15/12/2015 12:04
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Aos 34, meia Marcinho, ex-Corinthians e Palmeiras, anuncia o fim da carreira
Após acumular funções de gestor e jogador no Amparo, ele decide deixar os gramados para se dedicar a novos desafios profissionais e se despede em carta: "Fecho o ciclo"
Marcinho deixa os gramados para se dedicar à área esportiva fora de campo
Após 18 anos como jogador profissional, entre títulos, passagens por grandes clubes e títulos, o meia Marcinho decidiu deixar os gramados. Em carta publicada nas redes sociais, ele anunciou o fim da carreira na manhã desta terça-feira. Fora das quatro linhas, continuará ligado ao futebol e tem planos de especializar em cursos na área esportiva para virar "coach".
Seu último desafio como atleta foi no Amparo, onde acumulou as funções de gestor e também jogador durante a disputa da Segundona - a quarta divisão estadual. Ele também deixa o cargo no clube, mas continuará como representante da instituição, com o intuito de levar jovens atletas da base para testes em outros times.
Aos 34 anos, Marcinho foi revelado no Paulista, de Jundiaí, onde ficou de 1996 a 2002, quando chamou a atenção do Corinthians. Depois do Timão, viveu grande fase no São Caetano, entre 2003 e 2004, e na sequência partiu para defender a camisa do Palmeiras.
Foram dois anos no Verdão até seguir para o Cruzeiro, onde também ficou dois anos antes da primeira experiência internacional, pelo Kashima Antlers, em 2008. Na volta ao Brasil, passou pelo Atlético-PR e retornou ao exterior para atuar pelo Al-Ahli.
Em 2012, a Ponte Preta, clube no qual deu os primeiros passos no futebol, ainda criança, nas escolinhas do Jardim Eulina, o repatriou com status de contratação de peso, mas a trajetória no Majestoso foi discreto. O RB Brasil foi o destino em 2013.
No ano seguinte, viveu o último grande momento da carreira, ao ser campeão paulista com o Ituano. Por fim, na atual temporada, defendeu Cabofriense e Amparo.
Entre as principais conquistas estão a Copa do Brasil, em 2002, pelo Corinthians, o Paulistão (duas vezes: em 2004, pelo São Caetano, e 2014, pelo Ituano), além de um Mineiro e um Paranaense.
Na mensagem de despedida, intitulada de "Novo tempo", Marcinho agradece por todas as chances que recebeu no futebol, revela que passou a pensar na aposentadoria depois do título paulista de 2014, quando as "oportunidades diminuíram", mas que deixa os campos orgulhoso pela história que construiu (leia a íntegra abaixo).
Carta de despedida de Marcinho:
"Novo tempo
Há tempo para todas as coisas. Em Eclesiastes 3: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu...". Em minha jornada da vida, dediquei boa parte dela ao futebol. Aos cinco anos comecei a jogar bola e mesmo tão pequeno já sonhava em ser jogador de futebol.
E como para tudo há seu tempo, houve o tempo de chorar, de rir, de plantar, de colher...foram 18 anos, 14 times, 13 títulos, mais de 200 gols e já perdi as contas de quantos amigos eu fiz. O futebol me proporcionou tudo isso, atravessar fronteiras, conhecer muitas pessoas e culturas. Me fez pensar diferente, me abrir para o novo, enfrentar preconceitos e ser livre de preconceitos também.

Dar oportunidade, retribuir tudo aquilo que me foi dado um dia: as portas se abriram, pessoas confiaram em mim, me deram uma chance. Algumas palavras definiriam um pouco da minha trajetória que não envolve apenas uma vida profissional, mas toda uma vida, sou formado pela minha família, pelo meu trabalho, pelos meus amigos, pelo meu ministério, pelo meu Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Fé, gratidão, coragem e esperança. Não foi só no começo, sempre foi assim. Era para ganhar um jogo, conquistar um título, adrenalina para fechar novos contratos, ser aceito pela torcida, conciliar os treinos com a minha família, superar expectativas: as minhas e as dos outros. E nada disso parou. Há pouco tempo eu estava ansioso esperando novas chances.
Depois do último título pelo Ituano as oportunidades diminuíram. Com 34 anos para mim esse momento já estava próximo. Não foi inicialmente o que planejava. Tentei mais um pouco, arrisquei até a ser jogador-dirigente, mas como para tudo há um tempo, Deus me mostrou que meu tempo para o futebol termina aqui. E já fui consolado por Deus.
Me orgulho quando olho para trás e vejo a história que trilhei. Não há o que me envergonhar, dediquei tudo isso para a glória de Deus, foram 18 presentes Dele nesses 18 anos dedicados ao futebol profissional. Hora de fechar este ciclo, hora de agradecer, hora de compartilhar: novos passos se darão na minha vida profissional. Não mais como jogador, mas um novo horizonte está se abrindo, oportunidades de aprendizado, mais cultura, mais pessoas, mais trabalho.
A todos que acompanharam minha carreira, amigos, familiares, quero agradecê-los pelas oportunidades de troca e aprendizado. Todas as vivências durante esse tempo me qualificaram como profissional e ser humano. E nosso contato não termina aqui. O futebol faz parte da nossa vida e nós poderemos estar juntos, outras vezes, na torcida por novas vitórias, em todos os campos brasileiros. Hoje ja tenho outros planos um deles e me especializar em COACH na área esportiva e corporativa, acredito que todo esse tempo no futebol em meios a conquista, desafios, vitorias, derrotas, superação poder ser compartilhado com todos.
