O perfil "Sheik Caçador", responsável pelas ameaças ao goleiro Cássio, do Corinthians, sua esposa e o zagueiro Gil, na última semana, foi identificado pela polícia. Ele ainda não foi condenado e vai responder pelo crime de ameaça.
Segundo informado pelo delegado Cesar Saad, responsável pelo caso, o nome do homem é Igor, tem 20 anos e reside em Poá, na região metropolitana de São Paulo.
Além disso, a polícia confirmou que a arma de fogo enviada em uma foto como forma de ameaça é de dois anos atrás, da internet, portanto, não pertence ao torcedor.
O homem esteve na Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva nesta tarde e prestou depoimento, se dizendo arrependido.
Segundo o acusado, ele havia feito uma aposta em um site especializado e acabou ficando nervoso com o resultado do Corinthians na estreia da Libertadores, na derrota por 2 a 0 contra o Always Ready, além da eliminação para o São Paulo no Campeonato Paulista, anteriormente.
Ele afirmou ter agido na emoção, afirmou que não vai mais repetir o ato e pediu desculpas. Além disso, a polícia confirmou que ele deve ser liberado ainda nesta segunda-feira, após o término do depoimento.
Entenda o caso
Na última quinta-feira, no treino realizado durante a manhã, alguns torcedores da organizada Gaviões da Fiel foram autorizados a entrar no CT Dr. Joaquim Grava e conversar com elenco e comissão técnica. A ideia da torcida era cobrar raça e vontade.
Pouco depois, ao responder uma mensagem de um torcedor, Janara Sackl, esposa de Cássio, foi ameaçada com fotos e áudios de um perfil no Instagram, que chegaram até o goleiro por meio do personal trainer de Janara. Em uma das mensagens, um revólver e balas aparecem em cima da camisa do Corinthians.
Além do goleiro, outro citado nos conteúdos das mensagens de ameaça é o zagueiro Gil, que apagou fotos com a camisa do clube em suas redes sociais após o ocorrido.
O Corinthians se manifestou após o ocorrido. Em nota, repudiou a ação e afirmou que já acionou a Delegacia de Polícia e Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, "a fim de tomar as medidas cabíveis para a segurança dos atletas", com o desejo que o autor do crime "seja submetido às penas da lei".
Na sexta-feira, sete perfis foram identificados pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva e prestaram depoimento.