Há questões técnicas e táticas a destacar da atuação do Corinthians no empate em 1 a 1 com o Athletico-PR, mas não se pode analisar a partida na Arena da Baixada sem considerar um aspecto subjetivo e de difícil mensuração: o emocional.
Quem esteve na Arena da Baixada nesta quarta-feira pôde sentir como, mesmo na gelada noite paranaense, o jogo esquentou a partir dos 15 minutos do segundo tempo, e como o jovem time do Corinthians ficou atordoado em meio à pressão, que praticamente não cessou até o gol de empate do Furacão, 21 minutos depois.
Dominante no primeiro tempo, o Timão passou a se livrar da bola de qualquer forma, cometeu seguidos erros – muitos deles tolos – inflamando a torcida adversária, se envolveu em confusão com saldo de uma expulsão para cada lado e viu Raúl Gustavo cometer um pênalti infantil, que acabou por custar caro.
Vítor Pereira parecia perceber seus atletas em parafuso e se desesperava à beira do gramado, pedindo calma e precisão na saída de bola. Depois de muito insistir para Roni se afastar da confusão com Hugo Moura, ele entrou no campo e deu um "chacoalhão" no volante, que prejudicou a equipe com o cartão vermelho, por mais que tenha levado um adversário consigo.
Com um pouco mais de cabeça fria, o Corinthians teria voltado para São Paulo com os três pontos e a liderança provisória do Brasileirão.
Após resistir à pressão inicial do Athletico e abrir o placar num golaço de falta de Róger Guedes, o Timão teve bom desempenho no primeiro tempo. Com um ataque móvel, com o camisa 9 trocando de posição com frequência com Willian, a equipe conseguiu puxar contra-ataques, teve mais a bola do que o adversário e criou chances para ampliar.
O fato de ter sido superior não quer dizer que o Corinthians foi perfeito. O ponto negativo esteve nos constantes erros de passe no campo defensivo, que começaram logo aos dois minutos, quando Willian perdeu a bola na entrada da área alvinegra e foi salvo por uma belíssima defesa de Cássio. Mais adiante, Mantuan e principalmente Raúl Gustavo cometeriam falhas parecidas.
Também não deu certo a escolha por Mantuan na lateral direita. Os donos da casa exploraram muito os lançamentos nas costas do jogador, a ponto de Vítor Pereira mandar Rafael Ramos para o aquecimento ainda no fim da etapa inicial – o ala português entrou no intervalo, na vaga de Adson, e Mantuan passou a jogar em sua posição, mais à frente.
É plenamente compreensível o rodízio promovido por Vítor Pereira em meio à maratona de jogos, mas improvisações como essa, quando há um reserva da posição disponível, são difíceis de justificar. Menos mal que em muitos momentos o português não fica preso às suas decisões e corrige os próprios erros no decorrer das partidas.
Diante do Athletico, o treinador também notou a perda de superioridade no meio de campo a partir dos 10 minutos do segundo tempo e tentou solucionar o problema com as entradas de Renato Augusto e Roni, mas o planejamento foi por terra com a expulsão cinco minutos depois.
O ponto obtido em Curitiba não deixa de ser importante, mas ainda mais valiosa é a lição que a partida deixa e que este Corinthians já deveria ter aprendido – por exemplo depois do empate em 1 a 1 com o Boca Juniors, na Bombonera. Com duelos eliminatórios de Libertadores e Copa do Brasil se aproximando, o Timão só logrará êxito se tiver força mental, algo que faltou na Arena da Baixada.
Corinthians, 2022, Campeonato Brasileiro
problema do time e jogando que não que joga que derrubar técnico isso eu vir no jogo ontem sim não que joga vai embora pora
Se o Corinthians melhorar metade dos defeitos que essa galera fala na mídia, não vai precisar nem contratar pra dominar a América, porque é tanto defeito que essa turma só vê no Corinthians,o único time que ta tentando fazer frente ao "poderoso Palmeiras"!kkkkkk....