Um ídolo falando de outro. Recordista de jogos pelo Corinthians , com 806, o ex-lateral Wladimir saiu em defesa do goleiro Cássio em meio ao momento turbulento que o clube atravessa, ainda sem vencer no Campeonato Brasileiro. Depois de desabafar no meio da semana, após a derrota para o Argentino Jrs, pela Sul-Americana, quando admitiu abalo com as críticas e disse que tem ido em psicólogo e psiquiatra , Cássio deve perder a titularidade para Carlos Miguel contra o Fluminense, neste domingo, na Neo Química Arena, às 16h. - É uma fase difícil. O Corinthians precisa de união e os jogadores precisam se ajudar neste momento. A responsabilidade não é só de um. A responsabilidade é de todos. O goleiro tem obrigação de defender, não de marcar gol. Então tudo precisa ser dividido. A gente já passou por situação difícil quando ficamos sem títulos e superamos com união. É disso que o Corinthians precisa - disse Wladimir durante jogo festivo realizado em Vinhedo, no interior de São Paulo, neste fim de semana. Também presente na partida, o ex-volante Basílio, contemporâneo de Wladimir e autor do gol histórico do título paulista de 1977, tirando o Corinthians da fila de quase 23 anos sem ser campeão, endossou o apoio a Cássio. - Nós só temos que comentar aquilo que podemos buscar que é a superação. O Corinthians pode sair desta situação. A gente nota que nem tudo que é ruim fica para sempre. Isso vai passar e o Corinthians vai se sobressair até para brigar por Libertadores. O Cássio não tem culpa pela falta de gols, porque nem pênalti está saindo para ele bater. Outro ex-jogador do Corinthians que estava no jogo em Vinhedo e falou sobre a situação do Caio foi o ex-atacante Donizete Pantera: - Eu fiquei triste com o que aconteceu com o Cássio. Ele é a cara do Corinthians e não pode sair. O Corinthians vai voltar a ser o Corinthians através do Cássio. É uma camisa muito pesada para ficar sem título. Fica Cássio, calma. Fica aí que vamos comemorar mais títulos juntos.
Tensão dentro e fora do campo Ainda sem vencer e marcar gols no Brasileirão, o Corinthians tenta a primeira vitória para evitar uma crise ainda maior com a possibilidade de encerrar a rodada na lanterna. O Timão abre a rodada na antepenúltima colocação, com apenas um ponto em três rodadas. A luta contra o rebaixamento até as rodadas finais no Brasileirão do ano passado potencializam o mau início do clube no campeonato deste ano. Além disso, a eliminação ainda na primeira fase do Paulistão colocam em dúvida a reformulação do elenco proposta pela atual diretoria.
A pressão psicológica em torno do elenco aumentou ainda mais pela presença de algumas torcidas organizadas do Corinthians no treino de sexta-feira , no CT Joaquim Grava. Uma reunião entre torcedores, membros da diretoria, o técnico Antônio Oliveira e liderança do elenco deu o tom do momento vivido pelo clube. Na quinta, líderes de organizadas já tinham se reunido no Parque São Jorge com o presidente Augusto Melo e o superintendente de marketing, Sérgio Moura, para pedir esclarecimentos sobre a administração alvinegra. Fora de campo, o Corinthians vive uma crise política por conta de divergências entre o diretor Rubens Gomes, o presidente Augusto Melo e Romeu Tuma Jr, presidente do Conselho Deliberativo. Havia uma promessa de mudanças nesta semana, o que não acabou acontecendo. Nesta segunda, o Conselho Deliberativo irá votar contas do clube referente ao balanço se 2023, aumentando ainda mais a tensão nos bastidores.



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