12/11/2015 12:48
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Fora da lista da Interpol, Rincón curte a liberdade: "A verdade está aí"
Ex-volante de 49 anos teve pedido de prisão suspenso pela justiça do Panamá e, no último fim de semana, disputou jogo festivo no Marrocos ao lado de Diego Maradona
Ao lado de Diego Maradona e de vários outros ex-jogadores, como os brasileiros Edmílson, Marcos Assunção e Gilberto Silva, o ex-volante Freddy Rincón participou no último fim de semana de um jogo festivo no Marrocos. Em uma viagem muito festejada pelo colombiano.
Retirado da lista de procurados da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) em outubro, o ex-jogador de clubes como Palmeiras, Corinthians e Santos deixou a Colômbia pela primeira vez desde que um juiz do Panamá suspendeu o alerta vermelho que, desde abril, o ameaçava de prisão caso transitasse entre países.
– Foi uma alegria encontrar amigos, ex-companheiros, dar risadas, viver momentos bons. Essas coisas nunca deveriam ter saído da minha vida – disse o ex-atleta de 49 anos, por telefone.
Rincón era acusado de ser sócio do narcotraficante Pablo Rayo Montaño, capturado no Brasil em 2006 e que hoje cumpre sentença nos Estados Unidos. Nascidos no porto de Buenaventura, fizeram negócios numa empresa de pesca. Segundo a justiça, o negócio era usado para que o traficante lavasse dinheiro. Em 2007, já aposentado, Rincón chegou a ficar detido no Brasil por quatro meses, passando a responder o processo em liberdade.
– Eu não tinha sociedade com ele. Emprestei um dinheiro para uma empresa que eu não tinha conhecimento de que ele era o dono. Em nenhum momento os donos se apresentaram, eram outras pessoas. Fizemos um contrato e, pelo empréstimo que fiz, me deram ações da empresa como garantia. Meu dinheiro tinha origem, era de uma conta minha nos Estados Unidos. Não vi em nenhum momento que tinha coisa errada ali. Manipularam meu nome – explicou.

Entre abril e outubro deste ano, Rincon esteve na lista de procurados da Interpol
Acusado de crimes como lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas no Panamá, Rincón prestou depoimento em outubro, numa audiência em que 65 pessoas envolvidas no caso deram o seu testemunho. Nela, o ex-atleta voltou a defender a sua inocência. Dias depois, o pedido de prisão foi suspenso pelo juiz.
– Além de ser um alivio, é a verdade. Muito se especulou e falou. Essa é uma forma de mostrar a minha personalidade. O tempo vai nos dando razão e vai mudando tudo o que se falava. Infelizmente, as pessoas hoje já não falam disso como falavam antes, mas a verdade está aí.
Pai de quatro filhos (Freddy, Sebástian, Leonardo e Maria Clara), o ex-jogador diz que o pior momento dos últimos nove anos aconteceu quando ficou preso no prédio da Polícia Federal.
– O pior foi quando tive que ir para a cadeia, foi muito ruim. Deixar seus filhos por uma situação que você nunca fez... Mas sabia que a verdade ia aparecer – destaca.
Aposentado dos gramados desde 2004, mas com uma passagem pelo América de Cali em 2012, aos 46 anos, para ajudar o time na segunda divisão local, ele teve algumas experiências como técnico no Brasil, em times como Iraty, São Bento de Sorocaba e Flamengo de Guarulhos. Na visão do colombiano, porém, os problemas fora de campo foram adversários implacáveis.

