A Justiça paulista demandou explicações ao Sport Club Corinthians Paulista sobre discrepâncias significativas nas informações financeiras do clube, referindo-se ao Regime Centralizado de Execuções (RCE). O juiz responsável pelo caso, Guilherme Cavalcanti Lamêgo, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, alertou que, se as inconsistências não forem adequadamente justificadas, medidas mais rigorosas poderão ser tomadas.
O magistrado identificou uma diferença alarmante de aproximadamente R$ 149 milhões entre a receita reportada pelo Corinthians e os valores considerados no fluxo de pagamentos do RCE. Essa disparidade, observada em relação aos números referentes ao mês de fevereiro, levou à intimação do clube para que apresentasse esclarecimentos formais.
Em adição às diferenças nas receitas, foram levantadas impugnações quanto ao plano de rateio dos valores já depositados no contexto judicial. A administradora responsável pela supervisão do processo revelou que há um saldo de cerca de R$ 20,2 milhões nas contas do Corinthians; no entanto, alguns credores alegam que existem créditos omitidos, reconhecidos por sentenças anteriores.
Com a ordem judicial, agora os credores deverão se pronunciar novamente, enquanto a Administradora Judicial terá que fornecer informações adicionais antes da liberação dos pagamentos. Esse processo é fundamental para assegurar que o fluxo de caixa esteja em conformidade com as exigências legais e administrativas do RCE.
O Corinthians se posicionou a respeito, afirmando que o RCE foi adotado para estruturar o pagamento de dívidas cíveis e evitar bloqueios judiciais que poderiam comprometer seu funcionamento. A diretoria reiterou que o plano homologado pela Justiça contempla diretrizes claras para a alocação de receitas e um sistema rigoroso de fiscalização.
Além disso, o clube destacou que já havia apresentado, anteriormente, esclarecimentos formais sobre as divergências apontadas. Em uma petição protocolada no dia 24 de março, foram detalhados os componentes das receitas e explicadas as diferenças, visando clarificar a distinção entre receitas operacionais e não operacionais.
O Corinthians afirmou ainda que manteve comunicação constante com a Administração Judicial e prontamente forneceu todos os documentos solicitados. Num cenário onde a transparência e a colaboração são essenciais para a recuperação financeira da instituição, o clube reafirmou seu comprometimento em garantir um processo claro e eficaz.
À luz desses novos desdobramentos, o Corinthians permanece à disposição para atender a qualquer exigência adicional do Judiciário e dos credores. A continuidade deste processo será chave para a gestão das obrigações financeiras do clube, em busca de um retorno equilibrado e sustentável para suas operações esportivas e administrativas.
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