18/11/2015 16:25
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Fã corintiano já foi 'encurralado' em São Januário e se emocionou com Tite
Daniel Leon (à esquerda) durante o Mundial de Clubes no Japão, em 2012
Produtor de vídeos, ex-blogueiro e, acima de tudo, corintiano capaz de loucuras. Daniel Leon, um dos 2 mil torcedores alvinegros a caminho de São Januário na quinta-feira, tem boas histórias para contar sobre o estádio vascaíno, que pode ser o palco da festa dos alvinegros do hexacampeonato brasileiro. Uma delas envolve o técnico Tite e, ainda hoje, está fresca em sua memória.
Foi em 4 de agosto de 2004 e o treinador gaúcho acabara de chegar ao Parque São Jorge para tentar sacar o Corinthians da zona de rebaixamento. São Januário recebeu a equipe corintiana em uma noite de quarta-feira. A jornada não seria tranquila.
"Isso já aconteceu outras vezes, São Januário é um problema. Era uma caravana de 10 ônibus do Corinthians. Quando o terceiro virou em uma rua de acesso, um grupo de torcedores ficou nos esperando. Então atiraram rojões, bombas, pedras. Tiro eu não ouvi, acho que não teve. Era um chamado para a briga, mas a polícia apareceu antes que a gente descesse do ônibus", lembra Daniel sobre a emboscada.
Em consequência, por pouco, a caravana não foi arruinada. "A polícia só deixou a gente entrar em São Januário no segundo tempo. Naquela época, a torcida visitante ficava colada à Força Jovem (organizada do Vasco) e era impossível. Quando estávamos entrando, saiu um gol do Vasco", relembra.
Dois gols do então garoto Jô, além de outro marcado pelo zagueiro Anderson, construíram a virada de 3 a 1 que anunciou a primeira grande campanha de Tite pelo Corinthians, terminando o Brasileirão em quinto. Naquela noite, talvez sem saber, o treinador conquistou um ídolo.
"A polícia segurou a gente no estádio até as 2h da manhã. Todos ali cansados, querendo voltar a São Paulo, preocupados com a saída. De repente veio o Fábio Costa (goleiro) e jogou a camisa. O Tite saiu do vestiário, subiu as escadas e foi até a grade agradecer aos 400, 500 corintianos que estavam ali. Nesse dia eu acho que tudo mudou quando a torcida entrou no estádio, apoiou e os jogadores correram muito mais para virar. O Tite foi dizer obrigado. A partir daí ganhei uma empatia gigantesca por ele. A torcida começou a gritar 'olê, olê, olê, olê, Tite, Tite", relata Leon. "Tem que dar valor a essas coisas".
Se a memória de Daniel não falha, a viagem que pode marcar a comemoração de um título brasileiro será a oitava para São Januário. Para os corintianos, com grande histórico de rivalidade com as torcidas organizadas do Vasco, reserva sempre muita tensão.
"Fica esse clima agora por conta das redes sociais, torcedores mandando ameaças por WhatsApp, mas isso obviamente sempre existiu. Parece uma imbecilidade enfrentar todo esse perigo para ver o jogo, mas isso é ser corintiano", descreve.
Produtor de vídeos, ex-blogueiro e, acima de tudo, corintiano capaz de loucuras. Daniel Leon, um dos 2 mil torcedores alvinegros a caminho de São Januário na quinta-feira, tem boas histórias para contar sobre o estádio vascaíno, que pode ser o palco da festa dos alvinegros do hexacampeonato brasileiro. Uma delas envolve o técnico Tite e, ainda hoje, está fresca em sua memória.
Foi em 4 de agosto de 2004 e o treinador gaúcho acabara de chegar ao Parque São Jorge para tentar sacar o Corinthians da zona de rebaixamento. São Januário recebeu a equipe corintiana em uma noite de quarta-feira. A jornada não seria tranquila.
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Em consequência, por pouco, a caravana não foi arruinada. "A polícia só deixou a gente entrar em São Januário no segundo tempo. Naquela época, a torcida visitante ficava colada à Força Jovem (organizada do Vasco) e era impossível. Quando estávamos entrando, saiu um gol do Vasco", relembra.
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"A polícia segurou a gente no estádio até as 2h da manhã. Todos ali cansados, querendo voltar a São Paulo, preocupados com a saída. De repente veio o Fábio Costa (goleiro) e jogou a camisa. O Tite saiu do vestiário, subiu as escadas e foi até a grade agradecer aos 400, 500 corintianos que estavam ali. Nesse dia eu acho que tudo mudou quando a torcida entrou no estádio, apoiou e os jogadores correram muito mais para virar. O Tite foi dizer obrigado. A partir daí ganhei uma empatia gigantesca por ele. A torcida começou a gritar 'olê, olê, olê, olê, Tite, Tite", relata Leon. "Tem que dar valor a essas coisas".
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Postado por
Edson Alan Melo
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3804 visitas - Fonte: Uol
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