Corinthians x Huracán-ARG: O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira (2), diante do Huracán, da Argentina, na Neo Química Arena, pela Copa Sul-Americana. Esse adversário, inclusive, foi o mesmo da despedida de Marcelinho Carioca.
Abel Ferreira pode acionar Estêvão em função inédita no Palmeiras. Escalação do São Paulo: Igor Vinicius vai para o banco e Oscar joga. O “Pé de Anjo”, como ficou conhecido, entrou em campo pela última vez usando a camisa 100, em referência ao aniversário do Timão em 2010. Iniciando como titular, acabou “sacado” no intervalo, situação que não foi bem digerida. Em entrevista à ESPN, o ex-jogador trouxe todos os detalhes.
Situação gerou mágoa? “A despedida é uma coisa que ninguém sabe. Foi muito estranha. Não para o torcedor. Minha relação com o torcedor sempre foi a mil por hora, amável, de alegria, nunca teve contestação. Sempre nas alturas. Naquele dia contra o Huracán, em janeiro, chegaram para mim e falaram assim: ‘Vai ter o jogo lá no Pacaembu. Vai lá’. Eu peguei meu carro, minha chuteira e fui para o Pacaembu,” iniciou.
“Achei que iria para o hotel, almoçar com os jogadores, alguma coisa assim. É tipo uma coisa assim: ‘Você quer fazer despedida? Vai ter um jogo aí’. Me chateou demais. Mas ainda estou chateado? Não. A história está cravada, a minha relação com o torcedor é maravilhosa, e o reconhecimento da direção, da presidência do Corinthians, é maravilhoso. O Augusto Melo comigo é brilhante, os dirigentes, todo mundo é sensacional. Lá atrás o Duílio me respeitou muito,” disse.
No primeiro tempo estava 2 a 0, dei passe para gol, achando que iria voltar e veio um recado para mim: ‘Marcelinho, você não vai voltar para o segundo tempo’. Fiquei olhando para o Pacaembu e pensei: ‘Vou falar com o torcedor’. Fiquei dando a volta olímpica, sozinho. Tudo o que faltou para mim naquele momento, o torcedor fez por mim,” revelou.
“Acho que nunca falei isso. Foi uma coisa que marcou demais, eu não entendi. Mas o torcedor corintiano pôde me dar alegria. Pude superar aquele momento de um pouco de tristeza. Foram oito anos e meio, dez títulos, um negócio gigantesco. Foi como se fosse comprar um pão na padaria. ‘Vai lá, vai lá. Compra o pão lá’. Mas o torcedor sempre me tratou muito bem,” acrescentou.
Mais detalhes dos bastidores: “Se fizeram maldade ou não naquele, se de repente o treinador da época [Mano Menezes] foi induzido a fazer aquilo, eu não quero acreditar nisso, o torcedor me recompensou. O torcedor me deu toda a alegria, a satisfação, a gratidão, ele retribuiu naquele dia. E foi algo avisado um ou dois dias antes. Não foi aquela programação que ‘dia tal vai ter a despedida de jogador tal’,” disse.
“A gente sabe que a torcida e o clube são maiores que a gente, mas reconhecimento e gratidão não têm preço. Não quero nada do Corinthians. Eu sou grato por ter jogado no Corinthians. Grato a Deus por ter me dado essa oportunidade. A única coisa que o jogador quer é gratidão. É a única, nada mais,” finalizou.



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