O técnico Mano Menezes voltou a destacar a necessidade de o Corinthians reforçar o elenco para a temporada 2024. Em entrevista após a derrota por 2 a 1 no clássico contra o São Paulo , que acabou com o tabu na Neo Química Arena, o treinador destacou que o clube teve muito mais saídas de atletas do que chegadas em relação ao ano passado.
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– A matemática não mente, saíram 12 jogadores e entraram três no grupo. Estamos passando por um processo que esperávamos todos que tivesse sido acelerado mais . Mas eu tenho acompanhado o trabalho de todos, agora temos um novo diretor, o Fabinho. Se trabalha 24 horas por dia para resolver essas questões. Estamos no caminho de alguns acréscimos, mas eu sei como é o futebol, sei que os resultados todos querem para agora. A gente é que tem que ter a cabeça no lugar – declarou o treinador.
Corinthians 1 x 2 São Paulo - Melhores momentos - Campeonato Paulista 2024
– O torcedor vê com emoção, as perspectivas foram grandes, num primeiro momento se sonhou bastante alto. Mas eu vejo todos os dias que as pessoas que assumiram o Corinthians continuam sonhando. A realização das coisas está dentro de um processo que envolve a realidade momentânea que o clube atravessa, vamos continuar trabalhando todo dia para entregar aquilo que o torcedor quer ver – completou.
Para o comandante alvinegro, as dificuldades enfrentadas nesse início de temporada já eram esperadas:
– Talvez não precisaria ter acontecido as três derrotas, mas em termos de produção era previsível. Então, com a experiência e conhecimento que tem, a gente sabe o que saiu e sabe o que a gente ainda não trouxe para suportar essa saída que tivemos. Mas volto a dizer: a gente tem trabalhado para isso, estou com a direção todos os dias, estamos procurando encontrar jogadores que possam estar à altura dessa exigência que temos.
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Mano Menezes no clássico entre Corinthians e São Paulo — Foto: Marcos Ribolli
Mano Menezes no clássico entre Corinthians e São Paulo — Foto: Marcos Ribolli
Mano vê o Corinthians como imaturo neste início de temporada. E isso não tem relação apenas com a experiência dos atletas, mas sim com o estágio de formação de equipe.
– Derrota é ruim sempre, não tem meio-termo. Como treinador, eu tenho que tirar um pouco essa questão para saber avaliar se em alguns aspectos temos melhora, o que está ocasionando esse tipo de situação. Nos jogos anteriores não tínhamos que ter perdido de jeito nenhum, foram situações pontuais, mas isso demonstra ainda uma imaturidade da equipe e não estou falando de idade, mas de construção dela. Uma equipe mais madura, trabalhada, não comete erros ingênuos, bobos. Você toma gol porque o adversário tem muitos méritos para fazer. A gente tem tomado gols que têm nos custado o resultado do jogo. Temos que ter paciência nessa hora, mas seguir trabalhando 24 horas – opinou.
Em quatro jogos no Paulistão o Corinthians conquistou apenas uma vitória, na estreia, contra o Guarani. Depois, foi batido por Ituano, São Bernardo e São Paulo.
O Timão volta a campo no domingo, contra o Novorizontino, às 11h, em Itaquera.
Confira outros trechos da entrevista coletiva de Mano Menezes:
Análise do clássico
– O jogo foi jogado em dois tempos distintos. Na primeira parte, jogamos até 42 minutos com 11 x 11. Embora a gente não tenha criado muito na última parte, não sofremos nunca. Tomamos o gol numa jogada isolada, foi a primeira jogada que a equipe sofreu. Era um jogo grande. Os jogos grandes são jogos de poucas oportunidades. Com essa construção que estamos fazendo, ainda estamos pecando como equipe naquilo que temos que apresentar. Não existe milagre para isso. Estamos passando por esse momento que exige calma e consciência do que precisamos fazer. A equipe teve comportamento, no segundo tempo se superou. Se continuar com esse comportamento, dificilmente será derrotada nas próximas partidas, voltará a vencer. O caminho é esse. Não podemos cometer esses pequenos erros que têm nos atrapalhado em termos de jogo. Ficar com um a menos é difícil nessa hora. A equipe passou por um jogo difícil, mas o comportamento dela remete para coisas melhores no futuro.