Freddy Rincón em jogo festivo na Colômbia recentemente
– Isso tudo me atrapalhou muito. Foram nove anos de problemas. Joguei no mundo todo, mas me limitaram a só viajar entre Colômbia e Brasil. Prejudicou a minha família, meus filhos sofreram muito. Mas eles sabem o pai que tem, eu sempre fazia colocações para eles do que acontecia. Me atrapalhou como treinador, eu tinha projeção para isso, pelos mestres que tive, como Vanderlei Luxemburgo. Poderia colocar em prática esse conhecimento em todo mundo, mas minha carreira ficou prejudicada – lamentou.
Perguntado sobre os planos para o futuro, Rincón disse que, primeiro, quer curtir a liberdade:
– Estou simplesmente reformulando a minha vida para poder, aí sim, pensar no que vou fazer no próximo ano com a cabeça mais tranquila. Ter a minha liberdade de volta representa muito.
Após se destacar em clubes como Independiente Santa Fé e América de Cali, Rincón atuou por Napoli, da Itália, e Real Madrid, da Espanha. No Brasil, foi campeão brasileiro pelo Palmeiras em 1994 e, entre 1998 e 2000, foi bicampeão brasileiro, venceu um Paulistão e um Mundial pelo Corinthians. Defendeu ainda Santos e Cruzeiro. Pela seleção colombiana, disputou as Copas do Mundo de 1990, 1994 e 1998, ao lado de Higuita, Valencia, Vanderrama e Asprilla.
Retirado da lista de procurados da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) em outubro, o ex-jogador de clubes como Palmeiras, Corinthians e Santos deixou a Colômbia pela primeira vez desde que um juiz do Panamá suspendeu o alerta vermelho que, desde abril, o ameaçava de prisão caso transitasse entre países.
– Foi uma alegria encontrar amigos, ex-companheiros, dar risadas, viver momentos bons. Essas coisas nunca deveriam ter saído da minha vida – disse o ex-atleta de 49 anos, por telefone.
Rincón era acusado de ser sócio do narcotraficante Pablo Rayo Montaño, capturado no Brasil em 2006 e que hoje cumpre sentença nos Estados Unidos. Nascidos no porto de Buenaventura, fizeram negócios numa empresa de pesca. Segundo a justiça, o negócio era usado para que o traficante lavasse dinheiro. Em 2007, já aposentado, Rincón chegou a ficar detido no Brasil por quatro meses, passando a responder o processo em liberdade.
– Eu não tinha sociedade com ele. Emprestei um dinheiro para uma empresa que eu não tinha conhecimento de que ele era o dono. Em nenhum momento os donos se apresentaram, eram outras pessoas. Fizemos um contrato e, pelo empréstimo que fiz, me deram ações da empresa como garantia. Meu dinheiro tinha origem, era de uma conta minha nos Estados Unidos. Não vi em nenhum momento que tinha coisa errada ali. Manipularam meu nome – explicou.

Entre abril e outubro deste ano, Rincon esteve na lista de procurados da Interpol
Acusado de crimes como lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas no Panamá, Rincón prestou depoimento em outubro, numa audiência em que 65 pessoas envolvidas no caso deram o seu testemunho. Nela, o ex-atleta voltou a defender a sua inocência. Dias depois, o pedido de prisão foi suspenso pelo juiz.
– Além de ser um alivio, é a verdade. Muito se especulou e falou. Essa é uma forma de mostrar a minha personalidade. O tempo vai nos dando razão e vai mudando tudo o que se falava. Infelizmente, as pessoas hoje já não falam disso como falavam antes, mas a verdade está aí.
Pai de quatro filhos (Freddy, Sebástian, Leonardo e Maria Clara), o ex-jogador diz que o pior momento dos últimos nove anos aconteceu quando ficou preso no prédio da Polícia Federal.
– O pior foi quando tive que ir para a cadeia, foi muito ruim. Deixar seus filhos por uma situação que você nunca fez... Mas sabia que a verdade ia aparecer – destaca.
Aposentado dos gramados desde 2004, mas com uma passagem pelo América de Cali em 2012, aos 46 anos, para ajudar o time na segunda divisão local, ele teve algumas experiências como técnico no Brasil, em times como Iraty, São Bento de Sorocaba e Flamengo de Guarulhos. Na visão do colombiano, porém, os problemas fora de campo foram adversários implacáveis.

Freddy Rincón em jogo festivo na Colômbia recentemente
– Isso tudo me atrapalhou muito. Foram nove anos de problemas. Joguei no mundo todo, mas me limitaram a só viajar entre Colômbia e Brasil. Prejudicou a minha família, meus filhos sofreram muito. Mas eles sabem o pai que tem, eu sempre fazia colocações para eles do que acontecia. Me atrapalhou como treinador, eu tinha projeção para isso, pelos mestres que tive, como Vanderlei Luxemburgo. Poderia colocar em prática esse conhecimento em todo mundo, mas minha carreira ficou prejudicada – lamentou.
Perguntado sobre os planos para o futuro, Rincón disse que, primeiro, quer curtir a liberdade:
– Estou simplesmente reformulando a minha vida para poder, aí sim, pensar no que vou fazer no próximo ano com a cabeça mais tranquila. Ter a minha liberdade de volta representa muito.
Após se destacar em clubes como Independiente Santa Fé e América de Cali, Rincón atuou por Napoli, da Itália, e Real Madrid, da Espanha. No Brasil, foi campeão brasileiro pelo Palmeiras em 1994 e, entre 1998 e 2000, foi bicampeão brasileiro, venceu um Paulistão e um Mundial pelo Corinthians. Defendeu ainda Santos e Cruzeiro. Pela seleção colombiana, disputou as Copas do Mundo de 1990, 1994 e 1998, ao lado de Higuita, Valencia, Vanderrama e Asprilla.
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Postado por Willian - 4287 visitas - Fonte: Globo Esporte !
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