Volante Maycon, do Corinthians, estava na mira da Ponte para sequência do ano (Foto: Marcos Ribolli)
O gerente de futebol da Ponte Preta, Gustavo Bueno, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira para esclarecer diversos pontos relacionados ao elenco alvinegro e fazer um balanço deste início de Campeonato Brasileiro. Entre os assuntos abordados, o dirigente comentou o interesse no volante Maycon, do Corinthians, a chegada do atacante Giva, ex-Santos, e descartou o retorno do zagueiro Renato Chaves, atualmente no Fluminense.
utras situações, como a volta por cima de Nino Paraíba no Majestoso e a busca por mais um volante e um atacante de velocidade, também estiveram em pauta. Na avaliação geral de Gustavo, a Macaca está no caminho certo para fazer uma boa campanha na elite nacional, mantém um monitoramento constante do mercado nacional e internacional e não está disposta a liberar nenhuma peça do atual plantel.
- Em relação ao Maycon, nós tentamos, como tentamos outros jogadores também. Buscamos contato com pessoas ligadas ao Corinthians, tínhamos o interesse de trazê-lo por empréstimo, mas ele fazia parte dos planos da comissão técnica do Corinthians e ficou inviável.
- O Giva é um jogador que teve um início de carreira muito interessante. Começou bem o Santos, mas pela idade e maturidade, oscilou demais. Tem um potencial muito grande, e surgiu a oportunidade de trazê-lo como processo de recuperação, para ele retomar o espaço no mercado. Por ser novo, vimos com bons olhos. Em um primeiro momento, não se trata de um reforço, mas de uma aposta. Fizemos contrato de três meses, com prorrogação por mais três. As questões contratuais foram boas, e a comissão técnica aprovou.
- A chegada do Giva não inviabiliza a vinda de outras situações. Como todos sabem, estamos atrás de um segundo atacante e de um volante. Isso já foi passado pela comissão técnica. Estamos trabalhando alguns nomes, sabemos que não é fácil, e estamos conversando muito para encaixar um nome que atenda ao perfil técnico e também se enquadre dentro da nossa situação financeira.
- Sobre o Renato Chaves, voltamos de Porto Alegre, estivemos no Fluminense para uma reunião na segunda-feira, e num primeiro momento o Fluminense, até pela questão do número de opções no setor, não vai liberar o atleta. Então, praticamente definimos a situação.
Não significa que não possa acontecer em outro momento, pois deixamos bem claro nosso interesse. Mas é um setor que estamos equilibrados, os zagueiros têm dado conta do recado. Claro que todo jogador interessante interessa, até pela dificuldade do Brasileiro. Precisamos sempre fortalecer.
Estamos trabalhando alguns nomes, sabemos que não é fácil, e estamos conversando muito para encaixar um nome que atenda ao perfil técnico e também se enquadre dentro da nossa situação financeira.
Gustavo Bueno, gerente da Ponte
- Temos dois profissionais que fazem observações e monitoram atletas tanto no mercado nacional quanto lá fora. Mas no exterior na maioria das vezes foge um pouco da nossa realidade. Então ficamos em dois extremos: tem a situação de um atleta com mais bagagem, mas com a questão financeira alta, e atletas mais jovens, com custo menor, mas que ainda não se firmaram. Neste caso, preferimos dar oportunidade para um atleta como o Giva, por exemplo. Mas temos monitorados e não descartamos nada. Todo bom jogador que caiba no nosso orçamento,
Reformulação do elenco: saídas, permanências e assédio
- No futebol as coisas acontecem de maneira muito dinâmica.
O jogador precisa estar sempre preparado para estar à disposição quando as oportunidades aparecerem. O Nino Paraíba entrou bem quando o Eduardo precisou. Mesmo quando estava só treinando, manteve uma postura profissional, transparente. Até surgiu a possibilidade de trazer um jogador no setor que estamos precisando em detrimento do Nino, mas preferimos não (fazer a troca) por entender que precisamos do Nino dentro do esquema do Eduardo. Estamos contentes com ele, tem reconquistado o espaço.
Nino Paraíba começa a recuperar espaço no elenco da Ponte depois de treinar à parte (Foto: Carlos Velardi / EPTV)
- Com o Gilson, não recebemos proposta oficial de nenhum clube. Não trabalhamos com especulação. Sempre quando existe o interesse, pedimos proposta oficial. Deixamos claro para o Gilson e para qualquer outro atleta que não temos interesse na liberação de nenhum jogador. O Gilson faz parte dos planos, vai continuar, está comprometido e tem serviços prestados aqui. No Brasileiro as coisas mudam. O Reinaldo está pendurado, e vai surgir a oportunidade do Gilson.
- Talvez pela campanha do ano passado, as coisas ficavam mais expostas, mas já surgiram propostas para o atual elenco. Foram situações que tratamos internamente, e o consenso entre comissão técnica e diretoria é que não temos intenção de liberar nenhum jogador. Hoje a Ponte tem um equilíbrio financeiro para fazer um bom ano. Então, jogador que tiver vínculo federativo com a Ponte, tem que ser uma situação financeira muito rentável ao clube. Caso contrário, não vai acontecer.
A Ponte não tem por hábito separar jogador, criar desconforto, isso só dificultaria nosso trabalho no dia a dia. Vamos tentar recuperar atletas que não encaixaram no Paulista, mas podem melhorar no Brasileiro, com outra comissão técnica, outro tipo de trabalho.
Caso Leandrinho
- Essa situação está sendo conduzida pelo jurídico. Existem situações que estão sendo encaminhadas. Acho que de dez a 15 dias devemos ter uma solução. A Ponte buscou seus direitos e mostrou que os atletas não podem sair do clube da maneira como pensam.
Balanço da campanha e do trabalho de Eduardo até aqui
- Independentemente do relacionamento de amizade, o que mais pesa é a questão profissional. Ficou bem claro que tomamos a decisão certa (de trocar o comando). Contra o Palmeiras, foi praticamente a mesma equipe que jogou o Paulista e já vimos uma postura bem diferente.
Sempre deixamos claro que não víamos uma liga, uma consistência, e a chegada do Eduardo nos deu isso. Foi um começo difícil de Brasileiro, com seis partidas, quatro fora e jogamos contra três dos quatro primeiros colocados. Estamos contentes com o trabalho do dia a dia, o Eduardo está dando um padrão e ainda vai contribuir muito para um bom um ano.
Copa do Brasil ou Sul-Americana?
- A gente sabe da importância da Copa Sul-Americana, mas é muito cedo para fazer qualquer conjectura. Hoje, o próximo torneio da Ponte é a Copa do Brasil. Qualquer competição vamos jogar para vencer. Se avançar (na Copa do Brasil), inviabiliza a Sul-Americana.
Não podemos entrar para perder o jogo. Caso não venha a acontecer, automaticamente abre a porta para a Sul-Americana, e vamos seguir a mesma conduta. Hoje temos um elenco forte, com jogadores basicamente do mesmo nível nos setores. Então, toda competição que disputar vamos tentar chegar o mais longe possível.