Após 18 anos como jogador profissional, entre títulos, passagens por grandes clubes e títulos, o meia Marcinho decidiu deixar os gramados. Em carta publicada nas redes sociais, ele anunciou o fim da carreira na manhã desta terça-feira. Fora das quatro linhas, continuará ligado ao futebol e tem planos de especializar em cursos na área esportiva para virar "coach".
Seu último desafio como atleta foi no Amparo, onde acumulou as funções de gestor e também jogador durante a disputa da Segundona - a quarta divisão estadual. Ele também deixa o cargo no clube, mas continuará como representante da instituição, com o intuito de levar jovens atletas da base para testes em outros times.
Aos 34 anos, Marcinho foi revelado no Paulista, de Jundiaí, onde ficou de 1996 a 2002, quando chamou a atenção do Corinthians. Depois do Timão, viveu grande fase no São Caetano, entre 2003 e 2004, e na sequência partiu para defender a camisa do Palmeiras.
Foram dois anos no Verdão até seguir para o Cruzeiro, onde também ficou dois anos antes da primeira experiência internacional, pelo Kashima Antlers, em 2008. Na volta ao Brasil, passou pelo Atlético-PR e retornou ao exterior para atuar pelo Al-Ahli.
Em 2012, a Ponte Preta, clube no qual deu os primeiros passos no futebol, ainda criança, nas escolinhas do Jardim Eulina, o repatriou com status de contratação de peso, mas a trajetória no Majestoso foi discreto. O RB Brasil foi o destino em 2013.
No ano seguinte, viveu o último grande momento da carreira, ao ser campeão paulista com o Ituano. Por fim, na atual temporada, defendeu Cabofriense e Amparo.
Entre as principais conquistas estão a Copa do Brasil, em 2002, pelo Corinthians, o Paulistão (duas vezes: em 2004, pelo São Caetano, e 2014, pelo Ituano), além de um Mineiro e um Paranaense.
Na mensagem de despedida, intitulada de "Novo tempo", Marcinho agradece por todas as chances que recebeu no futebol, revela que passou a pensar na aposentadoria depois do título paulista de 2014, quando as "oportunidades diminuíram", mas que deixa os campos orgulhoso pela história que construiu (leia a íntegra abaixo).
Carta de despedida de Marcinho:
"Novo tempo
Há tempo para todas as coisas. Em Eclesiastes 3: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu...". Em minha jornada da vida, dediquei boa parte dela ao futebol. Aos cinco anos comecei a jogar bola e mesmo tão pequeno já sonhava em ser jogador de futebol.
E como para tudo há seu tempo, houve o tempo de chorar, de rir, de plantar, de colher...foram 18 anos, 14 times, 13 títulos, mais de 200 gols e já perdi as contas de quantos amigos eu fiz. O futebol me proporcionou tudo isso, atravessar fronteiras, conhecer muitas pessoas e culturas. Me fez pensar diferente, me abrir para o novo, enfrentar preconceitos e ser livre de preconceitos também.

Dar oportunidade, retribuir tudo aquilo que me foi dado um dia: as portas se abriram, pessoas confiaram em mim, me deram uma chance. Algumas palavras definiriam um pouco da minha trajetória que não envolve apenas uma vida profissional, mas toda uma vida, sou formado pela minha família, pelo meu trabalho, pelos meus amigos, pelo meu ministério, pelo meu Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Fé, gratidão, coragem e esperança. Não foi só no começo, sempre foi assim. Era para ganhar um jogo, conquistar um título, adrenalina para fechar novos contratos, ser aceito pela torcida, conciliar os treinos com a minha família, superar expectativas: as minhas e as dos outros. E nada disso parou. Há pouco tempo eu estava ansioso esperando novas chances.
Depois do último título pelo Ituano as oportunidades diminuíram. Com 34 anos para mim esse momento já estava próximo. Não foi inicialmente o que planejava. Tentei mais um pouco, arrisquei até a ser jogador-dirigente, mas como para tudo há um tempo, Deus me mostrou que meu tempo para o futebol termina aqui. E já fui consolado por Deus.
Me orgulho quando olho para trás e vejo a história que trilhei. Não há o que me envergonhar, dediquei tudo isso para a glória de Deus, foram 18 presentes Dele nesses 18 anos dedicados ao futebol profissional. Hora de fechar este ciclo, hora de agradecer, hora de compartilhar: novos passos se darão na minha vida profissional. Não mais como jogador, mas um novo horizonte está se abrindo, oportunidades de aprendizado, mais cultura, mais pessoas, mais trabalho.
A todos que acompanharam minha carreira, amigos, familiares, quero agradecê-los pelas oportunidades de troca e aprendizado. Todas as vivências durante esse tempo me qualificaram como profissional e ser humano. E nosso contato não termina aqui. O futebol faz parte da nossa vida e nós poderemos estar juntos, outras vezes, na torcida por novas vitórias, em todos os campos brasileiros. Hoje ja tenho outros planos um deles e me especializar em COACH na área esportiva e corporativa, acredito que todo esse tempo no futebol em meios a conquista, desafios, vitorias, derrotas, superação poder ser compartilhado com todos.
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Postado por Willian - 4149 visitas - Fonte: Globo Esporte !
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