Em menos de um mês, o Corinthians perdeu os dois principais líderes do vestiário. Primeiro, Cássio. Na última quarta-feira, Paulinho. Com Fagner e Romero como remanescentes mais experientes, atletas recém-chegados despertam como possíveis candidatos a ocuparem a função deixada pelos campeões mundiais. Dos contratados para a atual temporada, dois nomes aparecem com destaque na visão de quem exerceu, especialmente neste ano, o papel de referência do elenco. Paulinho elencou candidatos capazes de surgirem como novos líderes. – Dentro de um grupo podem se formar vários. Na minha análise, vejo Raniele e o próprio Garro, que pode trabalhar para isso. Fagner é referência dentro do clube, da forma que vive a vida e o futebol. O próprio Carlos Miguel pode surgir para isso – analisou o volante. – Liderança é normal surgir, mas não tem que ser forçada. Liderei calado nos últimos anos porque outros faziam melhor. Nesses meses, tive mais voz, de conversar, de mostrar – acrescentou Paulinho.
Sem Cássio e Paulinho, a braçadeira de capitão fica com Fagner. Na ausência do lateral, que saiu machucado do jogo contra o Racing, o goleiro Carlos Miguel foi quem carregou o símbolo de liderança no braço. Esse papel tornava Paulinho uma peça considerada fundamental pela comissão técnica. O desejo nos bastidores era pela permanência; ficou o agradecimento em ato simbólico durante a entrevista de despedida ocorrida no CT Joaquim Grava. Os auxiliares Felipe Zilio, Diego Favarin e Bernardo Franco estiveram na sala de imprensa e se emocionaram quando Paulinho fez agradecimentos pessoais à comissão de António Oliveira. – Vou levar um amigo (António Oliveira), não só ele, mas a comissão. Terão sempre um amigo. Não preciso nem falar. Os resultados dizem por si só. Muito obrigado por me fazer melhor. Um profissional melhor, um líder que nunca imaginei ser. Vocês conseguiram fazer isso – disse. – Minha despedida de ontem (na vitória sobre o Racing-URU) eu devo a vocês, foi com muita conversa, sinceridade. Como seria, como faria. Vocês me mostraram que eu tinha que fazer isso. Eterna gratidão – acrescentou.
Como ser líder no Corinthians? Para ser líder no Corinthians, tem que entender o que é o Corinthians. Essa é a visão de Paulinho transmitida na última entrevista, indicando que muitas vezes a vontade supera o talento para o atleta cair nas graças da torcida. – Em uma das partidas, falei no vestiário: Corinthians nunca vi exigirem craques, exigem vontade, garra e ter amor pelo clube. Isso só existe aqui, já passei em outros lugares, outros clubes, Seleção, esse clube me deu a chance de jogar na Europa. Nunca vi nada igual – relatou. – Esse clube pode levar as pessoas a lugares que não imaginam. Não falo isso da boca para fora e nem para agradar, falo a verdade. Cultura corintiana é entender e valorizar esses pontos. Precisa saber o nome de todos aqui dentro. (...) Os que chegarem precisam aprender a cultura corintiana, vão entender o que eu estou falando, porque esse clube é diferente – encerrou.
Sem Paulinho, o Corinthians volta a campo no sábado, às 21h, contra o Botafogo, na Neo Química Arena, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro.
Paulinho recebe camisa em despedida do Corinthians. Foto: Rodrigo Coca/Ag Corinthians



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