23/12/2015 07:54
O retorno de Tite ao Corinthians acendeu a esperança do torcedor ainda em dezembro de 2014: Libertadores, Mundial e todos os títulos possíveis estavam na mira. Quedas precoces e saídas inesperadas, porém, mudaram os planos do time. Sem Guerrero e sem a Libertadores, sobrou o Brasileirão. E aí, reformulado, o Timão brilhou e conquistou o hexacampeonato nacional sem qualquer contestação. Um 2015 que teve seus altos e baixos, mas terminou da melhor maneira.
A saída de Jadson para o Tianjin Quanjian, da China, foi o único momento ruim do clube no segundo semestre. Apesar de perder seu camisa 10, o Timão tem boas perspectivas depois de um ano movimentado. Nesta retrospectiva, o GloboEsporte.com lista 12 momentos do Corinthians na temporada.
Confira abaixo os momentos mais marcantes:
NA TERRA DO MICKEY

Guerrero é o melhor jogador do Torneio da Florida. Temporada prometia para o peruano (Foto: Richard Souza)
A pré-temporada alvinegra foi agitada, com viagem à Disney, treino com bola desde o primeiro dia de trabalho de Tite, que voltou ao Timão em dezembro, e dois amistosos pelo Torneio da Florida: derrota por 1 a 0 para o Colônia, da Alemanha, e vitória por 2 a 1 sobre o Bayer Leverkusen, com dois gols de Guerrero. Ídolo máximo do time até então, ele faturou o troféu de melhor jogador do torneio – uma pequena lembrança do Mickey.
SHOWS NA ARENA

Jadson brilhou em Corinthians x São Paulo, pela Libertadores (Foto: Rodrigo Gazzanel/Futura Press/Agência Estado)
A preparação em solo norte-americano surtiu efeito: nos primeiros jogos da Taça Libertadores, o time voou. Fez 4 a 0 no Once Caldas, na primeira fase, e abriu a etapa de grupos com um show sobre o rival São Paulo: 2 a 0, gols de Elias e Jadson, num jogo que mostrou que a América poderia ser mais uma vez alvinegra.
O 10 FICA

Em fevereiro, Jadson já vivia uma fase tão boa que até quem estava na China se interessou pelo seu futebol. Uma proposta milionária do Jiangsu Sainty não seduziu o camisa 10, que preferiu ficar no Timão e continuar na luta pela Libertadores. Para a torcida, Jadson se tornou ídolo instantâneo.
DÉRBI AMARGO

A Arena Corinthians era o grande trunfo do time no Campeonato Paulista. Até a semifinal contra o maior rival. Depois de um jogo bem disputado e empate por 2 a 2 na partida única desta fase do torneio, a disputa foi para os pênaltis. Elias e Petros perderam suas cobranças, e o Timão ficou fora da final. Para a torcida, tudo bem. Ainda havia uma Libertadores...
PRESENTE DE DEUS?

A esperança de conquistar a América não durou muito. Logo nas oitavas de final, um bravo Guaraní, do Paraguai, surpreendeu o Timão e venceu o jogo de ida por 2 a 0, em Assunção, com duas falhas do goleiro Cássio. No jogo de volta, sob pressão, o time não rendeu e perdeu mais uma vez: 1 a 0. A crise, ali, agravou-se. O diretor de futebol Sergio Janikian acabou pedindo demissão do cargo dias depois. Ele havia afirmado que pegar o Guaraní seria um "presente de Deus".
O DESMANCHE

Em meio à crise, as debandadas. A renovação de Paolo Guerrero travou a ponto de ele pedir para ter seu contrato rescindido um mês antes do vencimento – para poder acertar com o Flamengo. Emerson Sheik teve o mesmo destino. Petros foi para o Betis, da Espanha, enquanto Fábio Santos rumou para o Cruz Azul, do México.
Uma reunião dos líderes do elenco com Tite e a diretoria foi decisiva: ninguém mais poderia sair. O Corinthians, à época, estava perto da zona de rebaixamento do Brasileirão, com quatro rodadas disputadas.
UM CRAQUE NO BANCO
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Uma vitória simples por 1 a 0 sobre o Joinville, fora de casa, iniciou um esboço de reação. Sob a batuta de Tite, o Corinthians passou a encontrar soluções sempre que enfrentou problemas. Maduro após as eliminações, o time superou as perdas, confiou na “ressureição” de Vagner Love e passou a somar pontos.
Depois de ultrapassar o Atlético-MG na tabela, o Timão ainda bateu os mineiros por 3 a 0, praticamente garantindo o título. Mérito de Tite, o craque que não saiu do banco de reservas.
HEXA NO RIO

A taça foi confirmada após o empate por 1 a 1 com o Vasco, em São Januário. O gol corintiano foi de Vagner Love: com 14 gols, acabou o Brasileirão como vice-artilheiro, atrás apenas de Ricardo Oliveira.
DÁ PARA SER MELHOR?

Mesmo com time misto e de ressaca, o Corinthians teve atuação de gala no jogo em que receberia a taça de campeão brasileiro. “Só” 6 a 1 no São Paulo, com a arena lotada, e um show do então relegado Ángel Romero, que pouco havia jogado na campanha. O resultado histórico foi coroado com uma grande festa no fim do clássico.
UM CRAQUE EM CAMPO

Apesar dos números melhores de Jadson (13 gols e 12 assistências no Brasileiro), Renato Augusto foi eleito craque do campeonato pela CBF e por meios de comunicação. Prêmio para quem completou com o título uma temporada de volta por cima: sem lesões, com jogadas decisivas e a convocação para a seleção brasileira.
RENOVA, CAPITÃO!

