Edna Oliveira dos Santos em frente a sua casa, em PeruíbeImagem: Diego Garcia/UOL
Edna Oliveira dos Santos é dona de uma empresa com capital social de R$ 180 mil e que teria recebido mais de R$ 1 milhão de uma intermediária no patrocínio master do Corinthians .
Mas ontem, quando o UOL foi procurá-la, encontrou uma mulher que vive de favor em uma comunidade e que é mãe solo e alimenta três filhos pequenos com R$ 740 por mês com o Bolsa Família.
Ela contou para a reportagem que passou fome algumas vezes. Se você acha que essa conta não fecha, não está sozinho. Edna também não entende.
E é por isso que, desde a última terça-feira (21), ela tem medo de morrer. O UOL conheceu Edna na manhã de quinta-feira no Jardim Caraminguava, em Peruíbe, no litoral de São Paulo, após procurá-la pelas ruas do bairro.
Ela tem 23 anos, cria um bebê recém-nascido e outras duas crianças, de quatro e seis anos, e alguns cachorros vira-latas. Tudo isso em condição de pobreza. Segundo os amigos, tem chorado sem parar desde que seu nome apareceu no noticiário.
Tem medo de ser presa ou morta. Estou muito preocupada. Já passei muito mal hoje porque eu não consigo tirar isso da minha cabeça.
Tenho três filhos pra criar. E se alguém me matar por algo que nem fiz? Edna Oliveira dos Santos Ela é uma peça na polêmica que envolve Corinthians, a patrocinadora Vai de Bet e uma empresa que aparece no contrato como a ligação entre os dois.
Na terça-feira, a coluna de Juca Kfouri, no UOL , publicou que a empresa que fez a intermediação do contrato, chamada Rede Social Media Design, recebeu R$ 1,4 milhão do clube e repassou R$ 1,042 milhão a uma terceira empresa, chamada Neoway Soluções Integradas em Serviços (não confundir com a Neoway, empresa catarinense de big data). Edna aparece como proprietária da Neoway Soluções nos documentos oficiais. Edna diz estar surpresa com seu envolvimento no caso. Ela é corintiana, assim como os vizinhos, mas diz que jamais encontrou ninguém relacionado ao clube em toda vida. Também nega ter assinado qualquer papel para abrir uma empresa em seu nome. Sua casa é de tijolos aparentes, tem cerca de nove metros quadrados e não tem saneamento básico.
Ao lado, em uma casa parecida, vivem sua mãe e o padrasto. O pai de um dos filhos está preso. O dos outros, ela não sabe onde está. Os dois perderam contato. Edna disse à reportagem - e mostrou vídeo para corroborar, assim como fizeram seus vizinhos — que recebeu a visita de uma mulher desconhecida na noite do dia 30 de abril. Nesse dia, ela conta, soube que a empresa Neoway Soluções, com capital social de R$ 180 mil, está em seu nome. "Moro de favor, só tenho auxílio. Já passei fome", disse. Edna também contou que, antes da ajuda governamental, trabalhava em um quiosque. Mas não tem ocupação desde janeiro de 2022, quando entrou para o programa federal.
Segundo ela, o único lugar em que coloca sua assinatura todos os meses é no banco, justamente para receber o dinheiro do governo e conseguir sobreviver.



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