4/10/2023 04:20

Opinião: Corinthians colhe o que plantou num 2023 de muitos vexames

Opinião: Corinthians colhe o que plantou num 2023 de muitos vexames

A eliminação na Copa Sul-Americana é o melancólico desfecho para o 2023 do Corinthians.

Foi um vexame. Não a derrota para o Fortaleza , um clube de torcida apaixonada, que vem se estruturando administrativamente e desportivamente ao longo das últimas temporadas e que tem uma forma definida de jogar, com um técnico há dois anos e meio no cargo.

O vexame foi a administração do Corinthians, que colhe agora o que plantou nos últimos meses.

Duilio Monteiro Alves reconhece erros no planejamento do Corinthians em 2023

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Corinthians disputou semifinal contra o Fortaleza — Foto: Lucas Emanuel/AGIF

Ainda em 2022, já se sabia que esse elenco do Corinthians era envelhecido e desequilibrado. Eram necessários reforços, mas a temporada começou com apenas três contratações: Matheus Bidu, Romero e Chrystian Barletta, que nem está mais no clube após cinco jogos.

Não foi por acaso que a equipe caiu para o Ituano no Paulistão e na fase de grupos da Libertadores. É fácil entender o motivo. Difícil é explicar como, com tantos problemas, o Corinthians ainda avançou até duas semifinais – a da Copa do Brasil, é bom lembrar, com três classificações nos pênaltis.

Além de não se reforçar como precisava, o Timão ainda abriu mão de seu artilheiro e melhor jogador na temporada, Róger Guedes. Também vendeu bons jovens com pouquíssima rodagem no elenco profissional. Sempre com o discurso de que "é assim mesmo", e que "nada poderia ser feito diferente...".

Na lista de vexames alvinegros, não entra a derrota para o Fortaleza, independentemente da diferença astronômica de faturamento entre os dois clubes. Vergonha mesmo foi a forma como foi conduzida a situação do meia Luan, o que culminou com a agressão ao profissional num motel , ou ainda a invasão ao centro de treinamento por organizadas que seguem mantendo laços com a diretoria do clube.

As trapalhadas administrativas custaram um preço alto ao Corinthians, que continuará sendo pago em 2024, quando o Timão não disputará a Copa Libertadores.

Esse cenário de terra arrasada é ainda mais danoso em um ano eleitoral, por estimular promessas fáceis de serem ditas, mas difíceis de serem cumpridas.

Depois de um ano de traumas para o torcedor, o Corinthians não precisa de um salvador, mas sim de um planejamento de futebol bem elaborado e executado. Algo que claramente faltou neste ano.

"O Corinthians ainda é o time do povo?", questiona Careca Bertaglia

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