por Renato e outros R$ 6,3 milhões por Jadson).
Confira abaixo as perdas que o time terá:

Sem Jadson e Renato, o Corinthians perde os responsáveis diretos por 25% dos gols do time no último Brasileirão. O primeiro fez 13, enquanto o segundo marcou cinco vezes na campanha que resultou em 71 bolas na rede. Nas assistências, a perda é ainda maior: Jadson e Renato Augusto fizeram 40% dos passes para gols do time. Juntos, deram 18 das 46 assistências registradas pelo Timão no Brasileiro.

Ambos faziam parte da rotação de capitães promovida pelo técnico Tite, mas tinham características diferentes e complementares. Jadson foi o líder técnico, até pelos gols e assistências em quase todos os jogos. Renato, por sua vez, foi quem mais encarnou a faixa ao gritar, gesticular e representar o que a torcida queria ver em campo: muita entrega, acima de tudo. Não à toa, foi eleito melhor do Brasileiro mesmo com números mais modestos.

O técnico sempre afirmou que começou a montar a atual versão do Corinthians pelo meio-campo. Ali, o território era de Jadson, Renato e Elias. Os dois primeiros saíram, só sobrou o último – que ainda está na mira de um clube... Da China, claro. Será difícil manter o nível no setor mesmo com a chegada de Marlone e a provável contratação de Marquinhos Gabriel.

As saídas de Paolo Guerrero e Emerson Sheik deixaram os corintianos em busca de novos ídolos na atual equipe. Tite ainda é o nome mais forte, mesmo no banco de reservas, mas Jadson e Renato eram os principais candidatos à idolatria da torcida em 2016. O primeiro havia caído nas graças dos alvinegros depois de ter recusado uma proposta do mesmo futebol chinês em fevereiro. O segundo foi a combinação perfeita entre talento e garra dignos dos grandes nomes da história do clube. Jadson e Renato, inclusive, seriam os “garotos-propaganda” do clube em ações de marketing e no Torneio da Florida, que o time joga na pré-temporada.

“O maior reforço do Corinthians em 2016 será a manutenção do elenco”, dizia o presidente Roberto de Andrade no fim da temporada passada. Entrosamento leva tempo para ser conquistado, e as tabelas e movimentos quase automáticos protagonizados por Jadson e Renato terão de ser reproduzidos por outros jogadores. E rapidamente, já que a Taça Libertadores começa em pouco mais de um mês. Bruno Henrique, Rodriguinho, Marlone, Danilo e Alan Mineiro, entre outros, são as atuais opções.

Renato Augusto está indo para a China; Jadson já foi (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
A quase certa ida de Renato Augusto para o Beijing Gouan, da China, completa a série de acontecimentos que talvez nem o mais pessimista corintiano esperasse ver no início de 2016. Sem o melhor jogador do Campeonato Brasileiro, o Corinthians se desfaz da dupla “Renadson”, principal responsável pelo hexacampeonato nacional da equipe alvinegra. Quem perde: torcida, Tite e o clube que espera fazer bom papel na Taça Libertadores.
Ainda em dezembro, Jadson foi negociado com o Tianjin Quanjian, da segunda divisão chinesa, enquanto Renato aguardava proposta para renovar com o Timão. Sem a oferta em mãos, ouviu uma sondagem do Schalke 04, da Alemanha, recusou a investida, mas não pôde recusar os R$ 2 milhões mensais oferecidos pelos chineses.
Sem a dupla, o Corinthians prevê uma série de perdas esportivas, cinco delas listadas abaixo pelo GloboEsporte.com. O único ganho é financeiro: com as fatias de direitos econômicos da dupla, o Timão deve receber aproximadamente R$ 23,3 milhões (R$ 17 milhões por Renato e outros R$ 6,3 milhões por Jadson).
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Ambos faziam parte da rotação de capitães promovida pelo técnico Tite, mas tinham características diferentes e complementares. Jadson foi o líder técnico, até pelos gols e assistências em quase todos os jogos. Renato, por sua vez, foi quem mais encarnou a faixa ao gritar, gesticular e representar o que a torcida queria ver em campo: muita entrega, acima de tudo. Não à toa, foi eleito melhor do Brasileiro mesmo com números mais modestos.

O técnico sempre afirmou que começou a montar a atual versão do Corinthians pelo meio-campo. Ali, o território era de Jadson, Renato e Elias. Os dois primeiros saíram, só sobrou o último – que ainda está na mira de um clube... Da China, claro. Será difícil manter o nível no setor mesmo com a chegada de Marlone e a provável contratação de Marquinhos Gabriel.

As saídas de Paolo Guerrero e Emerson Sheik deixaram os corintianos em busca de novos ídolos na atual equipe. Tite ainda é o nome mais forte, mesmo no banco de reservas, mas Jadson e Renato eram os principais candidatos à idolatria da torcida em 2016. O primeiro havia caído nas graças dos alvinegros depois de ter recusado uma proposta do mesmo futebol chinês em fevereiro. O segundo foi a combinação perfeita entre talento e garra dignos dos grandes nomes da história do clube. Jadson e Renato, inclusive, seriam os “garotos-propaganda” do clube em ações de marketing e no Torneio da Florida, que o time joga na pré-temporada.

“O maior reforço do Corinthians em 2016 será a manutenção do elenco”, dizia o presidente Roberto de Andrade no fim da temporada passada. Entrosamento leva tempo para ser conquistado, e as tabelas e movimentos quase automáticos protagonizados por Jadson e Renato terão de ser reproduzidos por outros jogadores. E rapidamente, já que a Taça Libertadores começa em pouco mais de um mês. Bruno Henrique, Rodriguinho, Marlone, Danilo e Alan Mineiro, entre outros, são as atuais opções.

Renato Augusto está indo para a China; Jadson já foi (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
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Postado por Marcos - 3879 visitas - Fonte: Globoesporte.com
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