Marcelo Paz foi oficialmente anunciado como o novo diretor executivo de futebol do Corinthians. Em meio a desafios financeiros e a situação delicada do clube, a diretoria planeja antecipar o pagamento da terceira parcela do acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), administrada pela CBF, na tentativa de demonstrar boa-fé e reverter a proibição de transferências que está em vigor desde outubro.
Após dificuldades na quitação das duas primeiras parcelas, o Corinthians está se organizando para cumprir o pagamento da terceira, que possui o vencimento previsto para 17 de janeiro de 2026. O acordo, relacionado a dívidas com outros clubes, jogadores e empresários, implica no pagamento de mais de R$ 76 milhões em 24 parcelas trimestrais ao longo de seis anos. A diretoria acreditava que tinha um prazo adicional de cinco dias para comprovar os pagamentos, o que resultou no atraso das primeiras prestações.
Infelizmente, o clube recebeu um transfer ban imediatamente após não cumprir o prazo. Mesmo com a comprovação dos pagamentos no dia seguinte à punição, a CNRD decidiu manter a sanção, estipulando que sua suspensão estaria condicionada a uma mudança de postura do Corinthians. Assim, a diretoria acredita que antecipar o pagamento da próxima parcela poderá evidenciar a intenção positiva esperada pelo painel julgador.
A Diretoria Financeira está se mobilizando para garantir os recursos necessários, que estão a caminho, visando honrar as pendências. O Corinthians espera contar com fundos da Liga Forte União (LFU) relativos ao Campeonato Brasileiro, além da premiação da Copa do Brasil e um empréstimo de R$ 70 milhões para iniciar o próximo ano sem sofrer com transfer bans.
Além do ban imposto pela CBF, o Corinthians enfrenta outro obstáculo relacionado à FIFA, que resultou em uma nova proibição de transferências a partir de 12 de agosto, devido a uma dívida de R$ 40 milhões com o Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro equatoriano Félix Torres. A diretoria já está planejando o pagamento dessa dívida "nos próximos dias", embora ainda não haja uma data definida.
Com a quitação de ambos os transfer bans, o Corinthians poderá voltar a se reforçar, mas sob o modelo de contratações que não implique custos de aquisição. O clube atravessa uma grave crise financeira, acumulando dívidas na ordem de R$ 2,7 bilhões.



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