5/1/2016 11:28
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Bilionário e com escândalo 'à brasileira': conheça o time que quer Renato Augusto
Time do Beijing Guoan posa antes de jogo da Champions asiática, em maio de 2015
Após tirar Jadson do Corinthians por valores considerados "absursdos" pelo clube paulista, o futebol chinês também pode levar outro meia da equipe alvinegra em breve: Renato Augusto, que tem proposta milionária do Beijing Guoan.
Quantidades absurdas de dinheiro, aliás, são fato comum nesta equipe, fundada em 1951 e dona de seis títulos do Campeonato Chinês e quatro da Copa da China, já que o time é 100% controlado por um dos maiores bancos da nação asiática.
Trata-se do CITIC Group, fundado em 1979 pelo líder Deng Xiaoping, que comandou a China entre 1978 e 1992 e implantou o chamado socialismo de mercado no país. Em seu último ano fiscal, o banco apresentou receita líquida de US$ 55,33 bilhões (R$ 223,3 bilhões) e um lucro de US$ 4,72 bilhões (R$ 19 bilhões), segundo dados da Fortune.
O Beijing Guoan foi campeão pela última vez em 2009, e quer de toda forma recuperar o posto de força dominante do país, que atualmente pertence ao Guangzhou Evergrande, comandado por Luiz Felipe Scolari.
Para isso, paga salários absurdos a atletas como o atacante Kléber Pinheiro, ex-Atlético-MG, Palmeiras e Porto, e o argentino Pablo Batalla, ex-Vélez Sarsfield, além do treinador espanhol Gregorio Manzano, demitido em novembro do ano passado.
Contratar Renato Augusto é parte do plano ambicioso de fazer o troféu da liga chinesa retornar ao Estádio dos Trabalhadores, arena para 66 mil torcedores que foi reformada para os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e que é casa do time alviverde.
Antes, porém, o CITIC Group precisa resolver uma situação complicada envolvendo alguns de seus principais diretores. No final do ano passado, o estouro de um escândalo levou vários executivos importantes do banco, como o diretor-geral Cheng Boming, para a cadeira, e fez com que o presidente do conglomerado, Wang Dongming, fosse afastado pelo CEO Chang Zhenming.
De acordo com o Financial Times, os executivos estão sendo investigados pela polícia por enriquecimento ilícito e outros crimes contra o sistema financeiro.
A situação é a seguinte: com a queda das bolsas chinesas no ano passado, o Governo elegeu alguns bancos para tentar salvar o mercado de ações, entre eles o CITIC Group. Os bancos compravam ações para tentar inflar o preço e impedir mais quedas, mas alguns executivos do CITIC souberam que ações seriam essas e as compraram antes, para enriquecer com essa alta "artificial" - o que é ilegal e vem sendo combatido pelos programas anti-corrupção de Xi Jinping, atual líder da nação.

A fanática torcida do Beijing Guoan
Segundo disse uma fonte ao jornal, essa é apenas a ponta do iceberg, e outros crimes praticados por "figurões" do banco de investimentos devem ser revelados em breve: "O terremoto apenas começou", disse um diretor, que não quis se identificar.
Um verdeiro escândalo "à brasileira", nas palavras do Financial Times, já que o CITIC Group já negociou com o BTG Pactual, cujo dono, André Esteves, foi preso pela Polícia Federal em novembro por ser suspeito de planejar obstruir as investigações da "Operação Lava Jato", de acordo com a Procuradoria-Geral da República.
O banqueiro já foi o 13º homem mais rico do país.
Em 2012, inclusive, o banco chinês estudou investir US$ 10 bilhões em projetos no Brasil, nos setores de mineração, petróleo, construção, energia elétrica, cana de açúcar e ferrovias, em parceria com o BTG Pactual.
Quantidades absurdas de dinheiro, aliás, são fato comum nesta equipe, fundada em 1951 e dona de seis títulos do Campeonato Chinês e quatro da Copa da China, já que o time é 100% controlado por um dos maiores bancos da nação asiática.
Trata-se do CITIC Group, fundado em 1979 pelo líder Deng Xiaoping, que comandou a China entre 1978 e 1992 e implantou o chamado socialismo de mercado no país. Em seu último ano fiscal, o banco apresentou receita líquida de US$ 55,33 bilhões (R$ 223,3 bilhões) e um lucro de US$ 4,72 bilhões (R$ 19 bilhões), segundo dados da Fortune.
O Beijing Guoan foi campeão pela última vez em 2009, e quer de toda forma recuperar o posto de força dominante do país, que atualmente pertence ao Guangzhou Evergrande, comandado por Luiz Felipe Scolari.
Para isso, paga salários absurdos a atletas como o atacante Kléber Pinheiro, ex-Atlético-MG, Palmeiras e Porto, e o argentino Pablo Batalla, ex-Vélez Sarsfield, além do treinador espanhol Gregorio Manzano, demitido em novembro do ano passado.
Contratar Renato Augusto é parte do plano ambicioso de fazer o troféu da liga chinesa retornar ao Estádio dos Trabalhadores, arena para 66 mil torcedores que foi reformada para os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e que é casa do time alviverde.
Antes, porém, o CITIC Group precisa resolver uma situação complicada envolvendo alguns de seus principais diretores. No final do ano passado, o estouro de um escândalo levou vários executivos importantes do banco, como o diretor-geral Cheng Boming, para a cadeira, e fez com que o presidente do conglomerado, Wang Dongming, fosse afastado pelo CEO Chang Zhenming.
De acordo com o Financial Times, os executivos estão sendo investigados pela polícia por enriquecimento ilícito e outros crimes contra o sistema financeiro.
A situação é a seguinte: com a queda das bolsas chinesas no ano passado, o Governo elegeu alguns bancos para tentar salvar o mercado de ações, entre eles o CITIC Group. Os bancos compravam ações para tentar inflar o preço e impedir mais quedas, mas alguns executivos do CITIC souberam que ações seriam essas e as compraram antes, para enriquecer com essa alta "artificial" - o que é ilegal e vem sendo combatido pelos programas anti-corrupção de Xi Jinping, atual líder da nação.

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Segundo disse uma fonte ao jornal, essa é apenas a ponta do iceberg, e outros crimes praticados por "figurões" do banco de investimentos devem ser revelados em breve: "O terremoto apenas começou", disse um diretor, que não quis se identificar.
Um verdeiro escândalo "à brasileira", nas palavras do Financial Times, já que o CITIC Group já negociou com o BTG Pactual, cujo dono, André Esteves, foi preso pela Polícia Federal em novembro por ser suspeito de planejar obstruir as investigações da "Operação Lava Jato", de acordo com a Procuradoria-Geral da República.
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Em 2012, inclusive, o banco chinês estudou investir US$ 10 bilhões em projetos no Brasil, nos setores de mineração, petróleo, construção, energia elétrica, cana de açúcar e ferrovias, em parceria com o BTG Pactual.
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Postado por Willian - 23637 visitas - Fonte: ESPN !
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