O futuro de Fagner para a temporada de 2026 tornou-se um dos principais imbróglios deste início de ano. O lateral-direito, que passou 2025 emprestado ao Cruzeiro, manifestou oficialmente o desejo de permanecer em Belo Horizonte. No entanto, o Corinthians adotou uma postura irredutível: só aceita a rescisão contratual se o atleta abrir mão dos R$ 10,4 milhões que tem a receber até dezembro.
A diretoria corintiana vê na saída definitiva de Fagner uma oportunidade crucial para aliviar a folha salarial e mitigar a grave crise financeira que assombra o Parque Jorge.
Fora dos Planos de Dorival
Apesar de o setor ser considerado carente — tendo apenas Matheuzinho como opção natural para a função —, o Corinthians já comunicou ao estafe do jogador que ele não será aproveitado em 2026. A decisão técnica é definitiva, reforçando que a permanência do lateral apenas geraria custos sem retorno esportivo imediato.
O Impasse com a Raposa
Do lado do atleta, a vontade é clara. Fagner e sua família se adaptaram rapidamente à capital mineira, e seu filho já integra as categorias de base do Cruzeiro. Embora exista um acordo verbal com a Raposa para a continuidade do trabalho, o jogador não está disposto a abdicar do montante total que o Corinthians lhe deve por direito contratual.
Os pontos principais do conflito:
Corinthians: Exige renúncia total dos valores (R$ 10,4 mi) para liberar o atleta sem custos de transferência.
Fagner: Deseja que o Timão arque com ao menos uma parte da dívida ou facilite a transação sem a perda total do valor.
Cruzeiro: Aguarda o desfecho da rescisão para assinar o novo contrato, mantendo-se como observador interessado.
Enquanto a situação não se resolve, o lateral vive uma indefinição que pode comprometer sua pré-temporada. O Corinthians mantém o discurso de austeridade e não parece disposto a ceder, utilizando o afastamento do elenco como ferramenta de pressão na mesa de negociações.
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