Capitão do hexa, Ralf passou a reta final do campeonato precisando responder sobre sua arrastada renovação de contrato. Logo no início de dezembro, a novela acabou: o volante estendeu seu vínculo até dezembro de 2017.
CHEGADAS E PARTIDAS

Não houve como resistir à segunda investida chinesa por Jadson. Pagamento da multa rescisória, salários de R$ 50 milhões para o jogador em dois anos. E o Corinthians deu adeus a seu camisa 10, que acertou com o Tianjin Quanjian. Por outro lado, o planejamento para 2016 começou cedo. Antes do Natal, são três reforços confirmados: Alan Mineiro e Douglas, ex-Bragantino, e Marlone, que fez bom
Brasileirão pelo Sport.
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Guerrero é o melhor jogador do Torneio da Florida. Temporada prometia para o peruano (Foto: Richard Souza)
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SHOWS NA ARENA

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O 10 FICA

Em fevereiro, Jadson já vivia uma fase tão boa que até quem estava na China se interessou pelo seu futebol. Uma proposta milionária do Jiangsu Sainty não seduziu o camisa 10, que preferiu ficar no Timão e continuar na luta pela Libertadores. Para a torcida, Jadson se tornou ídolo instantâneo.
DÉRBI AMARGO

A Arena Corinthians era o grande trunfo do time no Campeonato Paulista. Até a semifinal contra o maior rival. Depois de um jogo bem disputado e empate por 2 a 2 na partida única desta fase do torneio, a disputa foi para os pênaltis. Elias e Petros perderam suas cobranças, e o Timão ficou fora da final. Para a torcida, tudo bem. Ainda havia uma Libertadores...
PRESENTE DE DEUS?

A esperança de conquistar a América não durou muito. Logo nas oitavas de final, um bravo Guaraní, do Paraguai, surpreendeu o Timão e venceu o jogo de ida por 2 a 0, em Assunção, com duas falhas do goleiro Cássio. No jogo de volta, sob pressão, o time não rendeu e perdeu mais uma vez: 1 a 0. A crise, ali, agravou-se. O diretor de futebol Sergio Janikian acabou pedindo demissão do cargo dias depois. Ele havia afirmado que pegar o Guaraní seria um "presente de Deus".
O DESMANCHE

Em meio à crise, as debandadas. A renovação de Paolo Guerrero travou a ponto de ele pedir para ter seu contrato rescindido um mês antes do vencimento – para poder acertar com o Flamengo. Emerson Sheik teve o mesmo destino. Petros foi para o Betis, da Espanha, enquanto Fábio Santos rumou para o Cruz Azul, do México.
Uma reunião dos líderes do elenco com Tite e a diretoria foi decisiva: ninguém mais poderia sair. O Corinthians, à época, estava perto da zona de rebaixamento do Brasileirão, com quatro rodadas disputadas.
UM CRAQUE NO BANCO
Uma vitória simples por 1 a 0 sobre o Joinville, fora de casa, iniciou um esboço de reação. Sob a batuta de Tite, o Corinthians passou a encontrar soluções sempre que enfrentou problemas. Maduro após as eliminações, o time superou as perdas, confiou na “ressureição” de Vagner Love e passou a somar pontos.
Depois de ultrapassar o Atlético-MG na tabela, o Timão ainda bateu os mineiros por 3 a 0, praticamente garantindo o título. Mérito de Tite, o craque que não saiu do banco de reservas.
HEXA NO RIO

A taça foi confirmada após o empate por 1 a 1 com o Vasco, em São Januário. O gol corintiano foi de Vagner Love: com 14 gols, acabou o Brasileirão como vice-artilheiro, atrás apenas de Ricardo Oliveira.
DÁ PARA SER MELHOR?

Mesmo com time misto e de ressaca, o Corinthians teve atuação de gala no jogo em que receberia a taça de campeão brasileiro. “Só” 6 a 1 no São Paulo, com a arena lotada, e um show do então relegado Ángel Romero, que pouco havia jogado na campanha. O resultado histórico foi coroado com uma grande festa no fim do clássico.
UM CRAQUE EM CAMPO

Apesar dos números melhores de Jadson (13 gols e 12 assistências no Brasileiro), Renato Augusto foi eleito craque do campeonato pela CBF e por meios de comunicação. Prêmio para quem completou com o título uma temporada de volta por cima: sem lesões, com jogadas decisivas e a convocação para a seleção brasileira.
RENOVA, CAPITÃO!

Capitão do hexa, Ralf passou a reta final do campeonato precisando responder sobre sua arrastada renovação de contrato. Logo no início de dezembro, a novela acabou: o volante estendeu seu vínculo até dezembro de 2017.
CHEGADAS E PARTIDAS

Não houve como resistir à segunda investida chinesa por Jadson. Pagamento da multa rescisória, salários de R$ 50 milhões para o jogador em dois anos. E o Corinthians deu adeus a seu camisa 10, que acertou com o Tianjin Quanjian. Por outro lado, o planejamento para 2016 começou cedo. Antes do Natal, são três reforços confirmados: Alan Mineiro e Douglas, ex-Bragantino, e Marlone, que fez bom
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Postado por Willian - 3834 visitas - Fonte: Globo Esporte !
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