Nesta quinta-feira, um dia após a primeira vitória do Corinthians na Copa Libertadores, Fagner analisou o triunfo sobre o Deportivo Cali, por 1 a 0, na Neo Química Arena. O lateral também não poupou elogios ao técnico Vítor Pereira, que, segundo ele, se adaptou rapidamente à realidade do Timão.
“Ele já entendeu o que é o Corinthians, a paixão do corintiano pelo clube. Tem cobrado isso todos os dias: para que a gente tenha essa intensidade de jogo. Que tenha fome nos treinamentos, por títulos. É um cara que tem tudo para ter sucesso aqui”, disse o jogador ao SporTV.
O defensor de 32 anos também enxergou “um grande jogo” em Itaquera: “A gente conseguiu, principalmente no primeiro tempo, controlar bem as ações do Deportivo Cali, criamos algumas situações de gol. É natural o nervosismo, para fazer logo o placar, principalmente pelo fato de virmos de derrota na estreia. A equipe conseguiu se controlar bem. Acredito que, mesmo com o gol não saindo, tivemos calma e paciência para escolher as jogadas. Fomos coroados pela insistência”.
“As triangulações entre eu, Paulinho e Mantuan são situações que a gente vem trabalhando. Tentamos ocupar os espaços que um vai deixando para o outro. O Mister nos dá essa liberdade: não necessariamente o Fagner tem que estar aberto, a gente pode rodar. Dependendo da situação do jogo, o Paulinho atrai a marcação por ter uma presença de área e acaba abrindo espaço para o Mantuan ou uma ultrapassagem minha. São coisas que vêm acontecendo de forma natural”, acrescentou.
Por fim, Fagner ainda falou sobre a rotação dos titulares, tendo em vista o calendário do futebol brasileiro. De acordo com ele, “o principal é o Corinthians”, e não os jogadores: “A gente sabe da importância de todos e que haverá trocas no time durante as competições. Acredito que, todo mundo estando preparado, poderemos alterar peças, mas a equipe manterá um padrão. É normal que, com uma troca, a gente sinta um pouco essa mudança. Mas o time conseguiu aos poucos entender e colocar em prática aquilo que o Vítor queria”.
“A gente sabe que ainda temos muitos a crescer e evoluir como conjunto. Acho que no próximo jogo, por exemplo, os onze que estiverem melhor fisicamente têm que entrar. Para uma equipe que quer jogar em alta intensidade, com pressão alta e pós-perda muito rápida, isso exige muito fisicamente. Essa rotatividade no elenco será necessária. Hoje não existe um Corinthians ideal: temos que ver o Corinthians ideal para a próxima partida, fisicamente falando”, concluiu.
O Corinthians volta a campo no sábado, às 19 horas (de Brasília), quando recebe o Avaí, na Neo Química Arena, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.