O torcedor do Santos que agrediu o goleiro corintiano Cássio após o jogo entre os times ontem (13), na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil, será autuado por mais crimes do que os outros invasores do gramado. É o que diz ao UOL Esporte Cesar Saad, delegado titular da Drade (Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva).
"Cheguei a conversar com o Cássio para saber se ele realmente tinha sido agredido e ele manifestou que não chegou a ser efetivamente agredido. Mas, pela atitude, este torcedor vai ter a pena dele agravada em razão da tentativa. Isso além da invasão e dos outros elementos do artigo do Estatuto do Torcedor [41-B]. Todos vão responder por estes crimes e o juiz vai atribuir penas para cada um, imagino que todas iguais e a exceção feita ao que tentou agredir o Cássio." , comentou o delegado.
Após o árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima encerrar a partida que garantiu a classificação do Corinthians para as quartas de final da Copa do Brasil e, portanto, eliminou o Santos, torcedores santistas invadiram o campo. Um deles tentou agredir o goleiro corintiano pelas costas com uma voadora, mas não acertou em cheio. O atacante do Santos Marcos Leonardo e seguranças atrapalharam a ação. O torcedor foi derrubado logo depois de encostar o pé na panturrilha do jogador do Corinthians.
Os invasores foram detidos pela Polícia Militar, identificados, prestaram depoimento durante a madrugada no Juizado Especial Criminal (Jecrim), que fica dentro da Vila Belmiro, e responderão ao processo em liberdade. Eles podem pegar pena de até dois anos.
Eles foram autuados no artigo 41-B do Estatuto do Torcedor, que trata de infração por "promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos". Como explicou Cesar Saad, a única exceção é o torcedor que agrediu Cássio, autuado por tentativa de agressão.
"Foram todos detidos, identificados, autuados, prestaram depoimento no Jecrim e agora aguardam. Depois disso encaminhamos ofício para a Federação, CBF e demais responsáveis para os proibirem de entrar no estádio", reforça o delegado da Drade.