6/6/2026 16:12
Pressão total! Gaviões da Fiel exige o afastamento do vice-presidente Armando Mendonça após escândalo
A Gaviões da Fiel publicou manifesto exigindo o afastamento do segundo vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, denunciado pelo MP no caso Nike.
O caldeirão político no Parque São Jorge ganhou contornos de pura ebulição das arquibancadas para os gabinetes. A Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, publicou um manifesto ríspido exigindo o afastamento imediato de Armando Mendonça, segundo vice-presidente do clube. O estopim para a revolta é a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o dirigente no escândalo de desvio de materiais esportivos da Nike, fator que coloca a estabilidade da gestão de Osmar Stabile diretamente em jogo.
Nos bastidores do clube, a nota oficial da torcida pegou forte e contesta a permanência do cartola na cadeira. Na última quarta-feira, o MP-SP acionou a Justiça contra Mendonça por quatro crimes, incluindo furto qualificado por abuso de confiança e coação, apontando o sumiço de 131 itens oficiais do almoxarifado do CT Dr. Joaquim Grava, além de uma tentativa frustrada de levar camisas exclusivas da NFL. Para a organizada, o teor das acusações e as auditorias internas criam um impasse ético insustentável. "A gravidade do momento compromete a credibilidade da atual gestão", disparou a liderança da torcida.
A Gaviões da Fiel também confirma o uso da própria régua do dirigente para fustigar sua posição atual. O texto relembra que, durante o racha provocado pelo caso VaideBet — que envolveu o contrato master de R$ 370 milhões —, o próprio Armando Mendonça liderou o bloco de oposição e defendeu o afastamento do ex-presidente Augusto Melo, que acabou sofrendo impeachment. A torcida agora desafia o vice a manter o mesmo critério e admite que sua permanência é uma incoerência ríspida com o discurso que ele mesmo sustentou publicamente perante os conselheiros.
A cobrança da torcida aumenta o abafa sofrido por Mendonça, que já enfrenta um pedido de afastamento cautelar protocolado por associados e sob análise de Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do Conselho Deliberativo. O Corinthians se cala sobre a nova crise enquanto a oposição articula o rito de destituição. A organizada ressalta o direito de defesa do réu na ralação judicial, mas dispara que o clube está acima de qualquer vaidade individual e precisa blindar sua reputação para não ver novos patrocinadores fecharem as portas no segundo semestre de 2026.
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