25/9/2022 10:02

Mantuan festeja bom momento na Rússia e lembra papo com Vítor Pereira antes de sair do Corinthians

Meia-atacante de 21 anos já fez dois gols pelo Zenit e coloca Jogos Olímpicos como próxima meta

Mantuan festeja bom momento na Rússia e lembra papo com Vítor Pereira antes de sair do Corinthians
A primeira coisa que Gustavo Mantuan fará ao chegar ao Brasil, em novembro, na pausa da Copa do Mundo e na parada de inverno do Campeonato Russo, será comer uma feijoada.


– Preciso de uma feijoada urgente (risos). Mas meus pais chegam aqui na semana que vem. Minha mãe vai trazer feijão, vai trazer tudo (risos) – diz o jogador de 21 anos, que mora sozinho na Rússia.

Há dois meses vivendo em São Petesburgo, o meia-atacante emprestado pelo Corinthians ao Zenit tem mostrado rápida adaptação ao país, mesmo sofrendo com a óbvia dificuldade com o idioma local e com a convivência com os riscos da guerra com a Ucrânia.

O jogador, que deixou o Corinthians em julho, diz que acompanha as notícias sobre a geopolítica do país pelo noticiário brasileiro, mas garante viver uma rotina normal e focada em futebol.

Depois de viajar machucado e ficar quase três semanas em tratamento, ele iniciou sua jornada no Zenit com o pé direito. Nos cinco primeiros jogos, marcou dois gols – um deles logo em sua estreia.

Apoiado pelos corintianos nas redes sociais a cada lance de destaque que faz no novo clube e que ganha as redes sociais, o jogador de 21 anos contou em entrevista ao ge como foi deixar o Timão em seu melhor momento dentro do clube. E lembra o que ouviu do técnico Vítor Pereira:

– Ele falou que realmente não queria me perder agora, eu expliquei os meus motivos para sair, e ele entendeu muito. Foi um técnico que cuidou muito de mim, que teve bastante carinho comigo. Tenho que agradecer a ele e a comissão por eu estar aqui. No início do ano, não vinha tão bem, estava jogando em outra posição, e ele viu o que eu poderia fazer pela equipe. Se não fosse ele, não estaria aqui no Zenit hoje. Tenho muita gratidão por ele – disse o jogador.

Confira a entrevista com Mantuan:

ge: Como está sendo a adaptação ao país? Consegue entender algo que dizem nas ruas?

Mantuan: – Em relação à língua, é muito difícil entender. Consigo falar um pouco de inglês, mas não são todas as pessoas aqui que falam. De resto, a adaptação está sendo boa, temos um auxiliar técnico brasileiro, tem os jogadores brasileiros que estão me ajudando também a me adaptar rápido para eu conseguir jogar o meu melhor futebol.

A proposta chegou quando você vivia seu melhor momento no Corinthians. Se você a rejeitasse, talvez melasse a ida do Yuri Alberto ao Corinthians. Era uma decisão difícil...

– Era uma responsabilidade grande, mas eu vi a vinda para cá como uma oportunidade, tomei a decisão certa. Meu sonho era atuar na Europa. Poderiam depois vir coisas, mas também poderiam não vir. Como houve o interesse, a proposta foi boa, aceitei. Eu estava em meu melhor momento no Corinthians, mas foi importante dar esse passo na minha carreira.

Quando chegou a proposta, você entrou em contato com o Claudinho, né? O que foi conversado?

– Falei com o Claudinho e com o Malcom. Eles me falaram para vir sem pensar, porque sabiam da estrutura do clube, do que o clube pode alcançar. Essa conversa com eles foi importante na minha decisão de vir para a Rússia.

Muita gente achou loucura você ir para a Rússia neste momento de guerra. Você consegue pensar apenas em futebol?

– Eu, pelo menos, vejo mais as notícias no celular via Brasil. Aqui, de verdade, parece uma vida normal, parece que não tem guerra. Claro, a gente sempre fica atento, mas deixa no pensamento só jogar futebol.

Já foram dois gols marcados nestes cinco primeiros jogos. Como está sendo esse início na Rússia?

– É um futebol em que se utiliza bastante força, tem jogadores altamente preparados, muito mais fisicamente do que no futebol brasileiro. É uma adaptação meio difícil, mas com a nossa técnica a gente sai na frente. Só que tem que compensar no físico, eles são f... Muito táticos. Tenho que me adaptar ao modo de jogo deles.

Aqui no Corinthians, você vinha jogando na ponta direita, até fechando uma linha de cinco. E no Zenit, em que posição tem atuado?

– Aqui o treinador (Sergey Semak) tem me utilizado mais pela ponta esquerda, onde tenho preferência. Óbvio que eu também jogo na ponta direita, vocês viram, né? (risos). Mas ele tem me colocado aqui na esquerda, onde me sinto muito confortável. Aos poucos, estou conquistando meu espaço, quem sabe em breve começo a jogar entre os titulares.

Você ainda sente o apoio da torcida do Corinthians nas redes sociais?

– Não tem como não sentir o apoio, na rede social sempre tem alguma coisa. Fico feliz que saí deixando uma boa impressão com a torcida, e eles seguindo torcendo para mim, isso dá para sentir. A torcida do Corinthians não tem como, né?

Como era o trabalho com o Vítor Pereira?

– Um cara muito atencioso, você vê que ele está no treino para te ajudar e corrigir. Os trabalhos são curtos e intensos. No começo ali, quando ele chegou e a molecada estava treinando, ele sempre chamava para ajustar. Está dando resultado, basta ver a atuação dos jovens, tanto eu quando estava no Corinthians, o João Victor, Du, Adson... Foi muito bom trabalhar com ele.

Quando te perguntam sobre a relação com Vítor Pereira, o que você costuma contar?

– O que falo sempre para alguns amigos é que... Comigo, ele nunca me chamou para conversar individual, a não ser antes de eu sair. Ele me botava de ponta direita, eu não falava nada e jogava. Me colocava de lateral, não falava comigo e eu jogava... Eu falava: "Cara, acho que ele gosta muito de mim, ele não fala comigo e eu estou jogando, acho que estou fazendo alguma coisa bem". Isso era engraçado (risos).

Tomava muita bronca?

– Ah, tomei umas duras dele, tem que tomar (risos). Ele é bravo, mas durante o jogo dá a bronca e consegue te dar confiança. Você errou? Vai de novo que você vai conseguir. Ele dá confiança.

Quando você se machucou em 2020, estava na seleção sub-20. O que você projeta de futuro?

– Meu objetivo principal é tentar ir para as Olimpíadas em Paris (2024), estou trabalhando para isso, para mostrar meu trabalho, e já pensando no próximo ciclo da Copa, em 2026 terei 25 anos. O foco de momento então é estar dentro do ciclo olímpico.


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