18/12/2015 17:17
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Souza, ex-Corinthians e SP, batalha para fazer filha conseguir andar
O ex-meia esquerda Souza, que passou por São Paulo e Corinthians durante a década de 90, enfrenta agora outra batalha: encontrar a melhor forma de tratamento para a filha Maria Lavínia, de seis anos.
Em entrevista ao UOL Esporte, Souza relatou o momento delicado que atravessa para tentar encontrar a cura para um problema genético que afetou a mobilidade da filha. De acordo com o ex-jogador, os primeiros sinais da doença começaram a aparecer quando ela tinha apenas seis meses de vida.
Após diversas análises, ficou constatado que a garota sofre de Atrofia Muscular Espinhal, também conhecida como AME. O problema faz a musculatura de Maria Lavínia não receber proteínas, com isso, a garota fica sem forças para manter-se em pé e movimentar-se sem ajuda.
Confira abaixo os principais pontos da entrevista:
UOL Esporte: O nascimento da sua filha mudou muito a sua vida?
Souza: "Mudou, sim. Um filho, por si só, já muda, e como ela é cadeirante, muda ainda mais. Ela nasceu com um problema genético no DNA. Ela se movimenta normal, mas não tem força suficiente para caminhar. Já saiu uma vacina nos Estados Unidos, nós até fazemos campanha para que ela seja comercializada no Brasil e para que as pessoas se sensibilizem. Ela tem feito fisioterapia constante, eu saí de Natal para morar em Curitiba, em 2014, para fazer o tratamento dela lá, onde tem um centro médico muito bom, que estava dando resultado. Morei um ano lá, e agora trouxe uma filial da clínica para cá para continuar o tratamento aqui".
UOL Esporte: Durante a gestação, no pré-natal, não foi detectado nada anormal?
Souza: "Não foi detectado nada, o parto foi normal e, com seis meses de vida, nós começamos a perceber uma diferença: ela era molinha, não conseguia ficar sentada. Foi quando a gente começou a correr atrás. Até então, a gente não tinha informação sobre essa patologia. Começamos a procurar, até que a gente descobriu que o que ela tem é a Atrofia Muscular Espinhal, que é a falta de proteína no músculo, que é o que dá força. Ela tem evoluído muito com este tratamento chamado pediasuit. Ela tem determinação e garra, é uma criança muito feliz e isso nos dá força e alegria. Ela é uma criança feliz, e nós estamos na luta, fazendo de tudo. Tem essa vacina nos Estados Unidos, nós esperamos que ela seja comercializada no Brasil e, com isso, eu consiga ajudar a minha filha e outras crianças que também sofrem com essa patologia".
UOL Esporte: Como foi se deslocar para Curitiba? Ficou por quanto tempo?
Souza: "Fiquei lá durante um ano. Ela ia, passava um mês e voltava para Natal. Eu e minha esposa vimos que a evolução dela foi muito grande, mas ela perdia o que ganhava quando voltava para cá. Então, nós vimos que era necessário morar lá, mas como tenho negócios aqui em Natal e a diferença climática é muito grande, por causa do frio, que também é prejudicial aos pulmões dela, nós passamos um ano lá e viabilizamos a vinda da franquia para Natal. Neste período, nós qualificamos profissionais e, quando nós voltamos, instalamos a clínica aqui. Ela tem ajudado várias crianças daqui que sofrem não só com essa patologia, mas também autismo e outras doenças neurológicas. Com a franquia que comprei e trouxe para Natal, temos profissionais que cuidam do sistema respiratório, fonoaudiologia e fisioterapia".
UOL Esporte: A doença tem cura?
Souza: "Com a vacina, que ainda não é comercializada aqui no Brasil, a gente espera que ela comece a andar. Ela tem reagido muito bem, a gente tem uma preocupação muito grande para que ela não venha a ter escoliose. Ela mantém uma harmonia de alongamento, estimula tudo para que esteja bem para que, quando a vacina chegar, ela reaja melhor. Se ela estiver bem, ela vai reagir melhor ao tratamento e a gente espera que ela consiga andar".
