A Polícia Civil de São Paulo deve divulgar na primeira semana de maio a conclusão da investigação, ainda em curso, sobre o contrato entre Corinthians e VaideBet e suas consequências. O presidente do clube, Augusto Melo, e os ex-dirigentes Sérgio Moura, Marcelo Mariano e Yun Ki Lee devem ser indiciados após aproximadamente um ano de apuração e colheita de provas e depoimentos. Na semana passada, a Justiça concedeu a liberação para que os investigados e seus respectivos advogados tivessem acesso a todo o conteúdo do processo, inclusive documentos pertinentes a pastas sigilosas.
Em meio às centenas de páginas, há um despacho em que o delegado Tiago Fernando Correia, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC, responsável por casos de lavagem de dinheiro), afirma ter elementos suficientes para indiciar Augusto Melo, Sérgio Moura e Marcelo Mariano por associação criminosa, antigo crime de formação de quadrilha, e lavagem de dinheiro com receitas desviadas do próprio Corinthians para este fim criminoso. A investigação ainda sustenta, segundo despacho oficial nos autos, que a Rede Social Media Design LTDA, empresa citada no contrato como intermediadora do negócio e de responsabilidade de Alex Fernando André, conhecido como Alex Cassundé, jamais desempenhou qualquer papel de intermediação e faria parte, portanto, do plano liderado pelo trio de dirigentes corintianos para o suposto desvio final, à época orçado em R$ 25,2 milhões em três anos.
Yun Ki Lee, diretor jurídico na ocasião, não enviou o contrato ao compliance do clube, assumiu esta responsabilidade, não identificou e tampouco informou às autoridades qualquer problema. Por isso, deve ser indiciado como partícipe, aquele que contribui de forma consciente para a execução de um crime sem ser o autor do mesmo. Os relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), órgão brasileiro que combate a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, também apresentaram situações complicadoras para Augusto Melo, Sérgio Moura e Marcelo Mariano, principalmente pelo cruzamento dos dados do trio, assim como as quebras de sigilos bancários.
IMPEACHMENT No Corinthians, o caso VaideBet se tornou um processo que discute a possibilidade de destituição de Augusto Melo do cargo de presidente. No último da 20 de janeiro, o Conselho Deliberativo do clube decidiu, por maioria simples, que a votação para o afastamento imediato de Augusto Melo tem de acontecer. Em seguida, no mesmo dia, a reunião foi suspensa após muito tumulto e deve ser finalizada tão logo o CD entenda que há segurança para que os conselheiros possam comparecer para participar e votar.
Se os sócios endossarem que ele deve deixar o cargo, o mandatário será definitivamente destituído. Se o impeachment não passar no Conselho Deliberativo ou na Assembleia Geral, o caso será encerrado e Augusto Melo continuará normalmente no cargo de presidente. No entanto, vale lembrar que há um outro processo de destituição correndo simultaneamente, este a pedido do Conselho de Orientação e motivado por dados técnicos e números apresentados no último relatório do órgão sobre as demonstrações financeiras do primeiro semestre da gestão, e que também pode vir a ser votado no Conselho Deliberativo. Esse processo pode se agravar se as contas de 2024 da gestão não forem aprovadas A apresentação das demonstrações financeiras está atrasada e deve ser votada ainda neste mês de abril.



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