Necessidade de reforços
– A gente precisa qualificar o elenco, não tem outra solução. Antes vocês citaram a palavra do famoso tabu. A gente constrói situações como essa não é pelo treinador isoladamente ou pela direção isoladamente. Quem constrói isso são os jogadores com a qualidade que tem, a força do ambiente. Para o ambiente estar a favor, o time também tem que puxar o ambiente de fora para dentro. Tudo isso é o somatório do que é ser forte dentro de casa, do que é ser mais ofensivo, incisivo, ser mais proponente em um jogo de futebol. Ouço as pessoas falarem muito da característica do treinador. Claro que temos características marcantes, talvez até predominantes na nossa carreira. Mas quando duas equipes proponentes entram em campo, uma delas se sobrepõe por fazer melhor que a outra. Futebol começa com uma boa ideia, você não faz nada se não tiver uma boa ideia, mas ela tem que vir acompanhada de uma boa execução
Yuri Alberto
– Eu acho que a blindagem... Não gosto muito dessa palavra porque acho que ela não existe. Quem está aqui como profissional sabe a grandeza que é tudo isso o que nós participamos e também a responsabilidade que temos. Temos que resolver os problemas que estão lá dentro do campo, e o treinador não pode abandonar seus jogadores por circunstâncias que a emoção exige mais rapidamente que ele o faço. Não tenho como reclamar do Yuri Alberto, da entrega, disposição dele com um homem a menos, lutando sozinho lá na frente, segurando bola, ele chutou uma bola no poste que, caprichosamente, não quis entrar. O caminho da recuperação e retomada de um jogador é o trabalho. Se ele continuar trabalhando da maneira que está trabalhando no dia a dia, as coisas vão voltar a funcionar bem. A questão da criação, a equipe ainda carece. Mas o caminho é esse, o jogo era muito delicado para fazer alterações com 10 jogadores. Eu segurei até onde pude, o clássico pode ficar perigoso. Tomamos o segundo gol e aí você joga os meninos para dentro e daqui a pouco toma o terceiro gol e vira uma coisa que prejudica todo mundo em vez de ajudar. Eu confio neles, eles sabem que confiamos, mas eles não podem ser apontados como solução para tudo o que estamos passando. Vamos trabalhar com eles, senão eles não estariam aqui, acreditamos bem, mas tem uma etapa. Arthur fez gol hoje, isso é ótimo para centroavante. Vamos trabalhar dessa forma, são anos de experiência, muito conhecimento que a gente tem para saber conduzir o processo nessa hora
Cobranças ao elenco
– O treinador tem que participar do jogo como acha que tem que participar. No Brasil, se não cobra é passivo demais. Se cobra, é exaltado demais. A gente tem que ter consciência, transparência, lealdade com os jogadores, que é o que eu procuro ter. Até quando comete erros a gente tem que ter grandeza, eu acho que o caminho é esse, entre a gente acreditar um no outro, estarmos juntos nessa hora de dificuldade para sair dela logo, logo.
Expulsão de Caetano
– Erramos. Se erra lá dentro, às vezes avalia no calor do jogo, um lance que vai esticar o braço e faz um momento mais agressivo, como foi o caso. Foi bem rigoroso o critério, mas eu acho que o gesto aconteceu no final. Hoje, com as imagens, você para, você faz e não tem escapatório. É claro que nos prejudicou no jogo, ele sabe disso, a gente não precisa ficar batendo em cima disso, a não ser internamente, como a gente tem que fazer as coisas.
Terceira reformulação no Corinthians . É a mais difícil?
– Eu acho que sempre a próxima é mais difícil, que nem jogo de futebol. O que estamos fazendo agora pertence às circunstâncias do momento, não dá para comparar etapas, épocas diferentes, é muito difícil. Acho que tínhamos nas duas outras épocas, dentro dessa reformulação, jogadores mais experientes para fazer. Hoje temos mais jovens. Se olhar a média de idade que tínhamos hoje no banco você pode chegar a essa conclusão objetiva. Não é fácil para jovens em momento de pressão maior. Gostaria eu de estar colocando eles em condição mais favorável de equipe. Mas hoje em dia eles estão bem desenvolvidos de forma precoce. O Corinthians vai construindo na base jogadores que se acostumam em estar aqui e suportar isso bem. Vou tentar sempre escolher o melhor para a equipe, esse é o meu papel.
Confiança dos atletas
– São duas coisas diferentes: a vitória traz confiança e a derrota traz falta de confiança. É bem simples, objetivo e direto. Às vezes você nem joga tão bem, mas vence. Então fica numa condição de diminuir a pressão, não ter o externo que afeta. Todo mundo lê o que se escreve. Afeta o torcedor, ele vem para o estádio mais preocupado. Eu só tenho que elogiar a parte externa da nossa torcida, o torcedor ajudou a equipe o tempo inteiro. Conseguimos fazer o gol no final e por um detalhezinho não conseguimos fazer o segundo. Vamos estar juntos porque juntos somos capazes de sair dessa situação.
Tempo de preparação
– Agora teremos dois dias para trabalhar. Nos últimos três jogos, não tivemos nenhum dia para treinar, é importante que se entenda isso. Quando as coisas funcionam bem, você passa batido por isso. Quando vem a derrota e a instabilidade que temos, você precisava de um pouco mais de tempo para trabalhar. Nós últimos jogos, tivemos 48 horas e você sabe que com 48 horas o jogador mais sente o cansaço da partida anterior, mas nesse dia tivemos que preparar a equipe por ser véspera para o jogo seguinte. Para nós, que ainda estamos preparando o time, isso custa bem caro.
Garotos da base
– A ideia de jogar do sub-20 era bem simples de se executar. Essa ideia tornou o time campeão da Copinha. Em função disso, os jogadores ganharam mais valoração para estar aqui. Futebol tem muito a ver com a vitória, todo mundo fala em rendimento, mas valoriza a vitória e crucifica na derrota. Quando vence a Copinha, os jogadores ganham mais moral e até o torcedor enxerga eles como solução dos problemas do clube. Continuo achando que execução é fundamental. A gente tem errado até tecnicamente, não por ser mais complexo o sistema. O sistema é simples, temos procurado trabalhar, desde que chegamos, trabalhar com no máximo dois volantes, colocar dois meias na equipe, às vezes colocar dois atacantes de beirada, como foi hoje. O mais complexo e difícil do futebol é execução e ela está ligada diretamente com a qualidade do elenco que a gente tem e o trabalho que a gente pode fazer com eles. Não tenho nada a reclamar da entrega deles para a gente trabalhar. O momento dos jogadores é diferente, uns mais confiantes, outros menos em função de tudo o que está acontecendo, a oscilação está dentro do esperado. Mas temos que começar a crescer e solucionar os nossos problemas.
Rodrigo Garro
– Essas partes de regularização estão com a direção. Nós estamos fazendo tecnicamente aquilo que temos que fazer, estamos trabalhando com os jogadores, relacionamos o Garro, estamos esperando esses últimos detalhes que vão dar condição para ele.
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