Em entrevista ao UOL Esporte, Souza relatou o momento delicado que atravessa para tentar encontrar a cura para um problema genético que afetou a mobilidade da filha. De acordo com o ex-jogador, os primeiros sinais da doença começaram a aparecer quando ela tinha apenas seis meses de vida.
Após diversas análises, ficou constatado que a garota sofre de Atrofia Muscular Espinhal, também conhecida como AME. O problema faz a musculatura de Maria Lavínia não receber proteínas, com isso, a garota fica sem forças para manter-se em pé e movimentar-se sem ajuda.
Confira abaixo os principais pontos da entrevista:
UOL Esporte: O nascimento da sua filha mudou muito a sua vida?
Souza: "Mudou, sim. Um filho, por si só, já muda, e como ela é cadeirante, muda ainda mais. Ela nasceu com um problema genético no DNA. Ela se movimenta normal, mas não tem força suficiente para caminhar. Já saiu uma vacina nos Estados Unidos, nós até fazemos campanha para que ela seja comercializada no Brasil e para que as pessoas se sensibilizem. Ela tem feito fisioterapia constante, eu saí de Natal para morar em Curitiba, em 2014, para fazer o tratamento dela lá, onde tem um centro médico muito bom, que estava dando resultado. Morei um ano lá, e agora trouxe uma filial da clínica para cá para continuar o tratamento aqui".
UOL Esporte: Durante a gestação, no pré-natal, não foi detectado nada anormal?
Souza: "Não foi detectado nada, o parto foi normal e, com seis meses de vida, nós começamos a perceber uma diferença: ela era molinha, não conseguia ficar sentada. Foi quando a gente começou a correr atrás. Até então, a gente não tinha informação sobre essa patologia. Começamos a procurar, até que a gente descobriu que o que ela tem é a Atrofia Muscular Espinhal, que é a falta de proteína no músculo, que é o que dá força. Ela tem evoluído muito com este tratamento chamado pediasuit. Ela tem determinação e garra, é uma criança muito feliz e isso nos dá força e alegria. Ela é uma criança feliz, e nós estamos na luta, fazendo de tudo. Tem essa vacina nos Estados Unidos, nós esperamos que ela seja comercializada no Brasil e, com isso, eu consiga ajudar a minha filha e outras crianças que também sofrem com essa patologia".
UOL Esporte: Como foi se deslocar para Curitiba? Ficou por quanto tempo?
Souza: "Fiquei lá durante um ano. Ela ia, passava um mês e voltava para Natal. Eu e minha esposa vimos que a evolução dela foi muito grande, mas ela perdia o que ganhava quando voltava para cá. Então, nós vimos que era necessário morar lá, mas como tenho negócios aqui em Natal e a diferença climática é muito grande, por causa do frio, que também é prejudicial aos pulmões dela, nós passamos um ano lá e viabilizamos a vinda da franquia para Natal. Neste período, nós qualificamos profissionais e, quando nós voltamos, instalamos a clínica aqui. Ela tem ajudado várias crianças daqui que sofrem não só com essa patologia, mas também autismo e outras doenças neurológicas. Com a franquia que comprei e trouxe para Natal, temos profissionais que cuidam do sistema respiratório, fonoaudiologia e fisioterapia".
UOL Esporte: A doença tem cura?
Souza: "Com a vacina, que ainda não é comercializada aqui no Brasil, a gente espera que ela comece a andar. Ela tem reagido muito bem, a gente tem uma preocupação muito grande para que ela não venha a ter escoliose. Ela mantém uma harmonia de alongamento, estimula tudo para que esteja bem para que, quando a vacina chegar, ela reaja melhor. Se ela estiver bem, ela vai reagir melhor ao tratamento e a gente espera que ela consiga andar".
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Postado por fyamma fernandes nogueira - 11082 visitas - Fonte: UOL
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